Conversor para TV Digital: R$ 400+??
Cada vez que busco detalhar alguma faceta da TV Digital brasileira, mais frustrado fico. Por enquanto, e por um bom tempo, parece que teremos tão somente conteúdo fraco e limitado com imagem e som impressionantes. E lambamos os beiços!
Ficou para as calendas gregas a interatividade através do sistema operacional Ginga, ainda sob intermináveis audiências públicas e discussões de interessados (leia-se fornecedores de hardware, software e conteúdo, consumidores de fora).
Agora busco um conversor digital para uma TV LCD de primeira geração, daquelas HDTV Ready que reciclei para uso menos sofisticado, imaginando que pudesse finalmente encontrá-lo na faixa de R$ 200, ou duas vezes mais do que originalmente prometido no lançamento da TV Digital.
É… mais uma vez acreditei em Papai Noel! Os poucos modelos disponíveis nas lojas custam acima de R$ 400 e vão a R$ 700; nos sites de eletrônicos, a maioria está em falta e os preços são um pouco menores, mas aí tem o frete que anula a vantagem.
Indo a um forum de discussão, fico pasmo em ler que um burocrata de Brasília propõe que os conversores sejam financiados às classes D e E a longo prazo, a prestações de R$ 17 mensais, que podem logo se somar a outros tantos como a assinatura de internet banda larga universal, de incríveis (?) 512kb/segundo.
Ou seja, estão decretando a inviabilidade da conversão de TVs existentes para exibir o formato digital, e condenando os que estão na base da pirâmide de renda a pelo menos duas prestações para acesso meia boca à TV do futuro e à conectividade da internet.
Será que esse tema não vira uma saudável discussão de campanha eleitoral? Quem será cobrado pelo atraso da TV digital, pelos preços absurdos dos conversores e pela banda pífia que querem empurrar como se fosse a universalização do acesso à web 2.0?
Eu gostaria de ver esse debate!
>Fim do Orkut?
>Ontem postei no Twitter minha percepção de que o Orkut pode estar com os dias contados. Muita gente não concorda, mas vou detalhar aqui no latifúndio do blog* os meus motivos.
O Orkut é um fenômeno brasileiro. Nós ocupamos o Orkut há uns 5 anos e hoje somos mais de 80% dos perfís ativos. É uma rede social essencialmente brasileiro/brazuca, e isso afasta o interesse do Google, seu dono.
A onda das redes sociais, no mundo, está polarizada em poucos endereços. Tirando o Facebook, o MySpace e o Twitter, os demais são coadjuvantes. E o Google não está no trecho, ao menos em escala global, ou com produtos que não se caracterizam como tal, a exemplo do Picasa e o YouTube. A tentativa do Google Buzz efetivamente não decolou,
Com a entrada da versão brasileira do Facebook, um verdadeiro tsunami de brasileiros lá criou seu perfil principal, deixando o Orkut como uma segunda opção.
A nova versão do Orkut, no ar há alguns meses, desagradou muitos fiéis frequentadores e gerou indiferença entre tantos outros. Poucos são os que acharam boas as novidades.
Como as redes sociais saem da fase de febre e agitação geral para a sua maturidade, inclusive com a consolidação de redes específicas, tipo LinkedIn, o Google não pode estar confortável com sua principal rede social com algumas dezenas de milhões de contas ativas, algo como 1/10 do grande rival Facebook.
As tentativas diversas do Google de comprar o Facebook não prosperaram. Resta-lhe engatar uma segunda e buscar algo novo, talvez uma simbiose do Facebook com o Twitter com mais alguns agregados. Não é o Google Buzz, com certeza, muito menos o Orkut.
Pode ser que o Google tenha chegado a um porte tal que sua inércia iniba a geração em massa de novidades imbatíveis. Ou pode ser que o tempo das redes sociais esteja a exigir estratégias radicalmente diversas, nessa fase de maturidade.
Eu aposto em um ocaso discreto do Orkut. Talvez tenhamos novidades ainda em 2010.
A conferir…
*Latifúndio de espaço, se comparado com os 140 caracteres do Twitter. Espero não atiçar a cobiça do MST…
Fim do Orkut?
Ontem postei no Twitter minha percepção de que o Orkut pode estar com os dias contados. Muita gente não concorda, mas vou detalhar aqui no latifúndio do blog* os meus motivos.
O Orkut é um fenômeno brasileiro. Nós ocupamos o Orkut há uns 5 anos e hoje somos mais de 80% dos perfís ativos. É uma rede social essencialmente brasileiro/brazuca, e isso afasta o interesse do Google, seu dono.
A onda das redes sociais, no mundo, está polarizada em poucos endereços. Tirando o Facebook, o MySpace e o Twitter, os demais são coadjuvantes. E o Google não está no trecho, ao menos em escala global, ou com produtos que não se caracterizam como tal, a exemplo do Picasa e o YouTube. A tentativa do Google Buzz efetivamente não decolou,
Com a entrada da versão brasileira do Facebook, um verdadeiro tsunami de brasileiros lá criou seu perfil principal, deixando o Orkut como uma segunda opção.
A nova versão do Orkut, no ar há alguns meses, desagradou muitos fiéis frequentadores e gerou indiferença entre tantos outros. Poucos são os que acharam boas as novidades.
Como as redes sociais saem da fase de febre e agitação geral para a sua maturidade, inclusive com a consolidação de redes específicas, tipo LinkedIn, o Google não pode estar confortável com sua principal rede social com algumas dezenas de milhões de contas ativas, algo como 1/10 do grande rival Facebook.
As tentativas diversas do Google de comprar o Facebook não prosperaram. Resta-lhe engatar uma segunda e buscar algo novo, talvez uma simbiose do Facebook com o Twitter com mais alguns agregados. Não é o Google Buzz, com certeza, muito menos o Orkut.
Pode ser que o Google tenha chegado a um porte tal que sua inércia iniba a geração em massa de novidades imbatíveis. Ou pode ser que o tempo das redes sociais esteja a exigir estratégias radicalmente diversas, nessa fase de maturidade.
Eu aposto em um ocaso discreto do Orkut. Talvez tenhamos novidades ainda em 2010.
A conferir…
*Latifúndio de espaço, se comparado com os 140 caracteres do Twitter. Espero não atiçar a cobiça do MST…
>Skype pelo celular via rede 3G: agora pode
>Pouco se comenta, mas se você tem um smartphone 3G que permite baixar o Skype, a boa notícia: agora você pode fazer suas ligações para usuários Skype sem pagar nada; a má notícia: é por pouco tempo, depois haverá a cobrança de uma “pequena quantia mensal”, que ainda não foi divulgada.
Testei o Skype via 3G e fiquei impressionado com a qualidade das ligações que fiz. Recomendo!
Você precisa ficar atento, no entanto, não só para uma cobrança futura mas também para seu plano com a operadora, em especial para quem tem um plano pré-pago, pois pode haver tarifação adicional.
Independentemente dessa opção, segue o uso tradicional do Skype se você tem acesso a internet via pontos WiFi, mas lembre que há a limitação dentro do raio de alcance desses pontos, não mais que poucas dezenas de metros.
A alternativa 3G é fantástica por oferecer a mobilidade para ligações via Skype.
Como será lá para frente? Vou especular: o Skype ganhará mais espaço, mas você vai seguir usando sua operadora na maioria dos casos, não só por custos, mas especialmente pela comodidade da maioria dos usuários. E last but not least, você precisa ter o Skype ativo para receber ligações Skype, e, em muitos casos, isso não é prático.
Enfim, mais uma boa alternativa de conectividade!
Skype pelo celular via rede 3G: agora pode
Pouco se comenta, mas se você tem um smartphone 3G que permite baixar o Skype, a boa notícia: agora você pode fazer suas ligações para usuários Skype sem pagar nada; a má notícia: é por pouco tempo, depois haverá a cobrança de uma “pequena quantia mensal”, que ainda não foi divulgada.
Testei o Skype via 3G e fiquei impressionado com a qualidade das ligações que fiz. Recomendo!
Você precisa ficar atento, no entanto, não só para uma cobrança futura mas também para seu plano com a operadora, em especial para quem tem um plano pré-pago, pois pode haver tarifação adicional.
Independentemente dessa opção, segue o uso tradicional do Skype se você tem acesso a internet via pontos WiFi, mas lembre que há a limitação dentro do raio de alcance desses pontos, não mais que poucas dezenas de metros.
A alternativa 3G é fantástica por oferecer a mobilidade para ligações via Skype.
Como será lá para frente? Vou especular: o Skype ganhará mais espaço, mas você vai seguir usando sua operadora na maioria dos casos, não só por custos, mas especialmente pela comodidade da maioria dos usuários. E last but not least, você precisa ter o Skype ativo para receber ligações Skype, e, em muitos casos, isso não é prático.
Enfim, mais uma boa alternativa de conectividade!
>Tecnologia e a Copa 2010
>Quem segue a Copa do Mundo FIFA 2010 deve estar, no mínimo, pasmo com os vários erros de arbitragem. escancarados pela transmissão de TV por (quase) todo o mundo, sem censura, e com restrições, nos telões dos estádios.
A FIFA e o Board resistem em usar recursos de tecnologia, seja pela repetição de imagens na TV, seja por dispositivos embutidos na bola para bipar quando ela entra no gol ou sai de campo.
Ontem, Joseph Blatter, o todo poderoso presidente da FIFA reabriu a discussão, dada a repercussão mundial causada pelo gol da Inglaterra não marcado pelo trio de arbitragem e pelo gol da Argentina no México, quando o Carlito Tevez estava em flagrante impedimeto. Se na contagem final os resultados não seriam alterados, com certeza o impacto no ânimo dos jogadores e na ira das torcidas prejudicadas foi grande.
No fundo, inexistem argumentos sólidos para impedir que ao menos em torneios mais relevantes o uso desses recursos de apoio à arbitragem e à transparência de resultados sejam usados.
Não cabem mais os batidos argumentos que dizem ser impossível o uso da tecnologia porque os estádios do Gabão ou das Ilhas Maurício não justificariam, embora em torneios relevantes da Europa talvez fosse o caso.
Mas o fato é que o futebol é hoje um negócio global atraindo mais de um terço da humanidade em uma Copa do Mundo, e gera um PIB próprio maior do que o da maioria esmagadora ds países da Terra inscritos na FIFA (em maior número do que na ONU, diga-se de passagem).
Outro ponto é que a justiça ministrada pelos árbitros em uma partida de futebol tem de ser feita em tempo real, sem possibilidade de recurso.
Como fazer? É óbvio que torneios locais, mesmo em países-potência do futebol, não podem se dar ao luxo de usar esses recursos tecnológicos, pois o custo não se justifica.
Mas é óbvio que os torneios maiores podem tê-los, e testar as novidades tecnológicas sendo early adopters, para que a sua eficácia comprovada gere interesse e demanda e daí a escala de produção possa colocar os preços no chão.
Uma Copa do Mundo movimenta dezenas de bilhões de dolares. Usar uma pequena fração desse montante no investimento em tecnologia só faz bem aos bilhões de fãs do futebol.
Como fazer o payback do investimento? Simples: A FIFA, como puxadora da tecnologia, receberia royalties pela propagação dessas inovações dentro e fora do futebol.
É só querer, Herr Blatter! Sucesso em suas negociações nas reauniões do Board em Londres, agora em julho.
Tecnologia e a Copa 2010
Quem segue a Copa do Mundo FIFA 2010 deve estar, no mínimo, pasmo com os vários erros de arbitragem. escancarados pela transmissão de TV por (quase) todo o mundo, sem censura, e com restrições, nos telões dos estádios.
A FIFA e o Board resistem em usar recursos de tecnologia, seja pela repetição de imagens na TV, seja por dispositivos embutidos na bola para bipar quando ela entra no gol ou sai de campo.
Ontem, Joseph Blatter, o todo poderoso presidente da FIFA reabriu a discussão, dada a repercussão mundial causada pelo gol da Inglaterra não marcado pelo trio de arbitragem e pelo gol da Argentina no México, quando o Carlito Tevez estava em flagrante impedimeto. Se na contagem final os resultados não seriam alterados, com certeza o impacto no ânimo dos jogadores e na ira das torcidas prejudicadas foi grande.
No fundo, inexistem argumentos sólidos para impedir que ao menos em torneios mais relevantes o uso desses recursos de apoio à arbitragem e à transparência de resultados sejam usados.
Não cabem mais os batidos argumentos que dizem ser impossível o uso da tecnologia porque os estádios do Gabão ou das Ilhas Maurício não justificariam, embora em torneios relevantes da Europa talvez fosse o caso.
Mas o fato é que o futebol é hoje um negócio global atraindo mais de um terço da humanidade em uma Copa do Mundo, e gera um PIB próprio maior do que o da maioria esmagadora ds países da Terra inscritos na FIFA (em maior número do que na ONU, diga-se de passagem).
Outro ponto é que a justiça ministrada pelos árbitros em uma partida de futebol tem de ser feita em tempo real, sem possibilidade de recurso.
Como fazer? É óbvio que torneios locais, mesmo em países-potência do futebol, não podem se dar ao luxo de usar esses recursos tecnológicos, pois o custo não se justifica.
Mas é óbvio que os torneios maiores podem tê-los, e testar as novidades tecnológicas sendo early adopters, para que a sua eficácia comprovada gere interesse e demanda e daí a escala de produção possa colocar os preços no chão.
Uma Copa do Mundo movimenta dezenas de bilhões de dolares. Usar uma pequena fração desse montante no investimento em tecnologia só faz bem aos bilhões de fãs do futebol.
Como fazer o payback do investimento? Simples: A FIFA, como puxadora da tecnologia, receberia royalties pela propagação dessas inovações dentro e fora do futebol.
É só querer, Herr Blatter! Sucesso em suas negociações nas reauniões do Board em Londres, agora em julho.
>Gravando da TV: as opções de 2010
>José Wille, âncora da CBN Curitiba, colocou no ar uma intrigante questão: Em 1982, já era possível gravar da TV os jogos da Copa do Mundo, as novelas e outros programas, nos caros e pesados videocassetes, que custavam um monte de dinheiro. Passados exatos 28 anos, isso é menos comum, pois os videocassetes desapareceram e os gravadores de DVD chegaram, mas duraram pouco no mercado. Por quê?
1- A chegada ao mercado do padrão de vídeo de alta definição, o BluRay, trouxe para baixo o preço dos tocadores de DVD. Hoje, um player BluRay de entrada está na faixa de R$ 300, e os DVD estão em liquidação.
2- No mercado local, só um modelo de gravador de vídeo é encontrado, que tanto grava em discos DVD como em um HD interno de 160GB, por R$ 899,00
3- Existe oferta das operadoras de TV por assinatura de decodificadores digitais com HD interno, que permite gravar programas de TV, mas não exportar para DVD ou outros aparelhos
4- Alguns televisores de alta definição possuem ou um HD interno para gravação ou uma saída USB para um disco rígido externo, que permite as gravações de TV aberta
5- Last, but not least, o principal motivo: o comprometimento dos fabricantes de televisores e equipamentos de vídeo e operadoras de TV por assinatura com os produtores de conteudo para proteção de direitos autorais. Não é por limitação tecnológica que inexistem gravadores BluRay para o consumidor. É adesão dos fabricantes ao tal de DRM, ou Digital Rights Management (Gerenciamento de Direitos Digital, em português) e outros protocolos internacionais que limitam as possibilidades de cópia de conteudo.
Então, você ainda pode gravar os jogos da Copa, no modo analógico, seja através de seu videocassete, de um gravador de DVD, de uma TV com um HD interno ou externo ou de um decodificador digital de sua operadora de TV por assinatura. Mas que a coisa é bem mais difícil que nos tempos áureos do videocassete, lá isso é…
Gravando da TV: as opções de 2010
José Wille, âncora da CBN Curitiba, colocou no ar uma intrigante questão: Em 1982, já era possível gravar da TV os jogos da Copa do Mundo, as novelas e outros programas, nos caros e pesados videocassetes, que custavam um monte de dinheiro. Passados exatos 28 anos, isso é menos comum, pois os videocassetes desapareceram e os gravadores de DVD chegaram, mas duraram pouco no mercado. Por quê?
1- A chegada ao mercado do padrão de vídeo de alta definição, o BluRay, trouxe para baixo o preço dos tocadores de DVD. Hoje, um player BluRay de entrada está na faixa de R$ 300, e os DVD estão em liquidação.
2- No mercado local, só um modelo de gravador de vídeo é encontrado, que tanto grava em discos DVD como em um HD interno de 160GB, por R$ 899,00
3- Existe oferta das operadoras de TV por assinatura de decodificadores digitais com HD interno, que permite gravar programas de TV, mas não exportar para DVD ou outros aparelhos
4- Alguns televisores de alta definição possuem ou um HD interno para gravação ou uma saída USB para um disco rígido externo, que permite as gravações de TV aberta
5- Last, but not least, o principal motivo: o comprometimento dos fabricantes de televisores e equipamentos de vídeo e operadoras de TV por assinatura com os produtores de conteudo para proteção de direitos autorais. Não é por limitação tecnológica que inexistem gravadores BluRay para o consumidor. É adesão dos fabricantes ao tal de DRM, ou Digital Rights Management (Gerenciamento de Direitos Digital, em português) e outros protocolos internacionais que limitam as possibilidades de cópia de conteudo.
Então, você ainda pode gravar os jogos da Copa, no modo analógico, seja através de seu videocassete, de um gravador de DVD, de uma TV com um HD interno ou externo ou de um decodificador digital de sua operadora de TV por assinatura. Mas que a coisa é bem mais difícil que nos tempos áureos do videocassete, lá isso é…
>O Galvan Bird, ou “Cala a Boca, Galvão”
>O mote “Cala a Boca Galvão” ganhou notoriedade mundial ao ficar por vários dias no topo da lista dos Trending Topics do Twitter. A sacada brincalhona da salvação dos “Galvan Birds“, supostamente em extinção, ou do novo clip de Lady Gaga propagaram de forma viral na internet a mensagem dos que acham que Galvão Bueno fala demais, o já global “Cala a Boca, Galvão!”.