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Casamento Real: Como uma instituição milenar planeja usar os meios digitais para criar o maior evento da internet na década

Sexta feira 29 de abril não será um dia como qualquer outro. Na Abadia de Westminster, em Londres, casam-se Kate e William, este provável herdeiro do trono inglês, ela uma bela jovem candidata a princesa e a encher o imaginário de milhões.


Mas, em pleno século 21, com a monarquia relegada a um papel quase que simbólico, como poderia um evento como esses mobilizar tanta gente e chamar tanta atenção?

Saindo momentaneamente do mundo digital, parece claro que o encantamento dos contos de fadas não foi embora, mesmo com os usos e costumes deste ano de 2011. De jovens a idosos, homens ou mulheres, indivíduos ou empresas, parece que o mundo estará conectado à cerimônia do casamento real, que promete mobilizar todas as mídias a seu favor.

Parece que será como que uma releitura do casamento de Charles e Diana, sem a falta de sal de um e sem o deslumbramento da outra, ou uma mistura disso, pouco importa. O que vale mesmo é que seus organizadores estão priorizando o foco em cima das redes sociais e da internet, como forma de obter a máxima repercussão -positiva, esperam eles- mundial.

Já é possível imaginar a quantidade de fotos e vídeos que serão postados nas principais redes sociais -Facebook, Twitter, YouTube-,  nos portais dos principais meios de comunicação tradicinais, BBC à frente, e também em milhares ou milhões de blogs por todo o planeta.

Aposta-se em imagens inusitadas captadas por amadores para uma eventual falha no rigorosíssimo protocolo britânico, ou mesmo em versões de fatos, muitos dos quais falsos, criados para gerar alarido.

Prevê-se que, na sexta-feira, alguns dos TTs globais do Twitter farão referência ao casamento.

Mas e daí, o que tem isso a ver com o nosso blog? Afinal, hoje em dia, qualquer casamento por aí tem, no mínimo, um perfil no Facebook ou no Orkut. Fofocar através to Twitter, idem, e cenas inusitadas quase sempre param no YouTube. Porquê o casamento real seria diferente?

Na minha expectativa, eu vejo um evento que atrai a atenção do mundo pelo lado conto de fadas, do imaginário das multidões sendo montado com um foco principal nas mídias sociais. São elas que vão criar a interatividade necessária a potencializar a audiência qualificada e, idealmente, obter um endosso a essa instituição chamada monarquia, por muitos considerada desnecessária, quando não um deboche aos bilhões de desvalidos.

Embora com um Reino Unido onde a maioria esmagadora da população endossa sua Família Real, na maioria do resto do mundo não é bem assim. Intrigante é o fato que a audiência da cerimônia será igualmente representativa em quase todos os países que democratizam a informação.

Vale a pena acompanhar ao menos parte da cerimônia, e, quem sabe, palpitar. Nesta segunda, 25, ao procurar imagens no Google com o argumento Kate and William, achei mais ou menos 32.700.000 respostas…

Isso aí será um marco no mundo das comunicações digitais e interativas. Vai dar pano para manga não só para comentários sobre os noivos como, especialmente, para a discussão de novos formatos de nosso dia-a-dia digital.

>Redes Sociais e as Empresas: Sem importância?

>A baixa adoção de uma política corporativa das empresas para redes sociais parece dar sinais de reversão. Hoje, mais de 40% das empresas que precisam de alguma imagem por atingir o consumidor final já buscam conexões no Twitter, no Facebook e em outras redes de massa. Poucas, porém, já as utilizam de modo a alavancar suas operações usando o potencial que elas podem oferecer.


Vamos a alguns exemplos:

Toy Story 3 (em inglês), da Pixar/Disney, alcança 17.567.444 curtidores;
Walt Disney World tinha 5.927.883
Nike, 4.091.119
Mc Donald’s348.425 
Starbucks  20.466.910
A revista brasileira Veja, 104.810
A rede americana de notícias CNN, 1.912.659
Sua concorrente árabe, Al Jazeera (em inglês), 498.814, em árabe, 940.053.

Tudo isso na hora desta postagem, e referente apenas à página com maior número de seguidores. Para dar uma idéia do tamanho do potencial, a marca Walt Disney, que combina um grande número de produtos e serviços muito conhecidos (Toy Story inclusive), yem mais de 145 mihões de curtidores. Quase um Brasil.


Nessas páginas pesquisadas, vemos que os tópicos postados recentemente quase sempre possuem centenas, se não milhares de comentários. Isso aí, em termos de pesquisa de opinião, possui um valor inestimável.


É razoável supor que Toy Story 4, ou um novo tenis da Nike, só para ficar com dois exemplos, estejam sendo gestados a partir das opiniões desses seguidores voluntários, que tanto podem contribuir para o sucesso de futuros lançamentos como seu fracasso, se essa demanda for mal interpretada.


Creio que não por acaso, a marca Mc Donald’s, que é global por excelência, mas associada ao junk food e tão criticada, aparece com seis vezes menos seguidores que um Starbucks, com mais de 20 milhões.


Pode ser por conta da percepção que o café faz menos mal do que um sandubão cheio de calorias, gorduras e carboidratos, ou, quem sabe, por conta de um melhor entendimento da Starbucks em realação ao fenômeno das redes sociais. Eu acho que é uma combinação de ambos, mas a segunda opção é seguramente a predominante.

Finalmente, o Facebook arrebenta com 37.223.918 curtidores em sua página mais visitada. Algo como 6% das contas ativas, o que não é pouco.

Marqueteiros profissionais dariam um par de anos de suas vidas se pudessem entender as expectativas dos consumidores e prever tendências. Antigamente, isso acontecia por conta de caríssimas e incomodativas pesquisas de mercado, com perguntas formuladas pelas próprias agências, depois de aprovadas pelo cliente.

Hoje, com as redes sociais, é possível que a interação surja exatamente dos consumidores que dizem, com prazer ou com contundência, o que gostariam de ter ou o que abominam naquele produto ou naquela marca.

A propagação viral dessas informações torna o processo irreversível.

Não por acaso, as marcas que estão no topo do ranking do Facebook estão nadando de braçada no mercado, e as que resistem, estão ficando para trás.
 

Redes Sociais e as Empresas: Sem importância?

A baixa adoção de uma política corporativa das empresas para redes sociais parece dar sinais de reversão. Hoje, mais de 40% das empresas que precisam de alguma imagem por atingir o consumidor final já buscam conexões no Twitter, no Facebook e em outras redes de massa. Poucas, porém, já as utilizam de modo a alavancar suas operações usando o potencial que elas podem oferecer.


Vamos a alguns exemplos:

Toy Story 3 (em inglês), da Pixar/Disney, alcança 17.567.444 curtidores;
Walt Disney World tinha 5.927.883
Nike, 4.091.119
Mc Donald’s348.425 
Starbucks  20.466.910
A revista brasileira Veja, 104.810
A rede americana de notícias CNN, 1.912.659
Sua concorrente árabe, Al Jazeera (em inglês), 498.814, em árabe, 940.053.

Tudo isso na hora desta postagem, e referente apenas à página com maior número de seguidores. Para dar uma idéia do tamanho do potencial, a marca Walt Disney, que combina um grande número de produtos e serviços muito conhecidos (Toy Story inclusive), yem mais de 145 mihões de curtidores. Quase um Brasil.


Nessas páginas pesquisadas, vemos que os tópicos postados recentemente quase sempre possuem centenas, se não milhares de comentários. Isso aí, em termos de pesquisa de opinião, possui um valor inestimável.


É razoável supor que Toy Story 4, ou um novo tenis da Nike, só para ficar com dois exemplos, estejam sendo gestados a partir das opiniões desses seguidores voluntários, que tanto podem contribuir para o sucesso de futuros lançamentos como seu fracasso, se essa demanda for mal interpretada.


Creio que não por acaso, a marca Mc Donald’s, que é global por excelência, mas associada ao junk food e tão criticada, aparece com seis vezes menos seguidores que um Starbucks, com mais de 20 milhões.


Pode ser por conta da percepção que o café faz menos mal do que um sandubão cheio de calorias, gorduras e carboidratos, ou, quem sabe, por conta de um melhor entendimento da Starbucks em realação ao fenômeno das redes sociais. Eu acho que é uma combinação de ambos, mas a segunda opção é seguramente a predominante.

Finalmente, o Facebook arrebenta com 37.223.918 curtidores em sua página mais visitada. Algo como 6% das contas ativas, o que não é pouco.

Marqueteiros profissionais dariam um par de anos de suas vidas se pudessem entender as expectativas dos consumidores e prever tendências. Antigamente, isso acontecia por conta de caríssimas e incomodativas pesquisas de mercado, com perguntas formuladas pelas próprias agências, depois de aprovadas pelo cliente.

Hoje, com as redes sociais, é possível que a interação surja exatamente dos consumidores que dizem, com prazer ou com contundência, o que gostariam de ter ou o que abominam naquele produto ou naquela marca.

A propagação viral dessas informações torna o processo irreversível.

Não por acaso, as marcas que estão no topo do ranking do Facebook estão nadando de braçada no mercado, e as que resistem, estão ficando para trás.
 

LinkedIn chega a 100 milhões de perfis

Recebo um e-mail do  Reid Hoffman, co-fundador e Chairman do LinkedIn para comunicar que a mais popular rede social de profissionais atingiu, esta semana, a marca de 100.000.000 de associados, e que eu faço parte de um grupo de early adopters, ou dos que fazem parte do primeiro milhão de profissionais cadastrados (o meu é número 433.691).




Se comparado com o Facebook, ele é quase sete vezes menor, mas, levando em conta seu foco em conectividade entre profissionais, o número é muito relevante.

Eu já tive a oportunidade de contratar ou recomendar profissionais pelo LinkedIn, e mesmo pedir ajuda em tópicos específicos de minha atividade profissional quando necessitei. E os resultados foram sempre surpreendentes, mesmo usando a versão basicona, gratuita.

O formato e o sucesso dessa rede de propósito específico mostra, sobretudo, o caminho para outras iniciativas muito focadas, e essa parece ser uma tendência inevitável, sem excluir as redes sociais de propósito geral, onde o Facebook reina com folga sobre os concorrentes.

Parabéns ao gordo simpático Reid Hoffman, extensivo a toda a equipe. Sigo usando o LinkedIn e recomendando a quem não conhece…

>LinkedIn chega a 100 milhões de perfis

>Recebo um e-mail do  Reid Hoffman, co-fundador e Chairman do LinkedIn para comunicar que a mais popular rede social de profissionais atingiu, esta semana, a marca de 100.000.000 de associados, e que eu faço parte de um grupo de early adopters, ou dos que fazem parte do primeiro milhão de profissionais cadastrados (o meu é número 433.691).




Se comparado com o Facebook, ele é quase sete vezes menor, mas, levando em conta seu foco em conectividade entre profissionais, o número é muito relevante.

Eu já tive a oportunidade de contratar ou recomendar profissionais pelo LinkedIn, e mesmo pedir ajuda em tópicos específicos de minha atividade profissional quando necessitei. E os resultados foram sempre surpreendentes, mesmo usando a versão basicona, gratuita.

O formato e o sucesso dessa rede de propósito específico mostra, sobretudo, o caminho para outras iniciativas muito focadas, e essa parece ser uma tendência inevitável, sem excluir as redes sociais de propósito geral, onde o Facebook reina com folga sobre os concorrentes.

Parabéns ao gordo simpático Reid Hoffman, extensivo a toda a equipe. Sigo usando o LinkedIn e recomendando a quem não conhece…

>Um novo patamar tecnologico?

>As grandes transformações na tecnologia digital nos últimos 5 anos podem ser resumidas em 3 grupos,  empresas, pessoas e linhas de produtos.


Nas empresas, dominaram players já estabelecidas, como Intel, Apple, Microsoft, Oracle e as coreanas LG e Samsung.


As pessoas que fizeram a diferença não são muitas, talvez resumidas a Steve Jobs e Mark Zuckerberg.


Nos produtos e serviços, ganharam destaque as siglas  LED, 3D, HDTV, HDMI, Tablet, App, Redes Sociais, Smartphones, Touchscreen, Banda Larga, Localização.

É possível que essa classificação, feita de modo empírico e sem uma pesquisa quantitativa e qualitativa mais elaborada contenha omissões, injustiças e até mesmo simplificações, mas como estamos em um blog que pretende discutir a tecnologia digital e seus impactos, digamos que ela esteja colocada como percepção do blogueiro e, especialmente, como provocação para o real motivador desta postagem.

O ponto que quero fazer aqui é que, nos próximos 5 anos, dificilmente veremos ganhar destaque um novo leque de tecnologias disruptivas. O mais provável é que vejamos a maturidade de alguns sucessos já colocados e a adoção em massa de novas formas de uso de coisas já conhecidas.

Peguemos os tablets, furor do momento desde que a Apple lançou o iPad: na verdade, todos os ingredientes estavam na prateleira, apenas houve uma inteligente maneira de juntá-los em um pacote atraente e muito bem apresentado. A partir daí, os concorrentes correm atrás do prejuízo, buscando pegar parte desse mercado. Mas os tablets já existiam desde a década de 90, como conceito, como produto lançado por grandes empresas e suportado, por exemplo, pelo Windows Xp.

Não pegaram por falta de um conjunto de fatores: peso excessivo, custo alto, na faixa de US$ 10 mil, requeriam caneta especial para interagir com a tela e, sobretudo, uma anêmica oferta de aplicativos.

Falando em aplicativos, ou Apps, até o nome virou disputa jurídica entre os grandes players, que não querem que a Apple monopolize essa maneira simples de chamar as centenas de milhares de programas disponíveis, alguns sofisticados, outros nem tanto,  a maioria grátis e, dos pagos, poucos excedem US$ 4,99 por uma licença única, que pode ser utilizada em mais de um dispositivo.

Smartphones e tablets, portanto, chegaram ao palco principal do mundo digital com a convergência de um grupo de tecnologias disponíveis, como internet banda larga nas redes WiFi e celular, telas sensíveis ao toque, sistemas operacionais voltados para dispositivos móveis e, sobretudo, para um conjunto de padrões que, se ainda não são padrões oficiais, ao menos o são de fato.

Peguemos os Apps que implicam em localização de um prédio ou mesmo do aparelho que portamos: 9 entre 10 das soluções disponíveis no mercado usam o Google Maps. Ponto. Isso em si já é uma adoção prática de uma plataforma quase única. Ficam talvez de fora os localizadores que usam conteudo proprietário, como os aparelhos chamados de GPS Automotivo.

No mundo dos computadores, parece que o bom e velho desktop caminha para a irrelevância de aplicações dedicadas, como a gerência de uma rede doméstica local ou de uma central de segurança, sem esquecer as aplicações corporativas que devem mantê-los vivos por muitos anos.

O laptop vai caminhar para uma zona de concorrência com os tablets, mas ganha força na medida em que substitui os desktops e também para aplicativos que requeiram teclado físico e muito poder de processamento, funcionalidades que nunca serão o forte dos tablets.

No entretenimento doméstico, a conectividade entre os aparelhos e destes com o mundo ficam padronizadas no cabo de rede local ou WiFi para acesso à internet, no HDMI para tráfego de alto volume de bits e no USB para acesso a conteúdo de computadores, filmadoras e máquinas fotográficas.

Vale ressaltar que essas siglas que designam conectividade (WiFi, HDMI e USB) só viraram lei de mercado porque os fabricantes consensaram em padrões.

Como não podemos esperar uma nova onda tecnológica, como, quem sabe, a inserção de dispositivos que aticem o olfato ou o sabor, podemos imaginar que, por exemplo, dispositivos com imagens 3D cheguem cada vez mais fortes ao mercado.

Parece óbvio que, no cinema da telona os principais títulos serão disponibilizados em três dimensões, como já ocorre hoje. No mundo doméstico, talvez até antes de termos conteúdo 3D em larga escala, seja por emissão direta das redes de TV, seja por disponibilidade de mídia BluRay, o mais provável é que o mundo 3D em casa chegue com mais força através dos consoles de games.

Faltou algo? Com certeza. Mas, descartados todos os possíveis sucessos da tecnologia até as Olimpíadas do Rio em 2016, eu creio ser possível que uma inovação que pode facilitar ainda mais a nossa vida seja o reconhecimento de voz para uma quantidade casa vez maior de dispositivos. Isso aí é coisa que já vem namorando o mercado há pelo menos 25 anos, mas não pegou. Com certeza por conta dos mesmas limitações que impediram o tablet de virar popular antes do iPad.

É provável até que você tenha um smartphone, por exemplo, que tenha aplicativos comandados por voz e você ou não saiba ou não usa por ser pouco prático. O motivo? A falta de um padrão de mercado. E isso a indústria está trabalhando forte este ano.

E as redes sociais? Com a disponibilização de banda larga -de verdade- no mundo todo, sua popularização é ineviteavel. E as duas maiores de 2011, Facebook e Twitter ainda não estão com ações em bolsa, mas já valem bilhões de dolares. Pode ser até que não sejam as dominantes de mercado em 5 anos, mas a estrada principal está pavimentada. As redes secundárias serão as especializadas, como o LinkedIn.

No momento em que escrevo essa postagem o Facebook já tem mais de 700.000.000 de contas ativas, e virou um must para empresas, políticos, profissionais de toda estirpe e estudantes. E com a turbulência no norte da África, onde a articulação de manifestações são feitas via redes sociais, os regimes estabelecidos reagem cortando acesso a internet.

Tarde demais, elas vieram para ficar. Ou não? Basta ver que muitas dessas revoluções que visaram, no passado, estabelecer ou restabelecer a democracia acabaram em regimes ditatoriais mais duros.

Talvez a questão mais relevante a ser respondida seja então se toda essa tecnologia a nossa disposição servirá, em última análise, para preservar e, em muitos casos, fomentar a democracia, a transparência e a liberdade.

Se isso se materializar, talvez seja esse o novo patamar da tecnologia que pode ser algo muito bom. Ou não…

Privacidade nas redes sociais

Fim de ano é bom para refletir, avaliar erros e acertos, fazer planos para o futuro… Então, fugindo um pouco do que é publicado nesse blog, que geralmente tem uma linha entusiasmada das novidades tecnológicas, deixo aqui um alerta sobre sua privacidade nas redes sociais em geral, no Facebook em particular.

A maioria de nós nem se dá ao trabalho de ler a política de privacidade das redes sociais. Muito menos em acompanhar as mudanças que ocorrem, muitas das quais raramente são adequadamente anunciadas.

Pior do que isso são as políticas dos parceiros dessas redes, como a dos aplicativos do Facebook, normalmente jogos ou ferramentas de apoio que, em tese, tornam sua navegação e visibiidade nessas redes mais fácil.

Pois é… O Facebook, por exemplo, já testa o limite de 700.000.000 de contas ativas, e já patinou mais de uma vez ao modificar sua política de privacidade sem deixar claro a seus membros das aberturas criadas na divulgação de seus dados pessoais, hábitos de navegação e até de informações de segurança, como senhas de acesso.

Muitas vezes, violações ou, diríamos de modo mais eufemístico, interpretacões mais liberais das políticas de privacidade do Facebook fazem com que você libere não só seus dados pessoais, mas também sua lista de amigos, até dos amigos dos amigos. Em um universo de 700.000.000 de pessoas, dispor de informações privilegiadas em tempo real é um maná para quem quer ascender na venda de produtos e serviços pela internet, lícitos ou não, consentidos ou não.

É aí que reside o problema: seus dados podem estar sendo utilizados indevidamente e você nem sabe. Mesmo que isso não represente um perigo imediato, você está em desvantagem, pois eles sabem sobre você e você não sabe sobre eles. E isso, em um mundo conectado, não é bom.

Por enquanto, eu procuro ser muito seletivo na escolha desses aplicativos e jogos das redes sociais, e recomendo o mesmo a meus amigos, reais ou virtuais. Entendo que enquanto essas práticas não estiverem claras e, sobretudo amparadas em uma legislação adequada, o risco é muito maior do que os possíveis benefícios.

Partindo da premissa de que é difícil ficar de fora das principais redes sociais, em um mundo onde mais de 2.000.000.000 de pessoas estão online, um pouco de cautela não faz mal a ninguém.

Assim, peço publicamente desculpas a amigos e conhecidos que me chamam para aplicativos como Farmville, Hearts e tantos outros do Facebook. Eu também não os chamo nem mando dados de minhas listas de contato para ampliar minha rede virtual.

Minha bisavó me dizia há muito tempo que prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. E eu adicionaria que Farmville, Hearts e tantos outros podem fazer mal a muita gente. E fico, por enquanto, prudentemente na defensiva. Minha e de meus amigos.

>Privacidade nas redes sociais

>Fim de ano é bom para refletir, avaliar erros e acertos, fazer planos para o futuro… Então, fugindo um pouco do que é publicado nesse blog, que geralmente tem uma linha entusiasmada das novidades tecnológicas, deixo aqui um alerta sobre sua privacidade nas redes sociais em geral, no Facebook em particular.

A maioria de nós nem se dá ao trabalho de ler a política de privacidade das redes sociais. Muito menos em acompanhar as mudanças que ocorrem, muitas das quais raramente são adequadamente anunciadas.

Pior do que isso são as políticas dos parceiros dessas redes, como a dos aplicativos do Facebook, normalmente jogos ou ferramentas de apoio que, em tese, tornam sua navegação e visibiidade nessas redes mais fácil.

Pois é… O Facebook, por exemplo, já testa o limite de 700.000.000 de contas ativas, e já patinou mais de uma vez ao modificar sua política de privacidade sem deixar claro a seus membros das aberturas criadas na divulgação de seus dados pessoais, hábitos de navegação e até de informações de segurança, como senhas de acesso.

Muitas vezes, violações ou, diríamos de modo mais eufemístico, interpretacões mais liberais das políticas de privacidade do Facebook fazem com que você libere não só seus dados pessoais, mas também sua lista de amigos, até dos amigos dos amigos. Em um universo de 700.000.000 de pessoas, dispor de informações privilegiadas em tempo real é um maná para quem quer ascender na venda de produtos e serviços pela internet, lícitos ou não, consentidos ou não.

É aí que reside o problema: seus dados podem estar sendo utilizados indevidamente e você nem sabe. Mesmo que isso não represente um perigo imediato, você está em desvantagem, pois eles sabem sobre você e você não sabe sobre eles. E isso, em um mundo conectado, não é bom.

Por enquanto, eu procuro ser muito seletivo na escolha desses aplicativos e jogos das redes sociais, e recomendo o mesmo a meus amigos, reais ou virtuais. Entendo que enquanto essas práticas não estiverem claras e, sobretudo amparadas em uma legislação adequada, o risco é muito maior do que os possíveis benefícios.

Partindo da premissa de que é difícil ficar de fora das principais redes sociais, em um mundo onde mais de 2.000.000.000 de pessoas estão online, um pouco de cautela não faz mal a ninguém.

Assim, peço publicamente desculpas a amigos e conhecidos que me chamam para aplicativos como Farmville, Hearts e tantos outros do Facebook. Eu também não os chamo nem mando dados de minhas listas de contato para ampliar minha rede virtual.

Minha bisavó me dizia há muito tempo que prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. E eu adicionaria que Farmville, Hearts e tantos outros podem fazer mal a muita gente. E fico, por enquanto, prudentemente na defensiva. Minha e de meus amigos.

orkut e eu

Quando surgiu, o orkut virou uma febre. Especialmente entre os brasileiros, que logo estavam em maioria absoluta dentre os frequentadores. Talvez por causa disso o Google, seu dono, passou a manutenção da rede social para o Brasil, e alocou menos recursos para sua evolução.

Enquanto isso, apareceram novas alternativas, logo tornadas irrelevantes pela falta de evolução das propostas ou mesmo falta de apelo das novas funcionalidades. Aqui destaco o MySpace, que fica atrelada à figura de seu criador, e que criou um rótulo de ser a rede social de músicos, afastando os não-músicos.

Vale mencionar também o Second Life, que permitia ao internauta criar um completo espaço virtual, com área e construção própria, sem falar no seu avatar e no dinheiro próprio para lá viver e transacionar. Grandes empresas fizeram apostas pesadas comprando ilhas e países para mostrar novos lançamentos e até idéias em laboratório. Talvez tenha assustado o comum dos mortais ou este achou que não era o caso. Serviu de inspiração a Rod Cameron para seu filme genial. Só.

Aí temos as menos cotadas, como Tagged e Plaxo, uma que conta hoje com quase 100 milhões de perfis cadastrados, a imensa maioria de fakes, e a outra que mal e mal serve para atualizar cadastro de telefone, e-mail e aniversário dos participantes. Dessa última, como só a data de aniversário não muda, seus usuários cansaram de receber avisos que, de outro modo, já estavam na agenda ou eram de pessoas com pouca ou nenhuma interação.

Voltando ao orkut, eu recebi recentemente uma medalha virtual, ou selinho, sei lá, por ter um perfil há mais de 5 anos. Mas notei, também, que a maioria dos meus amigos reais ou virtuais estão mais ativos no Facebook, no LinkedIn e no Twitter.

Embora não tenha adicionado nem deletado amigos no orkut (até por passar raramente por lá), vejo que meus amigos também estão cada vez mais ausentes, e os assuntos interessantes igualmente rareiam. Proliferam as mensagens massificadas e animadas, que são mandadas por alguns renitentes em agitar o orkut que não pensam muito no perfil das pessoas que vão recebê-las.

Recebi também reclamações de amigos e amigas que tiveram seus perfís clonados ou então passaram a receber mensagens indesejadas e inconvenientes, o que mostra uma falta de ação por parte do orkut para tornar sua rede brazuca mais segura.

Pensei em deletar meu perfil do orkut, assim como já fiz, cronologicamente, com o Tagged, o Second Life e mais recentemente o MySpace. Mas, levando em conta que o orkut é um sobrevivente graças à teimosia dos brasileiros e por eu ser um estudante curioso das redes sociais, decidi manter meu perfil ativo, apenas para observar o que vai acontecer.

Sobram com vitalidade o Facebook, o LinkedIn e o Twitter, cada um com sua proposta e com facilidade de conexão entre eles. Vida longa aos três, ao menos até o final de 2011.

E lá ficarei em atividade, junto com este blog.

>orkut e eu

>Quando surgiu, o orkut virou uma febre. Especialmente entre os brasileiros, que logo estavam em maioria absoluta dentre os frequentadores. Talvez por causa disso o Google, seu dono, passou a manutenção da rede social para o Brasil, e alocou menos recursos para sua evolução.

Enquanto isso, apareceram novas alternativas, logo tornadas irrelevantes pela falta de evolução das propostas ou mesmo falta de apelo das novas funcionalidades. Aqui destaco o MySpace, que fica atrelada à figura de seu criador, e que criou um rótulo de ser a rede social de músicos, afastando os não-músicos.

Vale mencionar também o Second Life, que permitia ao internauta criar um completo espaço virtual, com área e construção própria, sem falar no seu avatar e no dinheiro próprio para lá viver e transacionar. Grandes empresas fizeram apostas pesadas comprando ilhas e países para mostrar novos lançamentos e até idéias em laboratório. Talvez tenha assustado o comum dos mortais ou este achou que não era o caso. Serviu de inspiração a Rod Cameron para seu filme genial. Só.

Aí temos as menos cotadas, como Tagged e Plaxo, uma que conta hoje com quase 100 milhões de perfis cadastrados, a imensa maioria de fakes, e a outra que mal e mal serve para atualizar cadastro de telefone, e-mail e aniversário dos participantes. Dessa última, como só a data de aniversário não muda, seus usuários cansaram de receber avisos que, de outro modo, já estavam na agenda ou eram de pessoas com pouca ou nenhuma interação.

Voltando ao orkut, eu recebi recentemente uma medalha virtual, ou selinho, sei lá, por ter um perfil há mais de 5 anos. Mas notei, também, que a maioria dos meus amigos reais ou virtuais estão mais ativos no Facebook, no LinkedIn e no Twitter.

Embora não tenha adicionado nem deletado amigos no orkut (até por passar raramente por lá), vejo que meus amigos também estão cada vez mais ausentes, e os assuntos interessantes igualmente rareiam. Proliferam as mensagens massificadas e animadas, que são mandadas por alguns renitentes em agitar o orkut que não pensam muito no perfil das pessoas que vão recebê-las.

Recebi também reclamações de amigos e amigas que tiveram seus perfís clonados ou então passaram a receber mensagens indesejadas e inconvenientes, o que mostra uma falta de ação por parte do orkut para tornar sua rede brazuca mais segura.

Pensei em deletar meu perfil do orkut, assim como já fiz, cronologicamente, com o Tagged, o Second Life e mais recentemente o MySpace. Mas, levando em conta que o orkut é um sobrevivente graças à teimosia dos brasileiros e por eu ser um estudante curioso das redes sociais, decidi manter meu perfil ativo, apenas para observar o que vai acontecer.

Sobram com vitalidade o Facebook, o LinkedIn e o Twitter, cada um com sua proposta e com facilidade de conexão entre eles. Vida longa aos três, ao menos até o final de 2011.

E lá ficarei em atividade, junto com este blog.