Sobre Critérios de Indicação de Programas Gratuitos
Estamos no meio de uma série de comentários, no 91 Minutos, sobre diversos tipos de programas de computador gratuitos e com boas funcionalidades. É importante aqui deixar claro os critérios de seleção.
Antes de mais nada, falamos de programas gratuítos, os “freeware“, que não requerem qualquer pagamento, atual ou futuro, pelo uso. Nâo estão em pauta os programas “shareware“, que você pode usar por algum tempo e depois precisa pagar pela licença; também não consideramos os programas piratas, que podem -tecnicamente- ser baixados ou copiados e vão funcionar, mas estão infringindo leis nacionais e internacionais de direitos autorais. Por óbvio, descartamos nesta série os programas pagos, que poderão ser comentados futuramente, junto com os shareware.
As fontes de seleção são as do próprio comentarista, de “dicas” de ouvintes e, também, de avaliações feitas por livros, revistas e sites especializados, visando dar a nossos ouvintes e leitores do blog uma análise a mais completa possível e, ao mesmo tempo, a mais simples de entender.
Evitamos programas que, embora tecnicamente razoáveis ou até mesmo excelentes, sejam complicados de usar ou que tenham uma base instalada pequena, ou mesmo sua origem não seja minimamente comprovada.
A internet oferece hoje -literalmente- milhões de opções de programas gratuitos. Não seria uma análise individual, mesmo com apoio técnico e interação de ouvintes e leitores, que daria a melhor solução para todos, até porque isso não existe.
A diversidade de ofertas, a forma de utilização, as necessidades de cada um e até mesmo o gosto pessoal fazem com que, para cada indivíduo, seja possível montar um leque específico de alternativas que componham “os melhores” programas, a cada caso.
O que pretendemos fazer, aqui no blog e em nossos bate-papos das segundas-feiras, é oferecer uma visão. A mais simples, a mais descontraída, a mais verdadeira, à luz do comentarista, para aquele momento e para a audiência que tanto nos prestigia.
Para melhorar, é importante que recebamos retorno de nossos ouvintes e leitores. As críticas, especialmente, são sempre muito bem recebidas. As “dicas”, idem. Todas servem para aprimorar as informações que disponibilizamos a essa nossa tão divertida comunidade do 91 Minutos.
Em todos os casos, as avaliações e recomendações que fazemos não têm qualquer interesse comercial ou financeiro, pois não recebemos “jabá” para avaliação de produtos e serviços desse fascinante mundo digital. Da mesma forma, nossas avaliações partem sempre de uma soma de experiências profissionais e de condições de uso nossas, de especialistas isentos e, principalmente, de nossa comunidade, que, como nós, estão vivendo, em diferentes gráus, os efeitos dessa fascinante revolução tecnológica.
Bons Programas Grátis III – Imagens e Sons
O 91 Minutos de 21/05 aborda alguns bons programas para quem quer tratar, armazenar e partilhar imagens de fotos e arquivos de som.
Começamos pelos programas de organização e exibição de imagens. Normalmente, ao comprar uma câmera digital de fotos ou vídeos, você recebe junto programas para organizar, exibir e, em alguns casos, fazer pequenas edições dos arquivos. A primeira coisa que eles normalmente pedem é o registro do programa, e depois que você permita que esse programa seja o exibidor padrão para seu computador. Eu não recomendo o uso de nenhum deles, pois, embora teoricamente de boa origem, eles são apenas um acessório para ajudar a manter a fidelidade do cliente à marca do produto. Muitas vezes, esses programas deixam de receber atualizações do fabricante, e esse é o motivo principal para você nem instalá-los.
O campeão de audiência e de avaliações para imagens de fotos é o Picasa 2.5, do Google. Com mais de 100 milhões de downloads, é, em sua mais recente versão, muito fácil de usar. Tem uma versão em português muito bem trabalhada. Eu particularmente gosto da maneira como o Picasa organiza as fotos e as exibe, e até mesmo de suas modestas capacidades de edição, que servem para um quebra-galho rápido. A parte de compartilhamento de imagens com amigos é muito interessante.
Para quem quer ter na sua imagem de desktop as suas fotos preferidas, que possam ser facilmente incluidas, alteradas e modificadas mas, especialmente, possam ser exibidas como papel de parede, uma boa opção é o Webshots Desktop, da Webshots. Tem versões Mac e Windows, e é bem fácil de usar, embora ainda não disponha de versão em português. É indicado para quem quer ter suas fotos como elemento principal de decoração e de recordação como um papel de parede dinâmico.
O PreClick Photo Organizer, em sua versão Gold, é bem interessante, com bons recursos de compartilhamento, criação de legendas e de exibições de slides, a partir do computador ou da TV. Também disponível só em inglês. Sua versão paga oferece recursos adicionais, mas não justificam a compra.
Quando chegamos ao mundo do áudio, temos excelentes players no mercado, desde os mais populares Windows Media Player, em sua versão 11, que vem junto com o Windows e a versão grátis do Quicktime, da Apple, são excelente produtos que são bem completos para tocar músicas com qualidade profissional e exibir vídeos em vários formatos. O Winamp é também destaque para quem quer algo independente dos grandes fabricantes e com recursos mais transados, como a grande variedade de “skins”, aqueles efeitos visuais que acompanham a música.
Um bom programa para edição de áudio é o Audacity, que tem versões Windows, Mac e Linux. A versão 1.2.6 é bastante estável e mostra muitos recursos de edição de áudio, gravações ao vivo, conversão de fitas e discos analógicos, e arquivos digitais, inclusive entre os formatos MP3 e WAV, os mais usados. É fácil de usar mesmo para amadores que pretendem criar efeitos especiais, cortar, copiar, dividir e mixar sons com qualidade quase profissional, dentre outros.
Para quem domina o inglês, e tem facilidade com o uso de recursos de edição, pode ser uma boa usar a versão 1.3.3 beta, só em inglês, liberada sexta passada, 18/05/2007.
Para quem curte música mas tem dificuldade de entender a letra, e tem o Windows Media Player, o iTunes ou o Winamp uma boa extensão é o Vaga-Lume, que tem milhares de letras de músicas brasileiras, que podem ser baixadas para exibição sincronizada com suas músicas prediletas. O que o diferencia dos outros buscadores de letras existentes é exatamente a disponibilidade de letras de músicas brasileiras. Junto com a letra, o Vaga-Lume mostra foto do artista, se disponível, além de botões que permitem o envio da letra por e-mail ou para impressão.
Bons Programas Grátis II
Da postagem anterior -que não conseguimos cobrir na nossa hora do 91 Minutos- vieram duas dicas úteis de ouvintes:
A Fabi sugere o Parental Filter para bloquear pornografia e sites indesejáveis da meninada. É realmente um dos mais eficientes, pois tem um poderoso algoritmo para impedir o acesso a sites que contenham palavras-chave, inferências ou convites suspeitos relacionados a pornografia. Também você pde parametrizar para que alguns sites sejam redirecionados a outrs, mais bem comportados. As definições não são tão simples, mas, com prática, você consegue um resultado mais do que aceitável para que a petizada tenha, ao menos, algo mais aceitável para navegar na internet. Na mesma linha, você pode usar o WebAllow , programa que permite você selecionar de uma lista de sites confiáveis, e bloquear o resto. É uma medida exttrema se o convencimento no gogó não funciona mais ou você ainda não encontrou aquele nível de diálogo com a moçada. Eu acho que esse é um último recurso, pois viver no confronto pode não ser a melhor política.
O Misael sugere o YouSendIt como um programa de web-mail que permite o envio de mensagens com anexos de atpe 100Mb, o que é um monte, mas pode ser importante em algumas situações. Está em inglês, o que pode ser uma limitação para os que não estão familiarizados com o idioma de Shakespeare e George Bush… Para quem precisa mais, o jeito é assinar o serviço premium, ou o corporativo, que é pago. Não e um substituto ao seu programa atual de correio eletrônico, mas um bom quebra-galho para quem precisa mandar grandes arquivos, nomalmente hoje enviados em CDs ou DVDs. E precisa de banda larga, ou então vai levar mais tempo e , se a linha for discada, sair mais caro do que mandar a mídia por Sedex.
O Eraser 5.7 é o “borrachão” que todos deveriam usar, para apagar definitivamente arquivos que, por um motivo ou outro, não deveriam mais estar no seu hard disk. Muitos não sabem, mas deletar um arquivo do disco, ou mesmo mandá-lo para a lixeira, não fazem o apagamento físico dos dados. Qualquer um que entenda um pouco de informática, usando inclusive uma série de programas gratuitos pode farejar aqueles dados que você nunca mais quer ouvir falar. Esse é simples, seguro e eficaz. Só que, pelos mesmos motivos, se você apagar um arquivo com o Eraser 5.7 e depois se arrepender, babáu! Dançou, cara!!
Bons Programas Grátis
Abaixo uma relação de programas úteis que podem ser utilizados pelos internautas, especialmente pelos ouvintes do 91 Minutos.
Começamos pelo Google Docs And Spreadsheet. É um conjunto de aplicativos de escritório, extremamente potentes, que substituem, na maioria dos casos, os tradicionais Word e Excel. Com a vantagem de ficarem nos servidores do Google, tanto o programa quanto os arquivos. Você pode usá-lo a partir de qualquer computador com acesso à internet, assim como pode usufruir das funcionalidades de colaboração, o que permite que várias pessoas -autorizadas, claro- possam trabalhar simultaneamente em um documento, como, por exemplo, aquela proposta inadiável a um cliente estratégico, quando as pessoas envolvidas estão em lugares diferentes.
O lado dark é que você vai estar aderindo a um serviço dentro das condições do Google, que pode conhecer seus hábitos de navegação e enchê-lo de anúncios de produtos e serviços correlatos. Nada que seja tão sério ao ponto de deixar de usá-lo, mas recomendo que os arquivos, além de residirem no Google, também sejam salvos em seu computador ou em um pen-drive, por segurança.
Ainda na família Google, destacaria os badalados Google Earth e Google Maps. No primeiro, você tem visões da geografia de todo o mundo, alguns em alta definição, como São Paulo, Rio, Brasília e quase toda Curitiba. Nos Estados Unidos, muitas cidades (New York é campeã) possuem vistas em 3D e lá você pode localizar restaurantes, hotéis, teatros, enfim, tudo que a cidade tem a oferecer, e ainda reservar e comprar os bens e serviços. No Google Maps, você tem mapas detalhados de ruas das cidades, inclusive com mão e contra-mão, estradas locais, inter-estaduais e internacionais. É excelente para quem quer se deslocar e organizar seus trajetos.
Por razões óbvias, não são perfeitos. Especialmente em zonas de fronteira, existem cidades com localização errada, como Dionísio Cerqueira, SC, que para o Google, está na Argentina. Mire, muchacho…
Ainda destacando o Google, o GMail para webmail é o melhor da internet no momento. Você precisa mais de convite, apenas de possuir uma conta no Google. E o sempre onipresente entre os internautas brasileiros, o Orkut, a maior comunidade de relacionamento no Brasil.
Em matéria de blog, o Blogger é o mais popular. Se você não tem, faça um. O tutorial é bem explicado, em português, e serve para você se comunicar, postar suas idéias, opiniões, enfim, fazer seu networking.
Se você está cansado dos problemas que seu Internet Explorer vem causando, tente o Firefox. É um browser excelente, alguns furos à frente, e muito mais seguro e fácil de usar. Seus charmes são as abas e os add-ons, as milhares de funcionalidades adicionais que estão disponíveis para você ter o seu browser, único e personalizado. Em alguns casos ele pode não funcionar direito, aí o jeito é apelar para o Explorer, que não deve ser desinstalado.
Em matéria de mensagens instantâneas, o mais popular é o MSN, da Microsoft, que você provavelmente já usa, mais de todo modo o link está aí. Lá você também pode usar o Live Spaces e o ultra popular Hotmail. Mas o campeão é o Skipe, que permite também áudio e vídeo-conferências de alta qualidade, e grátis. Para quem quer mais, é só comprar créditos para poder ligar para qualquer telefone fixo ou celular em quase todos os países do mundo (SkypeOut), ou então comprar números locais em mais de uma região, de modo que possam te chamar fazendo ligações locais (SkypeIn). Para ligações internacionais, é difícil bater o Skype em preço e em qualidade. Já nas ligações locais e interurbanas DDD, a meljor opção fica por conta do Vono, da GVT, que tem tarifas menores, e, entre números Vono ou entre usuários Vono, o serviço é grátis.
Para combater os programas espiões, você pode usar tanto o Spy Sweeper quanto o SpyBot. E o anti-virus gratuito mais eficaz e popular é o AVG. Quase tão completo quanto as suites mais vendidas no mercado, da McAffee e da Symantec. Mas se seu problema é aquela enxurrada de e-mails com porcarias, os terríveis spams, tente o POPFile, meio complicadinho de usar mas muito eficaz.
Para quem quer A enciclopédia, vá de Wikipedia em múltiplas linguas. O link aqui é para a enciclopédia em português do Brasil. É muito abrangente e tem o conceito da enciclopédia colaborativa, onde você mesmo pode ser autor de verbetes ou adicionar suas definições. Como tudo que é aberto, cuidado! Muitas definições não são precisas, embora um gripo de internautas procure zelar pela integridade de seu conteúdo. Dada a abrangência e a dinamicidade da Wikipedia, suas vantagens são muito maiores que suas desvantagens. Está sempre atualizada, tem múltiplas vezes a quantidade de verbetes de uma enciclopédia impressa e é muito mais rica, na medida em que conta com a colaboração de milhões de sabichões. A desvantagem, que está vinculada ao leque de vantagem, é exatamente a sua diversidade e a possibilidade de imprecisões. Mas, assim como a democracia, ainda não se inventou uma enciclopédia melhor do que essa.
Quer saber dos vôos nacionais, em tempo de apagão aéreo? Então use esse site da Infraero que vai dar o retrato dos vôos nos principais aeroportos brasileiros, em tempo -quase- real.
Eu gosto muito do programa de previsão de tempo do Weather Channel. Você baixa uma vez e depois pode saber a previsão do tempo atual, hora a hora pelas próximas 30 horas, ou para os próximos 10 dias , em milhares de cidades do mundo. Eu tenho esse programa sempre ativo no meu desktop e é meu guia do tempo.
Por hoje fico por aqui. Para o 91 Minutos de 14/05 de 2007, continuaremos com mais novidades. Se você quer dar suas sugestões, escreva para tecnologia@sigma.com.br. Críticas também valem.
Microsoft tenta comprar Yahoo!
Agora parece que a coisa vai mesmo… Depois de mais de um ano de rumores, as agências de notícias internacionais trouxeram à tona as negociações que estão havendo entre a Microsoft e o Yahoo para que a gigante do software compre a pioneira das buscas na internet.
Ano passado, os valores de negócio eram estimados em 80 bilhões de dólares. Agora, em 2007, o número gira em torno de 50 bilhões. Significa que as duas “veteranas” empresas estão em sua fase madura e encontram dificuldades em competir com muitas empresas mais novas, notadamente o Google, atualmente o inimigo a bater, aos olhos dos concorrentes.
Significa também que a Microsoft, com sua montanha de dinheiro em caixa (estima-se em mais de 50 bi, gerando mais de 1 bi a cada mês, líquido) desistiu de brigar com suas armas atuais tanto na parte de buscas, onde tem um distante terceiro lugar, como na parte de aplicativos pela internet, ambos com uma dianteira apreciável do Google.
O Yahoo, de sua vez, perdeu o pique de seus anos iniciais, e dos ideais de seus fundadores. Embora ainda lucrativa e crescendo, é considerada sempre a segunda em tudo aquilo que faz. Não lidera em praticamente nenhum segmento relevante, embora seja amplamente reconhecida no mercado.
Uma eventual fusão pode trazer benefícios, sem dúvida, mas o problema da fusão cultural é enorme, e pode prejudicar alguns negócios potencialmente lucrativos, como o acordo fechado com a Apple e a Cingular, para usar as ferramentas Yahoo no mais esperado lançamento do ano, o iPhone.
Mas, se bem conduzida, a fusão pode trazer sinergias interessantes, tanto pela presença quase monopolista dos softwares da Microsoft nos computadores de todo o mundo, quanto nas reconhecidas habilidades do Yahoo em suas múltiplas ferramentas e aplicações, centradas em seu consagrado motor de busca.
Vai funcionar? Ou antes, essa fusão vai se concretizar? Ainda não há uma boa resposta para essas perguntas. É acompanhar com interesse e curiosidade.
E o Google? Deve estar preparando uma contra-ofensiva. Mas deve estar igualmente preparado para enfrentar uma nova empresa que venha por aí, como a grande novidade do final da década, que pode ameaçar a hegemonia do mais novo gigante.
Candidatas à “Google killers” existem. Capacidade técnica e estratégica, também. Mas, por enquanto, não há ninguém no radar como uma séria ameaça ao Google, dentre as novatas. Mas é esperar para ver. Um dia o Google vai provar do seu próprio veneno, com toda certeza.
E o troféu R$ 1,99 vai para o… Dólar!
Pois é, estamos chegando lá. Um dia desses, você vai a uma loja de R$ 1,99 e compra um Dólar norte-americano, daqueles verdinhos que tanto sucesso já fizeram na parada dos investidores.
Mas… o que isso tem a ver com tecnologia? Muito. Com a queda do dólar, os produtos de tecnologia importados ou que têm muitos insumos importados (praticamente 100%) deveriam cair de preço em reais mais rápido, e isso parece que não está acontecendo.
Será?
Na verdade, a queda é menor do que gostaríamos, mas a turma que vende continua imaginando -e com razão- que a lei da oferta e da procura não pode ser revogada. Essa é a razão principal de termos alguns produtos -TVs de LCD e plasma, por exemplo- com valores em reais estáveis, neste ano, enquanto que, lá fora, em dólares, eles vêm caindo bastante.
Olhando de outro ângulo, nunca tivemos uma variedade tão grande de tudo que é digital aqui no Brasil, e a preços inimaginados há 1 ou 2 anos. Ou seja, existe um mercado novo, com escala, de consumidores que estavam de fora. Isso é bom, mas ajuda a segurar preços.
O que devemos esperar? Uma pausa momentânea, enquanto os preços estão agradando o mercado e mais gente vai comprando. Mas alguns setores podem começar a esfriar. O de telefones celulares, por exemplo, já deu sinais de sufoco, por não estar conseguindo exportar os volumes de 12 meses atrás, e, enquanto não vem para cá as redes 3G, o mercado se movimenta devagar, quase que só com vendas de reposição e muito poucos clientes novos.
No campo dos computadores, os preços baixaram, é verdade, mas enquanto as vendas crescerem a taxas superiores a 20% ao ano, não há motivos para que os preços despenquem. Até porque os efeitos das reduções tributárias da MP do Bem já foram repassadas ao consumidor.
Então, por enquanto, nada de novo, ou sensacional, em matéria de preços de produtos digitais. Mas que o dólar beirando o R$ 1,99 é algo inusitado, isso é. Será que dura?
Busca na Internet: melhores motores, dicas de pesquisa
Muitas consultas e polêmicas de nossos participantes do 91 Minutos sobre os sites de busca na internet. Hoje vamos resumir alguns fatos indisputados e dar dicas que facilitarão -e muito- o trabalho de catar informações na web.
Em primeiro lugar: qual o melhor “motor de busca” na internet? Depende, diz aqui o comentarista, sem querer ser “vaselina”. Mas depende mesmo.
O fato indisputável é que o Google é o campeão de uso genérico, suplantando de longe seus rivais mais próximos, o Yahoo! e o MSN. A razão é simples: o Google é uma organização estruturada e pensando em busca na internet. Ninguém é tão completo e tão geral quanto ele.
Alguns preferem o Yahoo! ou o MSN e mesmo outros mais tradicionais, como o AltaVista ou até mesmo o Ask Jeeves, para ficar só com os da última década. É provável, se você for fazer uma busca específica, digamos “o gato da minha tia”, que o Yahoo! apresente mais ou melhores resultados.
Existem muitos estudos e mesmo institutos de pesquisa, à la Ibope, que se especializam sobre o assunto, e uma postagem em um blog não pretende esgotar o assunto. Apenas vamos buscar o modo mais prático e intuitivo: use o que você está melhor acostumado, e, na dúvida, busque um outro. Eu mesmo faço isso às vezes, quando necessário.
Para busca genérica, eu vou de Google, tanto na internet quanto no meu laptop. Eu gosto do jeito simples do Google, e, em 95% dos casos, me dou bem com os resultados alcançados. E uso muitos outros produtos do Google, como o GMail, o orkut, o AdSense, o AdWords, o Picasa, o Google Desktop… E todos são orientados à busca e tenho tido resultados sólidos com todos e surpreendentes em alguns casos, como o do AdWords.
Mas é na busca específica que eu encontro os resultados mais relevantes para minha profissão ou meu lazer. Os principais portais que freqüento têm seus motores de busca próprios, muitas vezes emprestados do Google ou do Yahho, mas seus parâmetros sempre conduzem a resultados mais precisos, até porque os horizontes de busca são muito menores.
Uma nota boa para os sites nacionais de busca de preços comparados, como o UOL Shopping, o Buscapé e o BondFaro. Usá-los é uma excelente forma de ganhar tempo e economizar seus reaizinhos. Mesmo que eu vá fazer uma compra em uma loja real, eu não vou sem ter as referências de preços de sites de busca.
Sobre como maximizar os resultados de busca, outro motivo de algumas dúvidas dos amigos do 91 Minutos, aqui vão algumas dicas que valem para todos os principais motores de busca:
*se você busca palavras-chave separadas em páginas da internet, simplesmente relacione-as no local apropriado, apenas com um espaço. Tipo: Brasil futebol Pelé retornará com tantos links quantos forem encontrados que contenham as 3 palavras em qualquer ordem e referência.
*se você busca algo dentro do contexto de uma frase, esta pode ser colocada entre aspas, como: “Pelé o melhor”. Note que as aspas restringem a pesquisa à exata formulação do texto entre aspas, e a essa consulta não voltará nada com “Pelé o maior”
*é possível usar argumentos de álgebra booleana, como, por exemplo:
“Pelé o melhor” AND “Pelé o maior” retornará páginas que contenham ambas as citações, da mesma forma que “Pelé o melhor” + “Pelé o maior”
“Pelé o melhor” OR “Pelé o maior” retornará páginas que contenham ao menos uma das citações
Boas pesquisas!
O Encantamento Chega ao Mundo Digital: iPhone
Essa área de tecnologia nunca nos fará morrer de tédio… Cada vez temos uma nova surpresa, novos desenhos, novas realidades.
Nos últimos 5 anos, muita coisa ajudou a reescrever o futuro, como a web 2.0, o Google, o YouTube, a fotografia, a música e a TV Digitais e tantas outras novidades.
Muitos produtos e serviços mudaram radicalmente o jeito que usamos a tecnologia, e algumas delas estão sendo poderosos instrumentos de inclusão digital e de melhoria do conhecimento. Mas estava faltando algo: o encantamento!, enquanto sobravam “bells & whistles”, como dizem os americanos, a vertiginosa aceleração de mudança que -por exemplo- o Google nos proporcionou, ou a delícia que é ouvir música num iPod, ou a banda virtualmente ilimitada que permitiu o surgimento da Web 2.0. Tudo muito lindo, mas faltava o charme definitivo. Agora não mais.
Neste início de 2007, o que surpreende é que a grande novidade venha de uma veterana empresa, a Apple. Não que eles sejam seguidores, ao contrário. A Apple sempre foi mestra na inovação, salvo pelo período em que o Steve Jobs estava no ostracismo e ela foi conduzida como empresa convencional por executivos de mercado.
O nome do jogo que muda tudo é o iPhone, anunciado com estardalhaço no Mac World agora, no último dia 9 de janeiro. A Apple conseguiu reunir telefone, tocador de música e acesso a internet em um pequeno dispositivo de mão, que tem um design absolutamente inédito, funcionalidades inesperadas e que, enfim, resolve um monte dos problemas de ergonomia e funcionalidades que atormentavam os usuários normais como nós.
É algo novo. Muito novo. E encantador!
Para quem domina razoavelmente o inglês, recomendo parar de ler este posting e ir direto a http://events.apple.com.edgesuite.net/j47d52oo/event/ para ver e ouvir a Keynote Presentation do Steve Jobs no Mac World, onde ele anuncia os bons resultados da Apple, o crescimento de vendas do Macintosh, a capacidade da empresa em colocar novos produtos no mercado, as vendas de músicas e vídeos, novas parcerias com estúdios de Hollywood e o AppleTV, um produto interessante mas que perde o brilho frente ao iPhone.
A ergonomia e a facilidade de uso do iPhone é que verdadeiramente criam essa ruptura com o passado (que ainda vivemos no mundo e viveremos por um bom tempo no Brasil). Descrevê-las aqui em um blog não dará certo. Só vendo mesmo. É difícil de acreditar…
A única coisa que decepciona é o nome. iPhone não faz justiça ao produto e seus atributos. Não importa. Creio mesmo que esse seja um nome provisório até seu lançamento nos Estados Unidos em junho. Até que como telefone ele deve ser bom, mas o resto… é imperdível!
Um verdadeiro centro de informações e entretenimento na palma de sua mão. Lindo, fácil de usar, poderoso e muito bem posicionado em preço. Pena que não haja previsão de chegar ao Brasil. Tomara que a Apple consiga produzir bastante dessas maquinetas e fazer acordos com uma ou mais operadoras no Brasil.
Vai ser duro esperar…
Semicondutores à Base de Carbono
Vários ouvintes consultaram sobre semicondutores de outros materiais que não o silício, como os á base de germânio, os orgânicos, os à base de carbono. Por acreditar que esses últimos tenham mais viabilidade, segue abaixo um resumo do raciocínio:
Até hoje, o silício imperou soberano pelos simples fatos que (a) veio primeiro, (b) a tecnologia foi bem dominada e bem aplicada e (c) seu limite de criação de impurezas p e n por unidade de área está longe de ser atingido.
O elemento de cima na tabela periódica de elementos -o germânio- vem sendo testado desde os primórdios do silício. Já comentei que eu mesmo já mexi com diodos e transistores de germânio na década de 1960, imaginem só… Outra limitação é que eles encontram muitas aplicaçãoes em projetos militares, logo não há interesse em disseminar essa tecnologia para a massa consumidora. E o germânio não é assim tão abundante na natureza.
Já o carbono, o grande problema vinha sendo a dificuldade de criar uma estrutura cristalina fácil de inserir as impurezas p e n de forma confiável e econômica. Sempre que o processo era viável, o silício estava um passo à frente, e como era dominado do ponto de vista de tecnologia e de processo produtivo, o bom e velho carbono sempre dançou.
Agora, com os nanotubos de carbono prontos para entrar no mainstream da tecnologia de miniaturização, eles caem como uma luva para tornar cristais de carbono em elementos semicondutores de baixo custo, alta densidade e baixo consumo de energia.
Ainda é cedo para afirmar que em 5 anos os processadores Intel e AMD serão de carbono, mas o caminho parece ser esse. Eu apostaria que alguns circuitos especializados (por exemplo, para telecomunicaões sem fio), terão semicondutores de carbono em uso dentro de 3 a 5 anos, em larga escala.
Posso morder a lingua, mas para esses e alguns outros tipos de aplicações, os semi de carbono só não entrarão em cena de interesses estratégicos ou comerciais estiverem prevalecendo.
Já os processadores de alta capacidade, isso vai um pouco mais de tempo, mas eles já estão nos laboratórios. E outras aplicações muito interessantes também. Os sites de revistas científicas estão cheias de papers e protótipos usando chips de carbono. Essa febre não deve baixar…
O Laptop de 500 Dólares
Nosso ouvinte José Junqueira consulta sobre um projeto de Notebook de até US$ 500. Reproduzo meu comentário, por ser a pergunta bastante oportuna e atual.
Existem uma série de projetos de máquinas de “até US$…”. O mais popular -e viável- é o notebook de US$ 100, do Nicholas Negroponte, que agora é o Child’s Machine. Esse vai pegar por ser uma proposta diferente para a inclusão digital e tem apoio de vários governos -do Brasil inclusive- e não vai ser vendido no varejo.
No exterior, notebooks abaixo de US$ 1.000 já são bem parrudos, e você compra por US$ 500 uma máquina de entrada até mais configurada que os nossos modelos básicos.
É provável que se chegue aqui no Brasil, em um prazo de seis meses a um ano, a notebooks custando por volta de R$ 1.500, isso se não houver soluços com o dolar. Ainda assim daria cerca de US$ 700.
Agora, de idéia, existe um projeto da Intel de lançar uma máquina bem mais sofisticada que a do Negroponte para o mercado educacional, que tem um apelido de $500 Notebook, mas, por enquanto, é apenas um projeto. A AMD, concorrente direta, também anunciou o seu projeto. Já há empresas locais -inclusive a nossa Positivo- em negociações para a produção dessas máquinas. Não tenho informações sobre prazos.
Nos Estados Unidos, a discussão de analistas de mercado é se esse patamar já foi atingido ou se o será em breve, pois os lançamentos disponíveis são de máquinas consideradas muito básicas e com pouco software para serem consideradas como mainstream.
De outro lado, a Lenovo, da China, que comprou a divisão PC da IBM, aí está para dominar o mercado. Não me surpreenderia se eles dessem um bote no mercado com máquinas para competir nesse nicho inferior, que, com certeza, viraria pelo avesso muitas das premissas que hoje são básicas para o mercado.
Eu fui ao Google e digitei “$500 notebook” e achei 498 respostas… Muita gente busca, pois, essa meta. Logo ela será atingida, mesmo aqui no Brasil de impostos mil. É questão de tempo.