Semicondutores à Base de Carbono

Vários ouvintes consultaram sobre semicondutores de outros materiais que não o silício, como os á base de germânio, os orgânicos, os à base de carbono. Por acreditar que esses últimos tenham mais viabilidade, segue abaixo um resumo do raciocínio:

Até hoje, o silício imperou soberano pelos simples fatos que (a) veio primeiro, (b) a tecnologia foi bem dominada e bem aplicada e (c) seu limite de criação de impurezas p e n por unidade de área está longe de ser atingido.

O elemento de cima na tabela periódica de elementos -o germânio- vem sendo testado desde os primórdios do silício. Já comentei que eu mesmo já mexi com diodos e transistores de germânio na década de 1960, imaginem só… Outra limitação é que eles encontram muitas aplicaçãoes em projetos militares, logo não há interesse em disseminar essa tecnologia para a massa consumidora. E o germânio não é assim tão abundante na natureza.

Já o carbono, o grande problema vinha sendo a dificuldade de criar uma estrutura cristalina fácil de inserir as impurezas p e n de forma confiável e econômica. Sempre que o processo era viável, o silício estava um passo à frente, e como era dominado do ponto de vista de tecnologia e de processo produtivo, o bom e velho carbono sempre dançou.

Agora, com os nanotubos de carbono prontos para entrar no mainstream da tecnologia de miniaturização, eles caem como uma luva para tornar cristais de carbono em elementos semicondutores de baixo custo, alta densidade e baixo consumo de energia.

Ainda é cedo para afirmar que em 5 anos os processadores Intel e AMD serão de carbono, mas o caminho parece ser esse. Eu apostaria que alguns circuitos especializados (por exemplo, para telecomunicaões sem fio), terão semicondutores de carbono em uso dentro de 3 a 5 anos, em larga escala.

Posso morder a lingua, mas para esses e alguns outros tipos de aplicações, os semi de carbono só não entrarão em cena de interesses estratégicos ou comerciais estiverem prevalecendo.

Já os processadores de alta capacidade, isso vai um pouco mais de tempo, mas eles já estão nos laboratórios. E outras aplicações muito interessantes também. Os sites de revistas científicas estão cheias de papers e protótipos usando chips de carbono. Essa febre não deve baixar…

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