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Quem tem medo do Comércio Eletrônico?

Quem mora em cidade grande ou pequena, no centro ou no bairro, quem mora no campo sabe: a insegurança aumenta a cada dia, a questão deixou de ser se você vai ser assaltado, mas quando vai.

É só ler jornal, ouvir rádio, ver telejornais ou mesmo participar de uma roda de amigos que os temas violência, assalto, roubo, assassinato são predominantes.

Aí você sai à rua assim mesmo, com todo cuidado, e é assediado por camelôs, que vendem desde balas penduradas no retrovisor de seu carro nos sinaleiros a CDs e DVDs piratas,isso sem falar no pedágio a flanelinhas, alternativas aos estacionamentos pagos, onde você desembolsa um valor por metro quadrado muito maior do que um aluguel na Vieira Souto no Rio.

Mas você consegue chegar ao templo do consumo seguro, o shopping center, e lá olha as vitrines, se encanta com alguma coisa, saca seu cartão de crédito e… pronto, sai de lá feliz da vida, não sem antes ter de pagar o estacionamento e depois encarar o congestionamento do trânsito, isso se seu carro não tiver sido riscado por algum pivete quando estacionado, ou seu retrovisor não ficar pendurado pelo fio depois de uma cotovelada de um motoqueiro esgueirado entre duas filas de carros.

E o comércio eletrônico? Muita gente ainda evita comprar pela internet, mesmo em sites renomados e através de conexões seguras…

Mas, assim como você tem de tomar cuidados no seu cotidiano fora de casa, ao “sair” para uma comprinha na internet, se você está seguindo um script de cautela, com seu computador devidamente protegido contra virus, spam, spywares e outras arapucas, será que hoje a compra pela internet, comparada com a compra física, já não é mais segura?

Eu ainda não vi um estudo comparativo sério, mas minha percepção diz que comprar pela internet já é bem mais seguro do que a compra no comércio físico.

E você, ainda tem medo do comércio eletrônico?

Radiação de Celulares – o Ranking

Muito se fala sobre os possíveis danos ao ouvido humano e mesmo a outros órgãos por conta da radiação emitida por telefones celulares, sem que nada definitivamente conclusivo.

Pois bem, a organização Environment Working Group publicou um ranking de radiação emitida por todos os celulares do mercado.

Interessante saber que nível de radiação o seu aparelho está gerando no seu ouvido. Eu, que uso o iPhone, fiquei pensando num zumbidinho que me incomoda de vez em quando, pois meu smartphone, além de todo seu charme e funcionalidade, parece que ele é bem… radiante!

E o seu celular, como está?

O Cérebro de um Jazzista, avaliado digitalmente

O debate da CBN Curitiba deste sábado, 29/08. foi sobre “como usar bem seu cérebro”, que você pode ouvir clicando aqui. Estava ladeado por duas feras em cérebro, o neurocirurgião Luiz Ernani Madalozzo, e o neuropediatra Nelson Guerchon, com a provocante moderação do Álvaro Borba. Aprendi muito!

O debate foi tão envolvente e com tamanha participação de ouvintes que acabei não podendo falar do tópico que agora posto aqui no blog, o estudo feito na escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, sobre o cérbro de um músico de jazz quando está tocando e, especialmente, quando improvisa.

Esse tema cabe no blog por dois motivos: (a) ele foi baseado em dados de um aparelho de resonância magnética funcional, um computador extremamente sofisticado (a sigla é fMRI) que (b) estava grudado nas cabeças de músicos fazendo improvisações jazzísticas (é que eu gosto muito de jazz…).. Se você clicou no link do estudo, você acessou o artigo original. Mas aqui eu vou resumi-lo e elaborar um pouco sobre o mesmo. As conclusões em itálico são minhas, como especialista em tecnologia digital e fã de jazz.

Uma dupla de pesquisadores americanos, um da Universidade Johns Hopkins (este também um jazzista) e outro do governo, descobriram que quando os músicos improvisam, seus cérebros “desligam áreas ligadas à autocensura e à inibição e liberam o fluxo de auto-expressão“.

O interessante do estudo são as conclusões sobre as possíveis alterações durante o estado de quase transe que os músicos entram na fase do improviso espontâneo. Seis diferentes pianistas de jazz fizeram suas artes em um teclado especialmente projetado para evitar interferências do fMRI, todos dentro de um mesmo roteiro, gerando uma boa amostra para a pesquisa. É, os temas e a sequência de quatro exercícios foram iguais para os seis músicos, mas os improvisos diferentes, claro!

O pesquisador/músico Dr. Charles J. Limb faz um comentário interessante, ao dizer que “… de repente, o músico está gerando música que nunca antes foi ouvida, pensada, praticada ou tocada…”

Eu não entendo muito de anatomia cerebral, mas a parte frontal do cérebro desses músicos – o cortex pré-frontal dorsolateral, no jargão médico- teve sua atividade reduzida durante os improvisos. É essa a área ligada à auto-censura, como quando você vai medir cuidadosamente as palavras durante uma entrevista para avaliação de desempenho no seu emprego, por exemplo. Se essa área está inibida, seus atos nem tanto.

De outro lado, o cortex medial prefrontal cortex teve sua atividade aumentada. É essa parte do cérebro que tem a ver com a individualidade.

Como o perfil de atividade cerebral dos músicos foi semelhante, um melhor entendimento dos comandos do cérebro foi possível, usando uma gostosa experiência uunindo tecnologia digital, medicina e música.

Os detalhes desse estudo podem ser conferidos no artigo original, e mais nos links abaixo:

http://hopkinsmedicine.org/otolaryngology/limb.html
http://www.hopkinsmedicine.org/otolaryngology/
http://www.peabody.jhu.edu/
http://www.peabody.jhu.edu/jazz

Mas, aqui o blog é de tecnologia, então eu faço a reflexão sobre os avanços da tecnologia digital, todas concebidas com o engenho decorrente dessa maravilha que é o cérebro humano, que nos permitem conhecer melhor o cérebro e todo o resto do corpo humano. Com aparelhos cada vez mais sofisticados, entenderemos cada vez melhor o cérebro, e isso pode resultar em melhores diagnósticos e melhores e mais precisos procedimentos médicos.

Mas parece óbvio que jamais chegaremos a entender tudo. E a máquina, por mais poderosa que seja, jamais chegará à perfeição do cérebro humano. Sem mais elaborações filosóficas…

Banda Larga: essa velocidade contratada é real?

Você já percebeu como a internet anda lenta, mesmo com a super banda larga que você contratou? E que ela se parece com o trânsito da cidade às 6 da tarde de um dia de chuva? Já ouvi até comentários do tipo “ai que saudades da internet discada!”. E aí, que fazer?

Na verdade, a maioria dos serviços de internet banda larga oferecem uma velocidade nominal, com a capacidade da conexão e do modem de chegar, no mínimo, à velocidade de referência. Mas, na prática, o que acontece é que você terá uma velocidade de download máxima por volta de 70% da velocidade nominal e a de upload metade disso. Traduzindo: Se você contratou um serviço de 3Mb, por exemplo, deve se contentar em ter uma velocidade de download perto de 2Mb e de upload de 1Mb, quando as condições de tráfego dos pacotinhos estiver boa.

Picaretagem? Não… você não deve ter lido -como a imensa maioria dos internautas- o contrato de adesão. A velocidade da banda não é garantida para a maioria dos acessos contratados. Aliás, se você quer banda com velocidade e disponibilidade garantidas, você vai pagar um preço bem maior. Os provedores que trabalham com esse conceito oferecem um contrato de SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço), onde esses parâmetros têm garantia assegurada dentro do que você estabelece com o fornecedor.

Mas e aí, não posso contratar uma banda “mais larga” sem garantia e ter a velocidade que quero? Em tese, sim, mas na prática, bem na hora que você quer baixar aquele vídeo ele vai engasgar, pois o tráfego está pesado e você não tem aquela via exclusiva de quem tem a banda garantida. Exatamente como no trânsito urbano…

Existe um programa para Windows que é o DU Meter, que serve exatamente para o internauta gerenciar a conexão de internet.

Sua tela apresenta relginhos que mostram a velocidade da conexão de downloads e de uploads, como no painel de um carro. E como opera em tempo real, você terá sempre uma idéia de como vai seu tráfego na internet.

Como ele é um programa shareware, você tem um período de avaliação gratuito, mas o suficiente para avaliar sua conexão e rever seu contrato com o provedor, eventualmente. Se quiser mantê-lo permanentemente, deve pagar uma taxa de aproximadamente US$ 25,00, que pode ser debitada em seu cartão de crédito.

É interessante a funcionalidade que mede o consumo da banda de internet. Outro recurso é o da análise do perfil de sua navegação na internet e fornece uma previsão do consumo de megabytes baixados durante cada dia da semana. Isso é útil se você tem um contrato que dá um limite de consumo em um dado período.

Se quiser avaliar/comprar o DU Meter, clique aqui.

Mas você pode também otimizar seus downloads da internet, coisa que consome muito de sua banda. O Orbit Downloader é um programinha gratuito que otimiza e divide o arquivo a ser baixado em pedaços menores faz com que a velocidade aumente de 40% ou mais, especialmente em downloads maiores.

Ele tem uma funcionalidade interessante que é o agendamento de downloads, que podem ser feitos fora do horário de sua navegação, ganhando tempo para seu sono, por exemplo. E ele tem a funcionalidade de baixar vídeos do YouTube e do Google Videos, de você pretende armazená-los em casa.

Então, resumindo:

1- Leia seu contrato de adesão ao provedor de serviço de acesso antes de reclamar;
2- Monitore a velocidade de seu acesso
3- Otimize seu tempo de uso da internet e de espera por downloads/uploads

Você usa Utensílios Duros ou Utensílios Moles?

O Governador do Paraná sancionou uma lei que obriga a tradução de todos os termos estrangeiros para português claro, nas peças de publicidade que sejam veiculadas no Estado.

Como blogueiro de tecnologia, fico imaginando a dificuldade de impor essa lei, diante de tantos termos consagrados (o menor dos problemas), da força de determinadas palavras no dia-a-dia (em especial na área de tecnologia) e, mais do que tudo, como impor uma lei local em cima de publicidade global da internet.

Acho que a lei não pega, não sem antes incomodar algumas agências e alguns comerciantes. Mas, enquanto ela está fresquinha em vigor, permito-me sugerir algumas equivalências de termos em português para as palavras que usamos mais frequentemente no ramo:

Hardware, por exemplo, pode virar Utensílio Duro; Software, em contrapartida, seria um Utensílio Mole; Mouse, por óbvio, fica sendo Camundongo, Rato; Internet vira uma sigla como Rede Entre Muitos Computadores (REMC); o popular Windows já deveria ter virado Janelas há anos; o Touchscreen de seu Smartphone passa a ser a Tela de toque de seu Telefone Esperto

E por aí vai.

E cuidem para não comprar nada, absolutamente nada, em uma sale com 70% off, pois você pode estar sendo conivente com uma infração à lei.

Devemos ter muitos outros termos tecnológicos que mereçam tradução para ficarem enquadrados na lei.

Aguardo sugestões!

Cloud Computing: Nuvens de tempestade sobre o mundo dos computadores

A aparente calmaria do mercado de computadores, sem grandes lançamentos e novidades, a pouca excitação em torno da chegada do Windows 7, é, no meu entender, o prenúncio da chegada para valer da computação em nuvem (cloud computing), onde o sistema operacional pesado, os aplicativos e até mesmo os arquivos saem do computador pessoal e vão para servidores remotos, no conceito de “nuvem”.

Mais do que uma tendência da moda, o modelo de cloud computing mostra a exaustão do modelo de manter milhões (na verdade, bilhões) de computadores com sistemas operacionais que precisam guardar compatibilidade entre si, aplicativos que precisam ser compatíveis com versões anteriores e todo o acervo do conhecimento do indivíduo armazenado digitalmente, raramente de forma organizada.

A Microsoft, a Apple e até mesmo o Google, como os conhecemos hoje, passarão por uma profunda transformação nos próximos anos. Mas somos nós, usuários, que teremos que nos acostumar com o novo modelo, queiramos ou não.

Vejamos o caso do Windows: a Microsoft reconhece os problemas de seu carro-chefe, o Vista, pesado demais, lento demais, com problemas demais. Tanto assim que antecipou o lançamento de seu sucessor, o Windows 7, para setembro agora, prometendo um sistema operacional mais leve, mais rápido, mais confiável. Ao mesmo tempo, deu sobrevida ao vetusto Xp, hoje dominando 95% do mercado emergente dos netbooks.

Erro de avaliação do Vista? Nada disso… Ocorre que o sucesso do Windows, hoje em mais de 90% dos computadores pessoais, obriga a Microsoft a ficar com um olho no retrovisor, para manter o legado de aplicativos e arquivos gerados em versões anteriores, seja no mundo corporativo, seja no mundo doméstico.

A Apple, rejuvenescida com os fenômenos iPod/iPhone, e com os surpreendentes designs dos novos Macintosh, fornece um sistema operacional robusto, rápido e muito esperto, o OS X Leopard, mas que também trava, e é totalmente proprietário, mantendo essa linha em um nicho de mercado, um belo nicho, o que mais margens dá a indústria.

O mundo do software livre, com todos os descendentes do Linux, oferece distribuições de sistemas operacionais super estáveis, muito parecidos com o Windows e o Leopard, no seu visual e na sua ergonomia, mas, mesmo assim, não decola em vendas.

Na verdade, o que vem atravancando o crescimento explosivo do mercado de computadores é exatamente o combo hardware/sistema operacional/programas aplicativos/arquivos, como o conhecemos hoje, onde tudo, ou quase, reside no computador.

Manter esse formidável acervo, hoje medido em terabits para um usuário normal não é tarefa simples, e o peso da idade desse modelo parece evidente, ao menos agora que há a opção da “nuvem”, tornada possível com a internet de banda larga e os serviços oferecidos pelo mercado.

Para quem usa o MobileMe, da Apple, com todas as suas limitações, já se dá conta dessa facilidade, ao poder compartilhar em tempo real de dados entre dispositivos como um PC, um Mac, um iPhone e um iPod. E tudo isso a um custo que começa a ser razoável, especialmente se levarmos em conta aquilo que fica armazenado e protegido na nuvem.

À medida em que a disponibilidade de banda [cada vez mais] larga se acentua, mais o modelo antigo de armazenagem local perde o sentido, salvo talvez como cópia de segurança, ou para eventuais trabalhos off-line, mas sempre com a possibilidade de sincronia total entre os dispositivos.

Esse é outro motor da inevitável mudança de paradigma: hoje em dia, é muito comum o indivíduo tem mais de um dispositivo digital para acessar os mesmos dados e aplicações. Manter a compatibilidade entre os dados disponíveis em diversos aparelhos é uma das tarefas que a computação em nuvem pode ajudar a resolver.

E isso significa o fim da Microsoft, da Apple, do Google? Ao contrário, pode ser uma oportunidade. O Google já anuncia a disponibilização de seu sistema operacional, o Chrome OS, já voltado à computação em nuvem, e com todos os aplicativos normalmente usados por 99% dos mortais devidamente depurados por alguns anos de uso.

O que acontece é que essas e as demais empresas terão que se adaptar à nova realidade. O exemplo da Apple que se reinventou com seus dispositivos portáteis e com o iTunes é marcante. Ela própria vai ter de dar novas guinadas, sem falar na Microsoft, a maior do segmento de software e a mais dificil de mudar, por conta de sua carteira de sucesso, e o mais novato Google, fenômeno de uma década de existência.

Pode ser que os próximos anos tragam à tona novas empresas com novos conceitos, nascidas sem legados de sucesso, mas capazes de crescer para ocupar novos e inéditos espaços.

No passado, era impossível falar de TI sem falar da IBM. Ela, quase centenária, está lá quietinha, do topo de seu ranking de maior empresa de TI do mundo, sempre se reinventando. É possível que o mesmo aconteça com as outras gigantes do setor. O tempo dirá…

Que saudades da Telebrás!

Agora em julho, completamos 12 anos de privatização do Sistema Telebrás. Que saudades dos tempos do monopólio… sigam-me e verão que tenho razão.

Em 1997, eu já tinha um celular -analógico, é verdade- que podia ligar para todo mundo e pouca gente me ligava, pois era muito caro;

No dia 27 de julho, antevéspera do leilão, minha empresa recebeu uma carta da Telepar, quase um ano depois de nossa solicitação, informando que não iriam atender a nosso pedido de instalação de um serviço DDR (Discagem Direta a Ramal), pois nós não tínhamos tráfego suficiente, ou seja, a nossa demanda potencial e a vontade de facilitar a comunicação com os clientes não eram importantes, embora nos dispuséssemos a pagar pelos serviços;

Quando ligamos nosso primeiro fax, para ganhar agilidade e fugir dos absurdos custos do telex, recebemos uma visita de um fiscal da operadora para nos intimar a desligá-lo, pois estávamos gerando ruído na linha, uma vez que o aparelho não fora comprado à empresa, a um custo oito vezes maior;

Mas, encanto dos encantos, eu era um feliz capitalista e não sabia! Achei um recibo de aluguel de uma linha telefônica que eu havia adquirido e que me rendia, em julho de 1995, R$ 115,00 por mês! Isso quando nossa moeda valia cerca de US$ 1,15, ou seja, algo como US$ 132 por mês, 4,4% sobre o valor de mercado da linha, US$ 3.000. Não sei qual a operação que dava esse retorno garantido sobre o investimento…

Essa avaliação é que me deu um “banzo” danado… Quando tudo era controlado por um monopólio, eu tinha quem me dissesse o que eu precisava ou não, o que eu podia ou não, e, sobretudo, me propiciava um baita lucro sobre uns caraminguás que eu resolvi investir.

Aí veio a privatização, com esse monte de linhas e serviços no mercado, que eu vivo elogiando nas minhas postagens aqui no blog e nos meus comentários na rádio, sobre as 80 linhas por 100 habitantes, a internet de banda larga, todo mundo plugado… Besteira! Bom mesmo era no tempo da Telebrás!

Os demais não eram infelizes porque não sabiam, inclusive meus inquilinos de linhas, pois eles imploravam para alugar os telefones e ficavam agradecidos.

Achei um ivestimento mais rentável: Melhor que o meu, só quem tinha em carteira as “blue-chips“, linhas da Telesp na Faria Lima, que valiam US$ 10.000 e davam um retorno de 6% ao mês! AO MÊS!!!

(Bem, assim também era demais… Esses caras eram tubarões).

Regras da internet para as eleições 2010: não vão pegar


A Câmara dos Deputados acaba de aprovar novas regras para as eleições 2010, que, se de um lado facilitam a vida de quem quer participar da campanha via internet, aí incluidas as doações, de outro pretende legislar sobre o impossível, ao pretender estabelecer para a rede as mesmas regras existentes para a mídia tradicional.

Querer obrigar sites, portais e blogs a dar tempos e espaços iguais a todos os candidatos para um mesmo cargo é impossível, inviável. Começa aí a desmoralização de uma lei que pretende ser democrática, transparente e moralizadora. Parece que os nossos deputados seuqur se deram ao trabalho de analisar o que ocorreu nas eleições norteamericanas de 2008, ou mesmo com a jovem Manuela D’Ávila se elegeu deputada federal em 2006, pelo Rio Grande do Sul, com forte ênfase de campanha no Orkut.

Em tempos de Twitter, eles não se lembram do ícone da democracia, o Speaker’s Corner do Hyde Parke de Londres, visto na imagem desse post. Ali, basta um caixote (aliás já disponível) e sua disposição de falar ao público, que pode ou não prestar atenção.

Ora, a internet é profundamente anárquica, muito mais do que o Speaker’s Corner. Essa parte restritiva que os deputados pretendem criar, em nome da igualdade da disputa, não vai dar certo.

Resta saber se o Senado -ah, o Senado!- vai se dispor a modoficar o que foi aprovado na Câmara. Lembrando que a lei precisa estar aprovada e sancionada até final de setembro para valer para 2010, e que se for modificada no Senado precisa voltar à Câmara, então das duas uma: ou fica tudo como é hoje ou cria-se uma lei que não vai pegar, perdendo-se uma oportunidade de ouro de estimular o uso da internet para fortalecer a democracia.

Qual a sua previsão do que vai acontecer?

GPS no Carro: Chegou a hora?

Com preços atraentes, sejam comprados no mercado local, sejam importados, os dispositivos localizadores GPS, com múltiplas funções e mapas das maiorias das cidades brasileiras já surge na lista de desejos de muitos motoristas. Se você está pensando em comprar um, veja as alternativas antes de sacar seu cartão de crédito.

Antes de mais nada, alguns cuidados com a legislação e com os guardas de trânsito. No Brasil, a lei e as resoluções do CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito – criam algumas restrições quannto ao tipo de aparelho e sua localização no painel do carro. A interpretação ao pé da letra das regras até impediria o uso desses aparelhos, mas você deve levar em conta, no mínimo, uma funcionalidade indispensável: o “modo de segurança”, que permite que, enquanto o veículo está em movimento, a rota seja “falada” pelo aparelho e tela não mostra o mapa e exibe apenas setas de direção do caminho a seguir a seguir.

O ideal é montar o aparelho no console central, sem atrapalhar a visão para o tráfego nem obrigar ao desvio do olho para baixo ou para o lado de modo a distrair o motorista, isso muito mais por conta da segurança sua e dos seus companheiros de congestionamento.

Entendido isso, verifique antes de fechar negócio e instalar se esse equipamento não vai invalidar a garantia que seu carro possa ter, pois muitas vezes a montadora impõe restrições a acessórios que impliquem em alterações ou adições da fiação elétrica.

Verifique também se os mapas têm atualização adequada, em especial com relação a mão das vias, acessos a rodovias e outras funções muito procuradas, como a localização dos radares, popularmente conhecidos como “pardais”. Se você é daqueles que fica dentro dos limites de velocidade apenas na proximidad dos pardais, lembre-se de que não é possível acionar o fabricante do GPS por uma informação errada, pois, afinal, você estando em excesso de velocidade, pouco importa se existe pardal ou não.

Algumas seguradoras oferecem um subsídio na compra desses dispositivos, especialmente se ele tiver a funcionalidade de localização remota, através de uma central de segurança, que pode avisar a polícia em caso de furto, roubo ou sequestro.

Os portais das principais publicações especializadas em automóveis mantêm dados atualizados sobre lançamentos e funcionalidades comparativas. Isso ajuda, mas não chega para decidir, em especial se você mora fora da cidade de São Paulo, base de 95v em cada 100 testes para conferir as rotas.

Enfim, o GPS é mais um companheiro para ajudar você a se localizar e tornar sua rotina de motorista um pouco mais segura. Falando em segurança, uma dica final: evite os aparelhos importados diretamente, seja trazido por você ou através de seu amigo paraguaio. Embora mais baratos, você não vai ter garantia local e nem sempre vai ter atualização dos mapas. Afinal, você não está comprando um aparelho GPS, e sim o serviço que vem junto com ele.

Telefone Fixo – Atravancador do “Pogréssio”

O telefone fixo, outrora símbolo de status e poder, e de grande valor de mercado, hoje pode ser um enorme atravancador de “Pogréssio”, como diriam os Demônios da Garoa, conjunto musical do tempo em que uma linha telefônica era uma raridade.

Não desmerecendo a infraestrutura que as operadoras de telefonia disponibilizam para a telefonia fixa, nem tampouco zerando sua importância, visto que, para certos usos que implicam em falar com um “lugar” e não com uma “pessoa”, como agendar uma consulta médica, reservar lugar em um restaurante…

Mas, para o executivo ou empresário de 2009, o telefone fixo virou um trambolho. Essa pessoa já perde boa parte e seu tempo no trânsito das grandes cidades, nas salas de espera de aeroportos e de clientes, enfim, ter um número de telefone fixo só para que a secretária (eletrônica ou não) anote recados e diga que o chefe não está é um fator de queda de produtividade, e não pode nem deve permanecer assim.

Uma pesquisa de mercado realizada há cerca de uma década entre consumidores de serviços de telefonia nos Estados Unidos e na China revelou um dado interessante: na China, então emergente no uso em massa da telefonia, a percepção do telefone era majoritariamente como um objeto de uso pessoal, enquanto que nos Estados Unidos o mesmo aparelho era percebido como um utensílio doméstico, resquício dos tempos do monopólio da AT&T.

Com as modernas tecnologias, em tempos de telefonia celular, de internet e de WiFi, coisas como áudio e vídeo conferência passaram a ser coisas corriqueiras, e achar uma pessoa é tão simples como teclar um nome da agenda para iniciar o contato.

As rotinas de falar de e para o escritório logicamente perdem a relevância, mas, na prática, elas ainda persistem, à custa de perda de produtividade e aumento de irritabilidade.

Assumindo que um executivo típico perca duas horas/dia em locomoção urbana, isso significa que a cada quatro dias de trabalho, um é dedicado a deslocamentos e esperas. Tudo bem que, na medida do possível e às vezes mais do que o desejável, recorre-se ao celular e à internet.

O ponto a fazer é que uma simples revisão de rotinas, usando os produtos e serviços que a tecnologia digital disponibiliza, pode permitir um aumento nada desprezível de produtividade e qualidade de vida.

Uma delas passa por descartar de vez o telefone fixo dos negócios. Um bom smartphone com acesso WiFi vai mais do que resolver boa parte dos problemas de comunicação de forma mais eficaz e com redução de custos.

Aliás, telefone fixo era bom no tempo dos ” Demônios”. Bom para quem tinha e alugava a 3% ao mês, em dólar…