O Encantamento Chega ao Mundo Digital: iPhone

Essa área de tecnologia nunca nos fará morrer de tédio… Cada vez temos uma nova surpresa, novos desenhos, novas realidades.

Nos últimos 5 anos, muita coisa ajudou a reescrever o futuro, como a web 2.0, o Google, o YouTube, a fotografia, a música e a TV Digitais e tantas outras novidades.

Muitos produtos e serviços mudaram radicalmente o jeito que usamos a tecnologia, e algumas delas estão sendo poderosos instrumentos de inclusão digital e de melhoria do conhecimento. Mas estava faltando algo: o encantamento!, enquanto sobravam “bells & whistles”, como dizem os americanos, a vertiginosa aceleração de mudança que -por exemplo- o Google nos proporcionou, ou a delícia que é ouvir música num iPod, ou a banda virtualmente ilimitada que permitiu o surgimento da Web 2.0. Tudo muito lindo, mas faltava o charme definitivo. Agora não mais.

Neste início de 2007, o que surpreende é que a grande novidade venha de uma veterana empresa, a Apple. Não que eles sejam seguidores, ao contrário. A Apple sempre foi mestra na inovação, salvo pelo período em que o Steve Jobs estava no ostracismo e ela foi conduzida como empresa convencional por executivos de mercado.

O nome do jogo que muda tudo é o iPhone, anunciado com estardalhaço no Mac World agora, no último dia 9 de janeiro. A Apple conseguiu reunir telefone, tocador de música e acesso a internet em um pequeno dispositivo de mão, que tem um design absolutamente inédito, funcionalidades inesperadas e que, enfim, resolve um monte dos problemas de ergonomia e funcionalidades que atormentavam os usuários normais como nós.

É algo novo. Muito novo. E encantador!

Para quem domina razoavelmente o inglês, recomendo parar de ler este posting e ir direto a http://events.apple.com.edgesuite.net/j47d52oo/event/ para ver e ouvir a Keynote Presentation do Steve Jobs no Mac World, onde ele anuncia os bons resultados da Apple, o crescimento de vendas do Macintosh, a capacidade da empresa em colocar novos produtos no mercado, as vendas de músicas e vídeos, novas parcerias com estúdios de Hollywood e o AppleTV, um produto interessante mas que perde o brilho frente ao iPhone.

A ergonomia e a facilidade de uso do iPhone é que verdadeiramente criam essa ruptura com o passado (que ainda vivemos no mundo e viveremos por um bom tempo no Brasil). Descrevê-las aqui em um blog não dará certo. Só vendo mesmo. É difícil de acreditar…

A única coisa que decepciona é o nome. iPhone não faz justiça ao produto e seus atributos. Não importa. Creio mesmo que esse seja um nome provisório até seu lançamento nos Estados Unidos em junho. Até que como telefone ele deve ser bom, mas o resto… é imperdível!

Um verdadeiro centro de informações e entretenimento na palma de sua mão. Lindo, fácil de usar, poderoso e muito bem posicionado em preço. Pena que não haja previsão de chegar ao Brasil. Tomara que a Apple consiga produzir bastante dessas maquinetas e fazer acordos com uma ou mais operadoras no Brasil.

Vai ser duro esperar…

2 Respostas

  1. a não ser que o iPhone venha com uma solução inovadora para o display ele vai seguir o mesmo caminho de outros aparelhos “touch screen”: impossível de ser utilizado ao ar livre, sob o sol…por isso ainda prefiro o meu antiquado telefone com teclas, que pode ser discado em qualquer lugar e até mesmo sem ser visto, apenas pelo tato…

  2. Seu comentário é bem oportuno, e, por enquanto, não é possível uma avaliação “de campo” no sol. Mas as especificações são animadoras, na medida em que todos os parâmetros de resolução, contraste e brilho são bem melhores do que os melhores do mercado.Com um iPod Nano, por exemplo, você consegue ver uma foto bem melhor do que em qualquer display de PDA ou de delular. Como o iPhone tem mais qualidade, creio que seja mais fácil.Uma alternativa para fazer uma chamada ao sol, que não é exclusiva do iPhone, é a discagem por voz. Meu celular atual permite isso e é bem legal!Mas o interessante mesmo desse novo produto é sua ergonomia, aqui olhada pela sua forma mais ampla. Convenhamos que o modelo padrão de discagem de um número é um absurdo. veja, por exemplo, uma ligação para os EStados Unidos (número fictício):00 21 1 512 489 3547Aqui eu fiz:00- ligação internacional21- escolha de uma operadora1 – código do País512- código de Austin, Texas489 3547 – telefone localNa verdade, eu queria nessa hipotética ligação falar com um amigo meu lá em Austin, sem passar por todos esses códigos.Isso vale para o celular também, pois ele pode ter esses dados armazenados. Mas o número de teclas de acesso até eu chegar a esse cara é bem grande, e perde a praticidade.No iPhone, você vai no ícone de contactos, faz um scroll até chegar ao nome (uma “dedada”) e aponta ao nome de seu amigo. No máximo, 3 “dedadas”Além disso, um dispositivo de bolso ter um browser completo e um sistema operacional completo, que permite a criação de inúmeros aplicativos que nunca foram possíveis de implementar em um PDA ou em um celular.A ampliação das telas do iPhone em um telão gigante, maior que a tela de nossos cinemas Multiplex foi estonteante! Assim, espero que o problema de visualização ao sol não seja motivo de reprovação do iPhone.O maior problema que eu vejo é a política hermética da Apple em rejeitar parcerias, o que torna seu ambiente muito fechado, e você acaba ficando na mão deles em termos de evolução.Mas, como eles ampliaram as parcerias em filmes, agora com a Disney e a Paramount, e começaram firmes no iPhone com a Intel, o Google e o Yahoo, eu imaino que tenham aprendido a lição.Vai dar certo? Não sei… Mas gostaria que sim, pois tem tudo para ser um produto campeão.

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