Ataques para roubar informações importantes de seu computador: previna-se!
Ataques para roubar informações importantes de seu computador: previna-se!
>Lançamentos de Janeiro apontam para o ocaso do teclado e do mouse
>Todo início de ano acontecem dois eventos do mundo digital que anunciam o que chega de novo no mercado: O CES- Consumer Electronics Show, de Las Vegas, e o Apple World, logo em seguida, na California. Este ano, duas tendências surgem fortes: a tela sensível ao toque em computadores portáteis, chamados tablets, e os softwares de reconhecimento de voz. Ambos fora do âmbito experimental e entrando de vez na produção em massa e diversificada, pela variedade de produtos.
Embora essas tecnologias já tenham alguma visibilidade há mais de uma década, elas não apresentavam maturidade e custos adequados para entrarem para valer no mercado. Não mais. Começou a era da aposentadoria -ou pelo menos da perda de importância- do mouse e do teclado, ícones da revolução digital criada pelo computador pessoal.
Em agosto de 2007, postamos matéria no blog falando do Microsoft Surface, um promissor mas ainda caro produto com tela sensível ao toque, que estava servindo como cardápio digital em vários restaurantes americanos, de forma inovadora. Mais ou menos ao mesmo tempo, as grandes redes internacionais de TV, puxadas pela CNN, mostravam telões sensíveis ao toque onde o apresentador navegava entre várias janelas de modo a tornar mais dinâmicos os telejornais, por exemplo, especialmente aqueles que exigiam cobertura ao vivo.
Essa tecnologia chegou primeiro aos players de música e aos telefones celulares, puxados pelos iPod e iPhone, com tímida passagem pelas telas intermediárias.
Pois bem, tudo isso chegou agora para valer aos computadores portáteis. Pelo menos três tablets foram apresentados no CES, com o peso do presidente da Microsoft, Steve Ballmer, a preços não muito superiores aos notebooks já existentes no mercado. Espera-se agora o anúncio de produto equivalente no MacWorld, em fevereiro. Um MacBook tablet vem sendo furiosamente especulado há meses pelo mercado e, se não acontecer , pode tirar um pouco do pique da empresa de Steve Jobs.
Os softwares de reconhecimento de voz também, depois de 20 anos de idas e vindas, parecem que chegaram para valer (veja avaliação comparativa), lastreados principalmente na crescente maturidade de aplicativos em celulares e GPS automotivos.
Quem é familiarizado com computadores, deve lembrar que o veterano e confiável Windows Xp já era capaz de gerenciar telas touch screen, e que alguns modelos meio esquisitos de notebooks chegaram ao mercado com essa funcionalidade, mas não pegaram, por uma conjunção de fatores.
Se houver o lançamento do tablet da Apple agora, as apostas são que o mercado vai ser inundado por computadores portáteis sem teclado físico, ficando a entrada de dados com os dedos no teclado da tela do tablet, coisa hoje já prática e razoavelmente confortável. Do jeito que eles estão concebidos, a navegação entre janelas é muito mais natural, fazendo a incursão diária à internet mais agradável e divertida. Sem falar na minimização da tendinite…
Então, como o lançamento de produtos digitais no mercado brasileiro não é tão defasada como há alguns anos, vale esperar mais umas semaninhas pelo que vem por aí em termos de computadores portáteis, para você não ficar com um dinossauro tecnológico nas mãos.
Lançamentos de Janeiro apontam para o ocaso do teclado e do mouse
Todo início de ano acontecem dois eventos do mundo digital que anunciam o que chega de novo no mercado: O CES- Consumer Electronics Show, de Las Vegas, e o Apple World, logo em seguida, na California. Este ano, duas tendências surgem fortes: a tela sensível ao toque em computadores portáteis, chamados tablets, e os softwares de reconhecimento de voz. Ambos fora do âmbito experimental e entrando de vez na produção em massa e diversificada, pela variedade de produtos.
Embora essas tecnologias já tenham alguma visibilidade há mais de uma década, elas não apresentavam maturidade e custos adequados para entrarem para valer no mercado. Não mais. Começou a era da aposentadoria -ou pelo menos da perda de importância- do mouse e do teclado, ícones da revolução digital criada pelo computador pessoal.
Em agosto de 2007, postamos matéria no blog falando do Microsoft Surface, um promissor mas ainda caro produto com tela sensível ao toque, que estava servindo como cardápio digital em vários restaurantes americanos, de forma inovadora. Mais ou menos ao mesmo tempo, as grandes redes internacionais de TV, puxadas pela CNN, mostravam telões sensíveis ao toque onde o apresentador navegava entre várias janelas de modo a tornar mais dinâmicos os telejornais, por exemplo, especialmente aqueles que exigiam cobertura ao vivo.
Essa tecnologia chegou primeiro aos players de música e aos telefones celulares, puxados pelos iPod e iPhone, com tímida passagem pelas telas intermediárias.
Pois bem, tudo isso chegou agora para valer aos computadores portáteis. Pelo menos três tablets foram apresentados no CES, com o peso do presidente da Microsoft, Steve Ballmer, a preços não muito superiores aos notebooks já existentes no mercado. Espera-se agora o anúncio de produto equivalente no MacWorld, em fevereiro. Um MacBook tablet vem sendo furiosamente especulado há meses pelo mercado e, se não acontecer , pode tirar um pouco do pique da empresa de Steve Jobs.
Os softwares de reconhecimento de voz também, depois de 20 anos de idas e vindas, parecem que chegaram para valer (veja avaliação comparativa), lastreados principalmente na crescente maturidade de aplicativos em celulares e GPS automotivos.
Quem é familiarizado com computadores, deve lembrar que o veterano e confiável Windows Xp já era capaz de gerenciar telas touch screen, e que alguns modelos meio esquisitos de notebooks chegaram ao mercado com essa funcionalidade, mas não pegaram, por uma conjunção de fatores.
Se houver o lançamento do tablet da Apple agora, as apostas são que o mercado vai ser inundado por computadores portáteis sem teclado físico, ficando a entrada de dados com os dedos no teclado da tela do tablet, coisa hoje já prática e razoavelmente confortável. Do jeito que eles estão concebidos, a navegação entre janelas é muito mais natural, fazendo a incursão diária à internet mais agradável e divertida. Sem falar na minimização da tendinite…
Então, como o lançamento de produtos digitais no mercado brasileiro não é tão defasada como há alguns anos, vale esperar mais umas semaninhas pelo que vem por aí em termos de computadores portáteis, para você não ficar com um dinossauro tecnológico nas mãos.
>Windows 7: Novas Surpresas
>Depois do lançamento com menos agitos que as versões anteriores, o Windows 7 tomou de assalto as prateleiras de lojas reais e virtuais, e os grandes fabricantes já disponibilizam ou o 7 pré-instalado ou então uma carta que dá direito ao upgrade do Vista.
Pois bem: O windows 7 é mais leve, mais rápido, mais fácil de usar. Aliás, comparado com o Vista, isso não é lá grande coisa, pois todo mundo sabe que o Vista está na lista dos piores, gerando controvérsias se ele tem mais ou menos críticos que o Windows Me, por exemplo.
Eu já andava incomodado com o peso do Vista, que me deu o empurrão -ou o pretexto- que necessitava para aderir de vez ao Mac, embora essa postagem esteja sendo escrita em um PC com Vista…
Eu acho que o Windows 7 será melhor, mas, por uma série de razões, representa o começo do fim de um ciclo de sistemas operacionais que fazem quase tudo na estação cliente e são compatíveis com um monte de versões anteriores e com um legado enorme de aplicativos.
Por várias razões, a primira delas o cansaço do modelo que já tem mais de 20 anos, e isso em tecnologia é uma eternidade; a alternativa dos tigres da Apple, com seus processadores Intel deu mais argumentos a quem queria ter um Mac mas ficva com preguiça por conta de incompatibilidades; as diversas distribuições do Linux mostram que as soluções abertas vieram para ficar; finalmente, a internet de banda larga e o cloud computing tiraram a razão de ser de um sistema operacional pesado, complexo, abrangente.
Os resultados dessas variáveis no market share do Windows não serão significativamente impactados com a chegada do 7 e a sobrevida do XP, pois as corporações devem ir por inércia para essa nova versão e, para os indivíduos, a maioria dos fabricantes de peso no mercado continuará a carregar suas máquinas com o novo sistema operacional da Microsoft.
Mas, descrito o cenário segundo minha perspectiva, registro aqui minha ira pelo tratamento discrimnatório que os brasileiros tiveram da Microsoft, ao que não deu aos pobres sofredores atuais e aos desavisados futuros do Vista a opção mais suave de pagar pelo upgrade. Se eu fosse a Microsoft, daria de graça o Windows 7 e ainda um rebate de preços para futuros produtos para sacar da sua base instalada o máximo possível de cópias do Vista. Mas isso talvez abalasse suas cotações em bolsa.. (ou não?)..
Aí, para fechar,algo que não entendi: se até a turma da Microsoft impõe reservas à qualidade do Vista, hoje, 23/10/2009, com o Vista já com seu visto vencido, é oferecido em lojas brasileiras a um preço maior do que o novíssimo e bem avaliado 7. A versão Ultimate do 7 vale R$ 699,00 e a mesma do Vista, nada modestos R$ 899,90.
Seria como se uma montadora lançasse no mercado um carro novo, modelo 2010, cheio de inovações tecnológicas, mais rápido, mais econômico, mais bonito, com mais acessórios e bem mais barato que o modelo que substitui. E o modelo antigo seguindo à venda sem qualquer desconto.
Voltando ao Windows 7 Ultimate: A Amazon vend lá nos Estados Unidos por US$ 319,99 (full) e US$ 219,99 (upgrade). A R$ 1,70 o dolar, isso equivale a… R$ 543,98 e R$ 373,98.
É verdade que os americanos ainda pagam os impostos da venda, e tlvez a diferença na versão full não seja assim tão escorchante como nos carros. Mas a o upgrade? Menos US$ 100 (antes dos impostos locais) valem R$ 170 aqui.
Alguém da Microsoft pode explicar a lógica da não disponibilidade do upgrade? E, aproveitando, porque não consumir todas as cópias ainda não vendidas do Windows Vista, e, para arrematar, fazer um recall e oferecer a troca de toda a base do Vista pelo 7?
Windows 7: Novas Surpresas
Depois do lançamento com menos agitos que as versões anteriores, o Windows 7 tomou de assalto as prateleiras de lojas reais e virtuais, e os grandes fabricantes já disponibilizam ou o 7 pré-instalado ou então uma carta que dá direito ao upgrade do Vista.
Pois bem: O windows 7 é mais leve, mais rápido, mais fácil de usar. Aliás, comparado com o Vista, isso não é lá grande coisa, pois todo mundo sabe que o Vista está na lista dos piores, gerando controvérsias se ele tem mais ou menos críticos que o Windows Me, por exemplo.
Eu já andava incomodado com o peso do Vista, que me deu o empurrão -ou o pretexto- que necessitava para aderir de vez ao Mac, embora essa postagem esteja sendo escrita em um PC com Vista…
Eu acho que o Windows 7 será melhor, mas, por uma série de razões, representa o começo do fim de um ciclo de sistemas operacionais que fazem quase tudo na estação cliente e são compatíveis com um monte de versões anteriores e com um legado enorme de aplicativos.
Por várias razões, a primira delas o cansaço do modelo que já tem mais de 20 anos, e isso em tecnologia é uma eternidade; a alternativa dos tigres da Apple, com seus processadores Intel deu mais argumentos a quem queria ter um Mac mas ficva com preguiça por conta de incompatibilidades; as diversas distribuições do Linux mostram que as soluções abertas vieram para ficar; finalmente, a internet de banda larga e o cloud computing tiraram a razão de ser de um sistema operacional pesado, complexo, abrangente.
Os resultados dessas variáveis no market share do Windows não serão significativamente impactados com a chegada do 7 e a sobrevida do XP, pois as corporações devem ir por inércia para essa nova versão e, para os indivíduos, a maioria dos fabricantes de peso no mercado continuará a carregar suas máquinas com o novo sistema operacional da Microsoft.
Mas, descrito o cenário segundo minha perspectiva, registro aqui minha ira pelo tratamento discrimnatório que os brasileiros tiveram da Microsoft, ao que não deu aos pobres sofredores atuais e aos desavisados futuros do Vista a opção mais suave de pagar pelo upgrade. Se eu fosse a Microsoft, daria de graça o Windows 7 e ainda um rebate de preços para futuros produtos para sacar da sua base instalada o máximo possível de cópias do Vista. Mas isso talvez abalasse suas cotações em bolsa.. (ou não?)..
Aí, para fechar,algo que não entendi: se até a turma da Microsoft impõe reservas à qualidade do Vista, hoje, 23/10/2009, com o Vista já com seu visto vencido, é oferecido em lojas brasileiras a um preço maior do que o novíssimo e bem avaliado 7. A versão Ultimate do 7 vale R$ 699,00 e a mesma do Vista, nada modestos R$ 899,90.
Seria como se uma montadora lançasse no mercado um carro novo, modelo 2010, cheio de inovações tecnológicas, mais rápido, mais econômico, mais bonito, com mais acessórios e bem mais barato que o modelo que substitui. E o modelo antigo seguindo à venda sem qualquer desconto.
Voltando ao Windows 7 Ultimate: A Amazon vend lá nos Estados Unidos por US$ 319,99 (full) e US$ 219,99 (upgrade). A R$ 1,70 o dolar, isso equivale a… R$ 543,98 e R$ 373,98.
É verdade que os americanos ainda pagam os impostos da venda, e tlvez a diferença na versão full não seja assim tão escorchante como nos carros. Mas a o upgrade? Menos US$ 100 (antes dos impostos locais) valem R$ 170 aqui.
Alguém da Microsoft pode explicar a lógica da não disponibilidade do upgrade? E, aproveitando, porque não consumir todas as cópias ainda não vendidas do Windows Vista, e, para arrematar, fazer um recall e oferecer a troca de toda a base do Vista pelo 7?
>Microsoft + Yahoo! = Consolidação King Size
>O anúncio de cooperação entre Microsoft e Yahoo! marca a capitulação de dois gigantes do mundo digital ante o novo rei, o Google. Embora nenhuma das duas empresas tenham inventado nada de novo, foi a Microsoft que liderou o boom da computação pessoal e o Yahoo! que popularizou a busca de informações na internet.
Cada uma a seu tempo e a seu jeito, Microsoft permitiu a massificação do computador pessoal primeiro com o MS-DOS e depois com o Windows; o Yahoo! transformou a busca na internet de uma tarefa de apoio em big business.
O que ocorreu em 29 de julho passado foi o anúncio de que a Microsoft passa a administrar os serviços de busca do Yahoo!, muito embora aquela tenha lançado há poucas semanas o Bing, como “novo” e “revolucionário” mecanismo de busca.
O fato é que os anúncios feitos pelas empresas causaram pouca surpresa, e pareceram algo até envergonhado, conforme podemos ver nos links acima.
Bem contado, não devemos esperar grandes novidades. As ações do Google na bolsa pouco se mexeram, e o mundo digital segue seu curso normal, buscando no Google e usando os sistemas operacionais e aplicativos da Microsoft, ao menos por enquanto.
É duvidosa a estratégia dessa união de interesses, pois é pouco provável que a Microsoft consiga injetar adrenalina nas buscas do Yahoo!, visto que está às voltas com a sucessão de seu pesado e mal sucedido Vista para o Windows 7, e defender sua fonte primária de lucros parece ser sua prioridade número 1.
Do lado do Yahoo!, focar na ampliação de renda e rentabilidade com anúncios online não parece tampouco algo viável, pois a empresa vai carecer de uma base de receita para alavancar novas formas de negócios.
O mais provável é que, num futuro não distante, haja uma efetiva fusão das empresas, ou uma aquisição pura e simples do Yahoo! pela Microsoft, mas sem gerar muita sinergia.
Vamos esperar para ver, mas esse negócio parece que gerou mais espuma do que onda.
Microsoft + Yahoo! = Consolidação King Size
O anúncio de cooperação entre Microsoft e Yahoo! marca a capitulação de dois gigantes do mundo digital ante o novo rei, o Google. Embora nenhuma das duas empresas tenham inventado nada de novo, foi a Microsoft que liderou o boom da computação pessoal e o Yahoo! que popularizou a busca de informações na internet.
Cada uma a seu tempo e a seu jeito, Microsoft permitiu a massificação do computador pessoal primeiro com o MS-DOS e depois com o Windows; o Yahoo! transformou a busca na internet de uma tarefa de apoio em big business.
O que ocorreu em 29 de julho passado foi o anúncio de que a Microsoft passa a administrar os serviços de busca do Yahoo!, muito embora aquela tenha lançado há poucas semanas o Bing, como “novo” e “revolucionário” mecanismo de busca.
O fato é que os anúncios feitos pelas empresas causaram pouca surpresa, e pareceram algo até envergonhado, conforme podemos ver nos links acima.
Bem contado, não devemos esperar grandes novidades. As ações do Google na bolsa pouco se mexeram, e o mundo digital segue seu curso normal, buscando no Google e usando os sistemas operacionais e aplicativos da Microsoft, ao menos por enquanto.
É duvidosa a estratégia dessa união de interesses, pois é pouco provável que a Microsoft consiga injetar adrenalina nas buscas do Yahoo!, visto que está às voltas com a sucessão de seu pesado e mal sucedido Vista para o Windows 7, e defender sua fonte primária de lucros parece ser sua prioridade número 1.
Do lado do Yahoo!, focar na ampliação de renda e rentabilidade com anúncios online não parece tampouco algo viável, pois a empresa vai carecer de uma base de receita para alavancar novas formas de negócios.
O mais provável é que, num futuro não distante, haja uma efetiva fusão das empresas, ou uma aquisição pura e simples do Yahoo! pela Microsoft, mas sem gerar muita sinergia.
Vamos esperar para ver, mas esse negócio parece que gerou mais espuma do que onda.
>Cloud Computing: Nuvens de tempestade sobre o mundo dos computadores
>A aparente calmaria do mercado de computadores, sem grandes lançamentos e novidades, a pouca excitação em torno da chegada do Windows 7, é, no meu entender, o prenúncio da chegada para valer da computação em nuvem (cloud computing), onde o sistema operacional pesado, os aplicativos e até mesmo os arquivos saem do computador pessoal e vão para servidores remotos, no conceito de “nuvem”.
Mais do que uma tendência da moda, o modelo de cloud computing mostra a exaustão do modelo de manter milhões (na verdade, bilhões) de computadores com sistemas operacionais que precisam guardar compatibilidade entre si, aplicativos que precisam ser compatíveis com versões anteriores e todo o acervo do conhecimento do indivíduo armazenado digitalmente, raramente de forma organizada.
A Microsoft, a Apple e até mesmo o Google, como os conhecemos hoje, passarão por uma profunda transformação nos próximos anos. Mas somos nós, usuários, que teremos que nos acostumar com o novo modelo, queiramos ou não.
Vejamos o caso do Windows: a Microsoft reconhece os problemas de seu carro-chefe, o Vista, pesado demais, lento demais, com problemas demais. Tanto assim que antecipou o lançamento de seu sucessor, o Windows 7, para setembro agora, prometendo um sistema operacional mais leve, mais rápido, mais confiável. Ao mesmo tempo, deu sobrevida ao vetusto Xp, hoje dominando 95% do mercado emergente dos netbooks.
Erro de avaliação do Vista? Nada disso… Ocorre que o sucesso do Windows, hoje em mais de 90% dos computadores pessoais, obriga a Microsoft a ficar com um olho no retrovisor, para manter o legado de aplicativos e arquivos gerados em versões anteriores, seja no mundo corporativo, seja no mundo doméstico.
A Apple, rejuvenescida com os fenômenos iPod/iPhone, e com os surpreendentes designs dos novos Macintosh, fornece um sistema operacional robusto, rápido e muito esperto, o OS X Leopard, mas que também trava, e é totalmente proprietário, mantendo essa linha em um nicho de mercado, um belo nicho, o que mais margens dá a indústria.
O mundo do software livre, com todos os descendentes do Linux, oferece distribuições de sistemas operacionais super estáveis, muito parecidos com o Windows e o Leopard, no seu visual e na sua ergonomia, mas, mesmo assim, não decola em vendas.
Na verdade, o que vem atravancando o crescimento explosivo do mercado de computadores é exatamente o combo hardware/sistema operacional/programas aplicativos/arquivos, como o conhecemos hoje, onde tudo, ou quase, reside no computador.
Manter esse formidável acervo, hoje medido em terabits para um usuário normal não é tarefa simples, e o peso da idade desse modelo parece evidente, ao menos agora que há a opção da “nuvem”, tornada possível com a internet de banda larga e os serviços oferecidos pelo mercado.
Para quem usa o MobileMe, da Apple, com todas as suas limitações, já se dá conta dessa facilidade, ao poder compartilhar em tempo real de dados entre dispositivos como um PC, um Mac, um iPhone e um iPod. E tudo isso a um custo que começa a ser razoável, especialmente se levarmos em conta aquilo que fica armazenado e protegido na nuvem.
À medida em que a disponibilidade de banda [cada vez mais] larga se acentua, mais o modelo antigo de armazenagem local perde o sentido, salvo talvez como cópia de segurança, ou para eventuais trabalhos off-line, mas sempre com a possibilidade de sincronia total entre os dispositivos.
Esse é outro motor da inevitável mudança de paradigma: hoje em dia, é muito comum o indivíduo tem mais de um dispositivo digital para acessar os mesmos dados e aplicações. Manter a compatibilidade entre os dados disponíveis em diversos aparelhos é uma das tarefas que a computação em nuvem pode ajudar a resolver.
E isso significa o fim da Microsoft, da Apple, do Google? Ao contrário, pode ser uma oportunidade. O Google já anuncia a disponibilização de seu sistema operacional, o Chrome OS, já voltado à computação em nuvem, e com todos os aplicativos normalmente usados por 99% dos mortais devidamente depurados por alguns anos de uso.
O que acontece é que essas e as demais empresas terão que se adaptar à nova realidade. O exemplo da Apple que se reinventou com seus dispositivos portáteis e com o iTunes é marcante. Ela própria vai ter de dar novas guinadas, sem falar na Microsoft, a maior do segmento de software e a mais dificil de mudar, por conta de sua carteira de sucesso, e o mais novato Google, fenômeno de uma década de existência.
Pode ser que os próximos anos tragam à tona novas empresas com novos conceitos, nascidas sem legados de sucesso, mas capazes de crescer para ocupar novos e inéditos espaços.
No passado, era impossível falar de TI sem falar da IBM. Ela, quase centenária, está lá quietinha, do topo de seu ranking de maior empresa de TI do mundo, sempre se reinventando. É possível que o mesmo aconteça com as outras gigantes do setor. O tempo dirá…
Microsoft Surface: Afinal, acabou a era do Teclado e do Mouse?
Há alguns meses a Microsoft vem anunciando o lançamento da plataforma Microsoft Surface, que é uma mesa onde você interage com ela com seus dedos, com pincéis de verdade, com cartões de crédito, enfim, com dispositivos do mundo real que estamos acostumados. Uma tecnologia disruptiva, como pretende ser a do iPhone, da Apple. Em comum, ambos têm telas sensíveis ao toque e que são muito fáceis de operar.
Meu amigo e colega de ITA, Valéro Weber, me mandou um e-mail hoje sobre o tema. Eu já estava com ele engatilhado (o tema, não o Valério…), porque a maioria das matérias disponíveis (vídeos inclusive) estão em inglês. Mas mesmo quem não é fluente vai entender a idéia e vai achar muito boa.
É um dispositivo de mesa, com uma tela grande, sensível ao toque do de do e de outros dispositivos comuns, como um pincel ou outro que não seja de ponta aguda. Lá, além de edsenhar, escrever, você pode transferir arquivos de música da internet para seu iPod, por exemplo, simplesmente colocando o aparelho em cima da mesa e arrastando as músicas, com os dedos, de uma pasta local ou remota para o player. Você pode jogar xadrez em tabuleiros reais, com um jogador do outro lado do planeta, desde que el etenha o Microsoft Surface. Você pode pagar contas com cartões de crédito simplesmente colocando o cartão em cima da mesa e da conta eletrõnica, o valor vai debitado, com gorjeta e tudo. Claro que, antes disso, você terá feito o pedido de seus pratos, dos vinhos e dos acompanhamentos, tudo no cardápio que está sob a película transparente da mesa. Enfim, o leque de aplicativos é enorme, e vale a pena dar uma olhadinha, para quem ainda não conhece.
Isso aí é algo realmente muito novo e promissor, especialmente considerando que a Microsoft não fazia nada de substancialmente revolucionário desde o lançamento do Windows…
Se você for ao onipresente YouTube ou clicar direto aqui Tabletop Microsoft vão aparecer um monte de vídeos sobre essa tecnologia, batizada de Microsoft Surface. É realmente algo promissor, e algo parecido com certeza vai pegar. De um lado, maior poder de processamento, maior banda, a tecnologia touchscreen (que está popularizada no iPhone); de outro, a mesma resistência que há com os produtos da Apple: tecnologias fechadas, proprietárias.
Mas o caminho é esse, eliminar o mouse, o teclado e outras interfaces não naturais. Como disse o Steve Jobs no keynote de lançamento do iPhone que “let’s use the best pointing device ever… the human finger“, e, enquanto ele passeava na tela do iPhone, aparecia no telão aquela famosa imagem de Michelangelo de Deus e o homem… de arrepiar, e, para mim, o melhor show de marketing que jamais vi. Se você não viu, clique aí e veja…
Se tivermos sorte, vamos ter essas coisas por aqui em 2 ou 3 anos, seja como produtos Apple, Microsoft ou de tereceiros… Esse século 21 está prometendo! Ao mesmo tempo em que o Steve Jobs garante a maravilha do iPhone (que já tem bugs e furos para hackers, mas é um fenômeno), e que está totalmente protegido por 200 patentes, alguém já lançou essa funcionalidade, conforme reporta o Tom Keating. Ou seja, já é possível usar o iPhone para fazer chamadas no Skype, sem pagar nada ou pagando tarifas camaradas, e nem a Apple nem a AT&T podem fazer nada.
Voltando ao Microsoft Surface: é a ficção científica invadindo a realidade ou vice-versa? Eu não tenho a resposta…