Telefone Fixo – Atravancador do “Pogréssio”

O telefone fixo, outrora símbolo de status e poder, e de grande valor de mercado, hoje pode ser um enorme atravancador de “Pogréssio”, como diriam os Demônios da Garoa, conjunto musical do tempo em que uma linha telefônica era uma raridade.

Não desmerecendo a infraestrutura que as operadoras de telefonia disponibilizam para a telefonia fixa, nem tampouco zerando sua importância, visto que, para certos usos que implicam em falar com um “lugar” e não com uma “pessoa”, como agendar uma consulta médica, reservar lugar em um restaurante…

Mas, para o executivo ou empresário de 2009, o telefone fixo virou um trambolho. Essa pessoa já perde boa parte e seu tempo no trânsito das grandes cidades, nas salas de espera de aeroportos e de clientes, enfim, ter um número de telefone fixo só para que a secretária (eletrônica ou não) anote recados e diga que o chefe não está é um fator de queda de produtividade, e não pode nem deve permanecer assim.

Uma pesquisa de mercado realizada há cerca de uma década entre consumidores de serviços de telefonia nos Estados Unidos e na China revelou um dado interessante: na China, então emergente no uso em massa da telefonia, a percepção do telefone era majoritariamente como um objeto de uso pessoal, enquanto que nos Estados Unidos o mesmo aparelho era percebido como um utensílio doméstico, resquício dos tempos do monopólio da AT&T.

Com as modernas tecnologias, em tempos de telefonia celular, de internet e de WiFi, coisas como áudio e vídeo conferência passaram a ser coisas corriqueiras, e achar uma pessoa é tão simples como teclar um nome da agenda para iniciar o contato.

As rotinas de falar de e para o escritório logicamente perdem a relevância, mas, na prática, elas ainda persistem, à custa de perda de produtividade e aumento de irritabilidade.

Assumindo que um executivo típico perca duas horas/dia em locomoção urbana, isso significa que a cada quatro dias de trabalho, um é dedicado a deslocamentos e esperas. Tudo bem que, na medida do possível e às vezes mais do que o desejável, recorre-se ao celular e à internet.

O ponto a fazer é que uma simples revisão de rotinas, usando os produtos e serviços que a tecnologia digital disponibiliza, pode permitir um aumento nada desprezível de produtividade e qualidade de vida.

Uma delas passa por descartar de vez o telefone fixo dos negócios. Um bom smartphone com acesso WiFi vai mais do que resolver boa parte dos problemas de comunicação de forma mais eficaz e com redução de custos.

Aliás, telefone fixo era bom no tempo dos ” Demônios”. Bom para quem tinha e alugava a 3% ao mês, em dólar…

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