>Senhas, senhas…
>Hoje o Wille me chamou para falar sobre senhas, as dezenas -no mínimo- que temos de guardar. De login nas redes, de bancos, de comércio eletrIonico, enfim, um monte! A maioria ainda precisa ser atualizada de vez em quando, e o formato de cada uma é diferente. Como fazer?
Bem, não há milagres. Assim como as chaves físicas, de metal, precisamos guardar essas chaves eletrônicas, chamadas senhas, e mudá-las de vez em quando. E adicionar outras ‘trancas‘, que nem fazemos em casa, no carro, no trabalho.
Uma forma de consolidar as senhas é criar um cofre (vault) eletrônico com uma senha complicada mas lembrável e armazená-la em local seguro. Pode ser em um arquivo que permita ser salvo com senha, por exemplo, mas ele não deve ser guardado no computador. O problema é que com um mínimo de conhecimento técnico é possível quebrar essa senha mestra…
Outra alternativa, mais segura, é usar um recurso disponível na maioria dos programas de proteção (anti-virus, anti-spam, anti-…) que possuam um gerenciador de senhas. Quebrar a criptografia desses programas já requer mais prática e habilidade, mas como o computador vai estar conectado na internet, as chances de achar um pirataço especialista é a mesma que você tenha sua máquina infectada por virus.
Na linha dos cofres eletrônicos, recomendo analisar as alternativas de programas de segurança de senhas que estão no site da revista INFO. Lá você tem um leque de opções, alguns gratuitos, que podem ajudar.
Mas nunca anote no mesmo local uma senha de acesso ao site de seu banco e a senha do cartão, ou do teclado eletrônico, por exemplo.
No futuro, os acessos por reconhecimento de impressões digitais ou de iris, por exemplo, tendem a se tornar mais frequentes, mas é improvável que fiquemos livres das senhas de números, letras e símbolos que tanto embaralham nossas cabeças.
O jeito é partir para a prevenção, e ter seus dados de senha seguros e em mais de um lugar. Salvo se você tiver poucas senhas para decorar ou tiver uma memória privilegiada. Aí fica mais fácil…
>Universalizar Internet: Meta Possível?
>
A polêmica está aí: a Finlândia determinou que o acesso à internet por banda larga é direito de cada cidadão. Cumpra-se. A Itália vai no mesmo caminho.
Eu tuitei essas informações e lancei a dúvida para discussão: Aqui no Brasil estamos prontos? O projeto do governos de ampliar acesso vai dar certo?
Muitos leitores deste blog questionaram, com razão, que o Brasil não é nem a Finlândia nem a Itália, seja por critérios de renda, de área, de demografia, de IDH, o que seja.
Mas eu sou otimista, e creio que algum ou mais de um projeto de ampliação de acesso à internet com banda larga vai acabar vingando. Por questões de justiça social ou mesmo de puro interesse econômico de atores privados.
Aí hoje dei uma passada no banco e vi um cartaz na porta que mostra que não devemos deixar de acreditar no possível. Tirei uma foto com meu celular para mostrar.
A cidade indiana é Mysore, e está, segundo o anúncio do HSBC, 100% coberta por uma rede WiFi.
A Índia é um país que tem quase todos os indicadores econômicos, sociais e ambientais inferiores aos nossos. E os indianos têm programas agressivos de disponibilizar acesso à internet. A China e a Rússia, demais componentes do BRIC, idem.
Não é para polemizar, apenas para registrar que é inevitável que busquemos ampliar fortemente a cobertura de internet banda larga no Brasil.
Faz sentido político, econômico, social, educacional…
Universalizar Internet: Meta Possível?

A polêmica está aí: a Finlândia determinou que o acesso à internet por banda larga é direito de cada cidadão. Cumpra-se. A Itália vai no mesmo caminho.
Eu tuitei essas informações e lancei a dúvida para discussão: Aqui no Brasil estamos prontos? O projeto do governos de ampliar acesso vai dar certo?
Muitos leitores deste blog questionaram, com razão, que o Brasil não é nem a Finlândia nem a Itália, seja por critérios de renda, de área, de demografia, de IDH, o que seja.
Mas eu sou otimista, e creio que algum ou mais de um projeto de ampliação de acesso à internet com banda larga vai acabar vingando. Por questões de justiça social ou mesmo de puro interesse econômico de atores privados.
Aí hoje dei uma passada no banco e vi um cartaz na porta que mostra que não devemos deixar de acreditar no possível. Tirei uma foto com meu celular para mostrar.
A cidade indiana é Mysore, e está, segundo o anúncio do HSBC, 100% coberta por uma rede WiFi.
A Índia é um país que tem quase todos os indicadores econômicos, sociais e ambientais inferiores aos nossos. E os indianos têm programas agressivos de disponibilizar acesso à internet. A China e a Rússia, demais componentes do BRIC, idem.
Não é para polemizar, apenas para registrar que é inevitável que busquemos ampliar fortemente a cobertura de internet banda larga no Brasil.
Faz sentido político, econômico, social, educacional…
>DDA inova cobrança de boletos. Mas, e as tarifas?
>Esta segunda, 19 de outubro, marca o início de mais um serviço integrado da rede bancária, o Débito Direto Autorizado, ou DDA, para os íntimos.
Em sua essência, o DDA elimina o boleto de papel, uma vez que permite aos fornecedores/credores emitirem o boleto eletronicamente e esse chega ao cliente/devedor da mesma forma, com aviso pelo site do banco na internet, por e-mail, por telefone celular e por outras formas que prometem acabar com o papel.
Além de ecologicamente correto, o DDA pretende facilitar a organização desses títulos de cobrança, tanto para credores quanto para devedores. Ele elimina um intermediário que volta e meia entra em greve, o Correio.
A adesão ao DDA é, de início, voluntária. O site da Febraban diz que “O novo sistema deve tirar de circulação em torno de 520 milhões de boletos físicos. Só para dar uma idéia, em 2007, circularam em torno de 1,3 bilhão de boletos pela CIP-Câmara Interbancária de Pagamento, 30% a mais, comparado ao ano anterior “. Ou seja, levando em conta o crescimento das transações, algo como 25% dos boletos viram eletrônicos, nessa fase.
O sistema deve ganhar em agilidade, custos e praticidade. Além da eliminação física do papel, as filas para pagamento de contas em bancos e lotéricas pode diminuir, os riscos de assaltos também.
Podemos esperar alguns problemas na fase de decolagem do DDA. Um deles é a possibilidade dos avisos falsos, já que uma das formas de apresentação de contas –o e-mail- vive recheado de avisos piratas. É bom ficar atento!
Mas a maior vantagem que poderia ser ofertada tanto a quem emite quanto a quem paga um boleto segue mudinha da silva: a redução das tarifas bancárias em geral, já que os custos dos bancos também se reduzem.
As campanhas de lançamento do DDA, que recheiam os jornais e revistas de belos anúncios não falam que essa redução de custos será repassada aos clientes, de alguma forma. Isso aí ainda não está claro, mas, se tudo for como sempre foi, parece que o DDA vai tender a aumentar a rentabilidade dos bancos, não a dos seus clientes.
Em todo caso, do ponto de vista tecnológico, parece que o DDA pode encorpar as vantagens do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – que já nos oferece coisas pioneiras como a TED, que transfe instantaneamente valores superiores a R$ 5.000 entre contas de bancos diferentes, algo inusitado nesse mundo globalizado.
Também o DDA pode ficar na história da tecnologia digital brasileira como uma boa inovação, ao lado do voto eletrônico e do Imposto de Renda pela internet.
Se as tarifas bancárias baixassem… Mas ainda resta uma esperança: afinal de contas, dentro de pouco mais de dois meses, Papai Noel deve chegar com seu trenó carregado de bondades.
Seria pedir muito que ele trouxesse para todos nós, além de um serviço mais ágil e seguro, tarifas mais palatáveis? Hein? Hein?
DDA inova cobrança de boletos. Mas, e as tarifas?
Esta segunda, 19 de outubro, marca o início de mais um serviço integrado da rede bancária, o Débito Direto Autorizado, ou DDA, para os íntimos.
Em sua essência, o DDA elimina o boleto de papel, uma vez que permite aos fornecedores/credores emitirem o boleto eletronicamente e esse chega ao cliente/devedor da mesma forma, com aviso pelo site do banco na internet, por e-mail, por telefone celular e por outras formas que prometem acabar com o papel.
Além de ecologicamente correto, o DDA pretende facilitar a organização desses títulos de cobrança, tanto para credores quanto para devedores. Ele elimina um intermediário que volta e meia entra em greve, o Correio.
A adesão ao DDA é, de início, voluntária. O site da Febraban diz que “O novo sistema deve tirar de circulação em torno de 520 milhões de boletos físicos. Só para dar uma idéia, em 2007, circularam em torno de 1,3 bilhão de boletos pela CIP-Câmara Interbancária de Pagamento, 30% a mais, comparado ao ano anterior “. Ou seja, levando em conta o crescimento das transações, algo como 25% dos boletos viram eletrônicos, nessa fase.
O sistema deve ganhar em agilidade, custos e praticidade. Além da eliminação física do papel, as filas para pagamento de contas em bancos e lotéricas pode diminuir, os riscos de assaltos também.
Podemos esperar alguns problemas na fase de decolagem do DDA. Um deles é a possibilidade dos avisos falsos, já que uma das formas de apresentação de contas –o e-mail- vive recheado de avisos piratas. É bom ficar atento!
Mas a maior vantagem que poderia ser ofertada tanto a quem emite quanto a quem paga um boleto segue mudinha da silva: a redução das tarifas bancárias em geral, já que os custos dos bancos também se reduzem.
As campanhas de lançamento do DDA, que recheiam os jornais e revistas de belos anúncios não falam que essa redução de custos será repassada aos clientes, de alguma forma. Isso aí ainda não está claro, mas, se tudo for como sempre foi, parece que o DDA vai tender a aumentar a rentabilidade dos bancos, não a dos seus clientes.
Em todo caso, do ponto de vista tecnológico, parece que o DDA pode encorpar as vantagens do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – que já nos oferece coisas pioneiras como a TED, que transfe instantaneamente valores superiores a R$ 5.000 entre contas de bancos diferentes, algo inusitado nesse mundo globalizado.
Também o DDA pode ficar na história da tecnologia digital brasileira como uma boa inovação, ao lado do voto eletrônico e do Imposto de Renda pela internet.
Se as tarifas bancárias baixassem… Mas ainda resta uma esperança: afinal de contas, dentro de pouco mais de dois meses, Papai Noel deve chegar com seu trenó carregado de bondades.
Seria pedir muito que ele trouxesse para todos nós, além de um serviço mais ágil e seguro, tarifas mais palatáveis? Hein? Hein?
>Redes Sociais: Modismo, Revolução ou Mais do Mesmo?
>Aqui o link para a apresentação que fiz hoje no evento organizado pela AmCham Curitiba, na PUC-PR, Panorama de TI: Cenário Atual e Futuro Próximo.
O que mais me preocupa, no momento, é a baixa taxa de adoção, pelas empresas, das plataformas de redes sociais para comunicação com seus públicos-alvo.
Redes Sociais: Modismo, Revolução ou Mais do Mesmo?
Aqui o link para a apresentação que fiz hoje no evento organizado pela AmCham Curitiba, na PUC-PR, Panorama de TI: Cenário Atual e Futuro Próximo.
O que mais me preocupa, no momento, é a baixa taxa de adoção, pelas empresas, das plataformas de redes sociais para comunicação com seus públicos-alvo.
>Twitter: Um Fenômeno de Mobilidade
>O Twitter vem crescendo em número de usuários a taxas recordes e já é apontado como um fenômeno da era digital, talvez semelhante ao Google, que neste domingo, 27, completou 11 anos de vida.
Mas o que pouca gente vem falando é que o Twitter é menos um fenômeno da internet do que uma ferramenta poderosa para dispositivos móveis, sobretudo os smartphones.
Um estudo do blog Crowd Science mostra a que a taxa de acesso ao Twitter via dispositivos móveis sempre bem maior do que a de outras redes sociais, como o Facebook, o MySpace e o LinkedIn.
E o curioso é que, mais e mais pessoas vão ao Twitter quando estão dirigindo, em restaurantes, cinemas e… no banheiro! Isso mesmo, 11% das pessoas mapeadas por essa pesquisa do blog acessam o Twitter quando sentados no “trono”.
O maior problema que os que acessam o Twitter do banheiro podem causar é o aumento da fila em um restaurante ou show, mas, com certeza, os motoristas estarão cometendo infração sujeita a multa e perda de pontos na carteira se vão ao Twitter enquanto dirigem.
A taxa elevada de uso do Twitter via dispositivos móveis pode estar associada a dois fatores: o limite de 140 caracteres e a velocidade de atualização, ideais para esses aparelhos menores, com teclados limitados e para pessoas que estão se deslocando e buscam passar e receber novas informações.
A Crowd Science descobriu que 27% dos Twitters postam mensagens diariamente, e 46% checam atualizações todos os dias.
Com o crescente uso do Twitter por empresas, inclusive em atividades de marketing, parece ter ficado impossível criar uma estratégia de comunicação digital com potenciais clientes sem levar em conta essa dupla Smartphone + Twitter.
Os números são impressionantes: os Twitters usam o serviço a uma taxa que é o dobro de outras mídias sociais, quando em um cinema ou teatro (8% to 4%). No banheiro, a relação é de 17% a 12%. Em restaurantes, então, o Twitter tem a preferência quase três vezes maior, 31% a 12%.
Já os usuários relutantes não são tão poucos assim, ainda segundo a pesquisa da Crowd Science. Dos usuários do Twitter, 17% o fazem por conta da “Síndrome do Eu Também“, ou seja, usam porque seus amigos ou contatos o fazem, ou, se eles não o fizerem, vão ter perda de status (15%).
De outro lado, 32% dos Twitters acham que estão gastando tempo demais na rede, o que pode apontar para uma futura redução ou racionalização do seu uso. E mais: 22% deles disseram já ter escrito coisas em mídias sociais que depois se arrepanderam, e 16% deixam de fazer atividades relevantes para passar mais tempo navegando nas mídias sociais.
O número que de certo modo explica o crescimento desse fenômeno, é o dos 25% de Twitters que encontram nas mídias sociais a sua atividade preferida de lazer, comparado com apenas 14% dos não Twitters.
Mas, para fechar essa postagem com uma provocação para aqueles mais maduros que são refratários ao Twitter por achar que isso é brincadeira de adolescente: 54% de seus usuários têm mais de 30 anos, 18% são empresários ou empreendedores, 24% gostam de coisas de tecnologia, 48% criaram seus próprios sites, e 37% mantêm seus próprios blogs.
Ao contrário de pesquisas convencionais, essa da Crowd Science buscou dados com mais de 600.000 visitantes aos sites que são monitorados em tempo real pela ferramenta da empresa, todos com mais de 12 anos, entre 5 e 13 de agosto deste ano.
Enfim, parece que o Twitter é coisa séria mesmo.