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Google: uma história bem escrita e mal traduzida

Há algumas semanas, comprei numa livraria do aeroporto de Brasília um livro tentador: “Google, a história do negócio de mídia e tecnologia de maior sucesso de nossos tempos”, escrito pelos jornalistas americanos David Vise e Mark Malseed, aqui no Brasil publicado pela Editora Rocco, com tradução de Gabriela Fróes.

O enredo é fascinante, pois conta a trajetória de Larry Page, o americano, e Sergey Brin, o russo, que se encontraram no doutorado em Stanford e tiveram a idéia de fazer o Google.

É um importante registro da grande transformação de referências na tecnologia da virada do século, pois o Google acaba de completar 9 anos de vida empresarial e já é uma das empresas com maior valor de mercado em bolsa, maior lucratividade, maior capacidade de inovação e, sem dúvida, a empresa que está transformando a própria internet, como a utilizamos e como a valoramos.

É uma importante lição de empreendedorismo e de visão de oportunidade, contrariando as regras vigentes até então, seja no Vale do Silício, seja em Wall Street.

Um problema com essa edição brasileira é que ela chega com 2 anos de atraso, falando do Google e seus principais atores sem contar a parte pós lançamento em bolsa de valores. Mesmo assim, o conteúdo é interessante.

Já a tradução… é lamentável, parece ter sido feita automaticamente pelo algoritmo de tradução do Google, do Yahoo ou do AltaVista, que produzem apenas pálidas idéias do texto original e às vezes divertidas ou constrangedoras gafes.

Não é fácil traduzir um livro como esse, escrito em inglês bem coloquial, com jargões técnicos e financeiros, e condições culturais tipicamente americanos. Mas já vi muita coisa semelhante ser feita com competência de razoável para ótima.

Essa aqui em pauta, nem merece a qualificação de péssima. Às vezes não dá para entender o que a tradutora enjambrou, outrsa ficam claras as traduções literais, que remetem, a quem conhece inglês, ao texto original, mas que no português fica sem sentido.

Lembra, para efeito de comparação, a série dublada dos tiras americanos no “Casseta & Planeta”, a impagável dupla Fucker & Sucker, com suas trapalhadas e tudo.

Pena que não seja a idéia original dos autores nem a proposta do Google. Seus leitores perdem muito tempo inútil, sem contar com aqueles que gastaram seus 50 reais para comprá-lo.

O melhor que a Rocco faria seria fazer um recall dessa tradução, reembolsar os compradores e pedir desculpas em público. Esse livro, na sua versão em português, tampouco faz juz à tradição da Rocco.

Lamentável.

Além do Apagão aéreo, Apagão Tecnológico!

Ninguém ainda sabe quem é o mordomo do Apagão Aéreo, ou melhor, o culpado. No post de hoje, vou falar de um pequeno deslize no atendimento ao cliente por conta da GOL.

Quem lê meu blog, pode ter visto meus elogios ao browser Mozilla Firefox, que hoje comanda algo como 1/3 de todas as navegações pela internet. Claro que o tradicional Internet Explorer, da Microsoft, ainda é dominante, por uma boa margem, sobrando umas rebarbas para os demais, incluindo o badalado Opera, o preferido pelos nerds, e o Safari, da Apple.

Dito isso, podemos afirmar que, juntos, o IE e o Firefox têm quase que a totalidade das navegações pela internet, logo os principais sites de comércio eletrônico deveriam funcionar com os dois navegadores. Certo? Errado!

Aqui no Brasil, quem viaja (ou tenta viajar) de avião, também tem como opção principal uma das duas maiores empresas aéreas brasileiras, a GOL e a TAM. Se contarmos a VARIG, comprada pela GOL, temos mais de 90% dos vôos domésticos operados por esse quase duopólio.

Então, juntando a maioria dos internautas com a maioria dos voadores de avião, uma afirmação lógica seria que você pode comprar suas passagens e fazer seu check-in pela internet usando ao menos o IE ou o Firefox. Ou, em último caso, o site deveria ter um aviso explícito que ele é “compatível com IE 5.0 ou superior” ou algo assim.

Pois bem, se você comprou uma passagem na GOL pela internet, e tentou mudar o itinerário ou fazer check-in pela mesma via, é bom ter o IE instalado, ou você vai perder um monte de tempo à frente de seu computador. Pior, se você tentar o chat on-line com os atendentes, eles não vão saber te dar a resposta adequada.

Fim da picada? Não necessariamente. Mas é um fio da meada para tentar demonstrar que, nessa confusão toda que vivem os sofridos passageiros brasileiros, algumas pequenas atitudes podem ser tomadas pelas empresas aéreas para minorar seu sofrimento. Facilitar o check-in pela internet é uma delas.

Com a palavra a GOL Transportes Aéreos.

Chegou o iPhone!

Chegou o iPhone… Lá nos Estados Unidos, hoje. Vendo as imagens da internet e da TV, as filas até pareciam as daqui, quando tem um grande show, ou do pessoal esperando atendimento do INSS na madrugada…

No dia 16 de janeiro, eu falava da magnífica apresentação do Steve Jobs, no Apple World, quando ele anunciou o iPhone e dizia que em junho estaria no mercado.

Pois é, ele está no mercado… americano. Quem quiser ter uma degustação, é só ir no site da Apple, em inglês, e passear pelas funcionalidades dessa nova maravilha da tecnologia.

O iPhone, por enquanto, pode ser comprado nas lojas da Apple, pela internet ou via AT&T Cingular, que tem a exclusividade de venda e habilitação. Um plano é de US$ 400 mais um contrato de 2 anos. Tem outro de US$ 600, mas tudo lá nos States. Há previsão de que o iPhone chegue ao Japão e a países da Europa no início de 2008.

A Apple imagina vender 10 milhões de iPhones em 2008. Pode ser, mas, com a limitação de operadoras e a tecnologia proprietária radicalmente diferente, para chegar a esse número é preciso haver o convencimento de uma substancial parcela de compradores que estejam dispostos a pagar uma quantia razoável de dinheiro para ter seu iPhone.

Possível? Claro! É só repetir o script do iPod. E esperar que a concorrência não reaja com produtos à altura.

Que o iPhone é uma ruptura com relação a tudo que já vimos em termos de telefone celular, não há dúvidas. Que é muito mais do que um telefone, idem. Que o Steve Jobs tem o condão mágico da inovação, as provas abundam. Mas existem fracassos também.

O fato é que a Apple joga todas as suas fichas no tal aparelhinho. Dará certo? Ninguém pode prever com certeza.

Eu, particularmente, daqui do Brasil, sem perspectiva de ter um iPhone num futuro próximo, torço que sim. É um conceito novo na área de comunicação pessoal e entretenimento que deve facilitar a vida de seus usuários. E tomara que chegue nossa vez, o mais rápido possível…

Pirataria, Spyware, Hoaxes e Afins

No último dia 25/06/2007, o site Cocadaboa postou uma notícia que, para os desavisados, soava como uma ameaça real. Segue a matéria:

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Brasileiro é multado ao entrar nos EUA com MP3 ilegais

A nova resolução de combate à pirataria no departamento alfandegário americano já fez a sua primeira vítima brasileira. O advogado Evandro Correia foi multado em 3 mil dólares por tentar entrar nos Estados Unidos com arquivos de música copiados ilegalmente.

Evandro levava em sua mala 5 CDs com arquivos MP3 baixados em redes de compartilhamento como o Kazaa, Soulseek e Emule. Mesmo tentando alegar que as músicas seriam para uso pessoal, o advogado não conseguiu comprovar que havia pago os direitos autorais para cada faixa gravada em seus CDs. Esta fiscalização alfandegária faz parte do novo esforço da RIAA
(associação das gravadoras americanas) para combater violações de direitos autorais que
estejam ocorrendo fora do território americano. “Nos Estados Unidos, contamos com o Digital Millennium Copyright Act’s (DMCA), que nos possibilita processar qualquer pessoa que tenha feito download ou que possua arquivos de música pirata em seus computadores. Infelizmente os acordos anti-pirataria internacionais não vêm sendo respeitados e ainda não conseguimos processar indivíduos em outros países”, declarou Mitch Bainwol, CEO da RIAA. “Mas ao fiscalizar a entrada de estrangeiros nos EUA impedindo o ingresso de arquivos ilegais, mandamos uma mensagem contundente para a comunidade internacional”, conclui.

A restrição vale para qualquer obra áudio-visual que não tenha sido adquirida por vias legais. Os fiscais alfandegários realizam buscas em CDs, cartões de memória, dispositivos de áudio portáteis (MP3 players) e notebooks que estejam ingressando em território americano. Munidos de um software especial, eles podem realizar uma varredura automática e identificar qualquer arquivo suspeito em poucos minutos sem comprometer a privacidade dos dados do viajante.

A multa padrão estipulada pelo DMCA é de 100 vezes o valor de cada arquivo ilegal identificado, o que em alguns casos pode chegar a centenas de milhares de dólares. Mas para evitar um processo demorado, na maioria dos casos a RIAA oferece um acordo extrajudicial e dá a opção da multa de 3 mil dólares para não prestar a queixa. “Achei melhor optar por esta opção, pois o prejuízo financeiro poderia ser bem maior. E responder a um processo dificultaria minhas futuras requisições de visto para os EUA”, disse Evandro”
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A nota me foi repassado por uma fonte confiável, séria, sem fazer menção ao Cocadaboa. O nome do CEO da entidade das gravadoras, a RIAA estava correto, assim como alguns detalhes de medidas anti-pirataria que as autoridades alfandegárias americanas estão começando a adotar ou pensando no assunto.

Aí, uma busca pelo Google com o título da matéria remete a 8 citações, todas ligadas ao Cocadaboa que, ao final de sua página principal, dizem “Atenção: Nosso conteúdo é 100% humorístico e/ou mentiroso. Quer nos processar? Boa sorte, estamos hospedados na Eslovênia.”

Isso chama-se no linguajar da rede mundial de “hoax”, que, por sua, vez, tem um verbete na Wikipedia, a grande e útil enciclopédia virtual da internet, definido como ‘“embuste” numa tradução literal) a histórias falsas recebidas por e-mail, cujo conteúdo, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso, supostas campanhas filantrópicas, humanitárias ou de socorro pessoal ou, ainda, falsos virus que ameaçam destruir, contaminar ou formatar o disco rígido do computador‘.

Mas… e se fosse verdade? Ou, colocado em outra forma: Pode ser verdade algum dia? O fato é que a guerra entre as distribuidoras tradicionais de conteúdo protegido por direito autoral, aí incluidos livros, música, vídeos, filmes, e afins e os consumidores, agora poderosamente armados com esse fenômeno chamado internet está esquentando, e bem longe de acabar.

Discutindo o tema com a nossa âncora, Maria Rafart, ela escreveu: “essa questão da pirataria… Hoje (25/07), por exemplo, um artigo da Folha, na 1a. página da Ilustrada, fala sobre o retorno do Police… Voltaram porque não se vendem mais discos, e precisam fazer shows para sobreviver…“.

Um grupo como o Police está catando trocos em shows por não poder viver de direitos autorais, ou a concorrência está grande a ponto de a galera fiel não se lembrar mais deles?

De outro lado, na era da internet, a indústria do entretenimento nunca faturou tanto, e, neste ano da Graça de 2007, pela primeira vez, a venda de músicas pela internet vai gerar mais receita do que pelas mídias convencionais, CD à frente.

Chamam o download via sites como o kazza, e-Mule e similares de pirataria e, em princípio, todos os participantes dessas redes ponto-a-ponto , seja quem disponibiliza conteúdo, seja quem baixa para si ou para terceiros, na maioria dos países -Brasil incluído- está tecnicamente quebrando leis locais e internacionais, logo sujeitos a um dia ter um problema judicial.

Além disso, sabemos de casos complicados de incautos internautas que estão passeando por sites interessantes e que acabam copiando um arquivo que chamaram a atenção ou foram recomendados e… lá vem virus ou spyware ou similares.

Ontem, 26/07, a polícia desbaratou uma quadrilha que capturava senhas e dados pessoais de internautas e fazia saques em contas bancárias, sempre em valores pequenos, para não dar bandeira. Mas num período não muito grande, acumularam cerca de R$ 200 milhões, segundo estimativas iniciais.

E daí?

Isso é um tema para muitas discussões, não só de um post em um despretensioso blog. Mas algumas reflexões podem ficar:

  1. É preciso cuidar dos acessos que fazemos na internet
  2. É fundamental estarmos com os computadores protegidos por anti-virus, anti-spyware, anti-adware (anúncios), enfim, contra tudo que é malware, ou malvadezas da internet
  3. Devemos cuidar em não propagar hoaxes, como fez esse meu amigo, inadvertidamente. Isso é fonte de dor de cabeça e até de problemas mais sérios
  4. As leis vão ter que mudar… Elas estão obsoletas e, além de não protegerem o autor, inibem a disseminação da arte e do conhecimento. Mas esbarram em interesses fortíssimos do establishment e de legisladores que não entendem o fenômeno da internet. Será que mudam a tempo?
  5. A internet elimina muitas camadas de intermediação. As distribuidoras são um desses canais, hoje ainda muito forte, mas que já não têm a mesma importância logística e econômica

Que mais? Vamos pensar, gente, pois aqui está um tema central para as mudanças de paradigmas, de conceitos e de maneiras de se comunicar, de ganhar e de gastar dinheiro.

E se um dia essa notícia do Cocadaboa virar realidade, com algumas variações… Será???

Doação de Computadores

Vários ouvintes do 91 Minutos nos perguntam sobre entidades que recebem computadores usados em doação, e que possam dar-lhes uma destinação útil. Existem várias, mas, dentre elas, a mais atuante é o Comitê para a Democratização da Informática (CDI).

O link vai direto para a seção paranaense do CDI, mas, não se assustem: essa organização atua na maioria dos Estados brasileiros e sua experiência na inclusão digital em comunidades carentes já ultrapassou fronteiras. Assim, se você tem um computador usado, ou quer ajudar até mesmofinanceiramente, vá ao site do CDI-PR, ou diretamente na página que trata das formas de ajuda em http://www.cdipr.org.br/ajuda.php e dê seu apoio!

Desktop ou Laptop? E a hora é boa?

Volta e meia temos que dar uma atualizada nas dicas de compras de computadores. Como sempre, não vou me arriscar a falar nos importados por vias diretas ou indiretas, nem os computadores montados por empresas pequenas, esses às vezes uma boa pedida na hora da compra, mas nem sempre na hora que você precisa de manutenção ou de comprovar que ele tem peças, partes e software de origem lícita. Também vou me concentrar no usuário doméstico, ou, no máximo, no profissional autônomo, no estudante e no dono de uma micro empresa. Para soluções corporativas, o raciocínio é completamente diferente.

O mês é junho, o ano 2007, passado o Dia dos Namorados, sem nenhuma promoção de data antes de agosto, no Dia dos Pais. Pechinchas? Novas plataformas? Com certeza!

Esse ano de 2007 as vendas de computadores pessoais no Brasil devem superar, com alguma folga, a marca de 10 milhões de unidades. E, pela primeira vez, siperam também o número de televisores vendidos! É marca que merece ser celebrada, pois, definitivamente o computador entra na cesta de consumo do brasileiro médio, e as vendas vêm crescendo mais rápido exatamente nas faixas C e D da pirâmide de consumo, exatamente aquela parcela da população que ingressa em seu primeiro computador doméstico, incorporando-o à cesta de produtos eletroeletrônicos que já incluem o televisor, o DVD, a geladeira, o forno de micro-ondas e outros tantos.

Mas computador é acesso ao conhecimento, e, outro marco: 2007 exibirá em algum dia do segundo semestre uma quantidade de acessos por banda larga maior do que o de acessos discados.

Então vamos lá: a faixa de micros abaixo de R$ 1.000,00 está bem sortida, embora estejam com uma configuração bem básica, tipicamente 256Mb d memória RAM, HD de 40GB, um processador Celeron não muito rápido, placas Fax/Modem e de rede, e um monitor básico de 15″ de tubo. Como essas máquinas têm um financiamento a juros camaradas, é uma opção para quem está chegando e mesmo para quem pensa em um segundo ou terceiro micro, só para navegar na internet, sem maiores pretensões, e executar programas comuns de edição de texto, planilha, etc… Aliás, esses programas estão cada vez malhores no Google Docs & Speadsheets, a nova incursão do gigante de busca na seára da Microsoft. O sistema operacional da quase totalidade dessas máquinas é o Linux, em algumas de suas distribuições mais conhecidas no Brasil.

No intervalo de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 aparecem alguns desktops bem razoáveis, com razoável capacidade multimídia, alguns até com o novo -e já razoavelmente estável- Windows Vista, mas na sua versão básica. Também no topo dessa faixa você encontra os primeiros notebooks (eu prefiro o nome laptop…)

Para quem quer um desktop com mais capacidade em disco, um processador rápido para aplicações de áudio ou vídeo vai começar a ter opções interessantes na faixa imediatamente superior, de R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00. Dá para ter máquina com o Windows Vista Home Premium, que tem os recursos do Media Center, que eu particularmenet acho que será uma das principais ferramentas de integração do computador com seu centro de entretenimento doméstico, que incluirá a distribuição de áudio e vídeo pela casa, a captura, organização e tratamento de arquivos de sua câmera fotográfica ou de sua filmadora digital, e um monte de outros brinquedinhos úteis. Não espere nada de excepcional nessa faixa para games, onde você percisará de muito processador, muita memória e sobretudo, uma placa de vídeo com boa velocidade e boa memória dedicada. Aqui você acha uns laptops bem jeitosos, já não tão pesados e bem razoáveis para utilização “na estrada”. Mas ainda serão máquinas provavelmente com Windows Xp (que dura bem por mais uns 2 ou 3 anos, sem medo de ficar desatualizado), e não terão toda a memória e capacidade de arquivamento em disco para aventuras muito mais sofisticadas. mas é aqui que se concentrarão as melhores ofertas, ao menos até o Natal, em termos de preço/performance.

Agora vamos ampliar a faixa, de R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00, pois a partir daqui que começam a variar bastante as configurações, tanto de computadores de mesa como os portáteis. O modelitop básico do Macintosh, o Mini, surge aqui, com seu design limpo e uma capacidade de demonstrar boa parte do diferencial dessas máquinas sobre as demais. No segmento dos desktops, uma boa pedida são máquinas com Windows Vista Home Premium, que tem todas os recursos de multimídia do novo sistema operacional da Microsoft. A memória mínima é 1GB, sendo 2Gb uma boa pedida para aumentar sua vida útil, com os programas que vêm por aí. Provavelmente você consegue configurar um desktop parrudo com um monitor LCD de 17″. Não pense em nada menos do que 17″ para um monitor de cristal líquido, e cuide para que tenha bom contraste e tempo de resposta o menos possível (2ms é a o tempo ideal, 5 ms é bem aceitável). Se puder encaixar um monitor de 19″ widescreen (formato 16×9, como nas telas de cinema), você vai poder ver os DVDs mais recentes em formato cinema. Aliás, essas máquinas deverão vir com leitor/gravador de CD e DVD, e uma boa capacidade de disco, maior que 120GB. É bom que essas máquinas tenham muitas portas USB 2.0, uma ou duas “firewire” e também saídas para conexão em televisores de tela grande, para poder ligar quase todos os tipos de engenho digital. É nessa faixa também que você compra micros que servem também para gravar no HD seus programas prediletos da TV. Os laptops nesse intervalo são os mais vendidos, e começam a ficar bastante rápidos e versáteis de modo a poder até substituir um desktop. E, dependendo de suas atividades e das pessoas que o cercam, pode até mesmo substituir mais de um desktop, uma vez que ele vai junto com você, da casa para o trabalho, para a universidade, para a viagem. Esses laptops deverão ter um mínimo de 1Gb de memória e capacidade de conexão a redes sem fio, padrão WiFi.

Para cima de R$ 5.000,00 aí tem de tudo, a coisa pode ir até R$ 20.000,00 ou mais. Aqui você encontra tudo que é do mais sofisticado, mas o benefício resultante em função do custo só vai justificar essas máquinas para aplicações muito específicas ou se seu objetivo for usar o poder da griffe dessas máquinas maravilhosas. O Macintosh que tem a CPU embutida no monitos é um belo exemplo de design e funcionalidade, mas vai custar, na versão 19″ wide-screen algo próximo de R$ 9.000,00. Aqui aparecem desktops da HP, da Dell, da Itauec, da Positivo, mas ultra-configurados, , praticamente para cada necessidade, vai existir uma configuração específica. É fácil aqui gastar R$ 1.000,00 para uma placa de vídeo incrementada que só vai servir se você for um “gamer” profissional ou se tiver um escritório doméstico para produção de áudio ou vídeo de qualidade para disputar um festival de cinema ou de publilcidade. E, salvo se você for do ramo, só vale a pena colocar incrementos de configuração se você efetivamente for precisar de características muito especiais. Num extremo, você pode acabar montando o equivalente a uma carreta pesada com o desempenho de uma Ferrari. Aliás, existem máquinas com assinatura de Ferrari, Prada, e outras marcas sofisticadas, especialmente os laptos. Mas gastar uma grana preta em uma máquina que tem algum diferencial, mas que você fica gelado cada vez que tem que carregá-lo pela cidade ou num aeroporto, será que vale a pena?

Resumindo: o momento para trocar seu computador, em qualquer segmento, seja ele de mesa ou portátil, é muito bom. A consolidação da plataforma Windows Vista, a sobrevida por uns bons anos do Windows Xp, a estabilidade do Linux e dos aplicativos de software livre, o charme das máquinas da Apple e, sobretudo, um dólar barato e taxas de juros ainda indecentes, mas já mais civilizadas, fazem com que você tenha um vasto leque de ofertas, limitado apenas a seu bolso e à sua capacidade de sonhar.

Download de Vídeos da Internet

Existem, sim, formas de baixar vídeos da internet de sites como o YouTube, MySpace, GoogleVídeo e outros mais. Não são formas rotineiras, e requerem um pouco de atenção. Um que vem resolvendo a questão é o VDownloader, já em sua versão 0.5, e produzida pelo professor Enrique Puertas da Universidad Europea de Madrid.

O VDownloader é uma idéia interessante, que vai ajudar a quem quer aquele vídeo “precioso” armazenado em seu computador. Existem outras opções, mas, na maioria dos casos, são programas pagos e sofisticados, ou então não têm uma fonte reconhecida.

Como neste caso a fonte vemde um professor de TI de uma renomada universidade européia, resolvi testá-lo, com os devidos cuidados, e o resultado não desapontou.

Você precisa ir a http://www.vdownloader.es/ e clicar no botão correspondente. Os arquivos que serão baixados deverão estar em uma pasta .zip, que você deverá extrair e copiar em uma pasta específica de seu computador, como VDownloader, por exemplo. Como são programas executáveis, é melhor guardá-las em uma pasta a ser criada na “Arquivos de Programas”, se você tiver o Windows em Português.

A coisa funciona assim: Cada vez que você quer baixar um vídeo dos sites suportados (veja a lista abaixo), você deve abrir a tela principal do VDownloader e copiar o endereço da página do vídeo que lhe interessa e aí o VDownloader vai armazená-lo na pasta que você designar e com o nome que você quiser.

Como ele suporta os formatos de vídeo mais populares da praça, você não deve ter problemas para guardar aqueles vídeos que sempre você pensou em ter.

Mas atenção: é um programa amador, sem nenhuma garantia explícita ou implícita! E ele não inibe o download de arquivos que possam conter cenas de pornografia, de vídeos protegidos por leis de direito autoral. Os sites mais populares -exatamente o alvo do VDownloader- também vão fazendo melhorias de proteção para que esses programas “chupa-cabra” deixem de funcionar. Assim, não se assute se hoje o VDownloader estiver funcionando e daqui a alguns dias, puf!! Parou… Aí é aguardar uma nova versão e seguir em frente.

A criatividade do Professor Enrique Puertas pode ser também checada em seu blog, que está em espanhol, mas é fácil de entender.

Abaixo os portais suportados para download na data deste post e para a versão 0.51.

Boa sorte, e cuidado para não baixar lixo, virus e material protegido por lei!

Como o processo de instalação do VDownloader é um pouquinho mais complicado do que simplesmente baixar o programa da internet, recomendo aos neófitos que busquem ajuda de algum especialista, para evitar problemas.
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VDownloader permite que você baixe vídeos do Youtube, Google Video, Metacafe, MySpace, DailyMotion, e muitos outros sites similares, salvando-os nos formatos AVI ou MPG.






Sites suportados*:

· Youtube
· Google Video
· DailyMotion
· MySpace
· Stage6 DivX
· Porkolt
· Metacafe
· Break.com
· 123 Video
· Bolt
· VSocial
· Lulu TV
· Guba

* Para a lista completa, vá a http://www.vdownloader.es/

Segurança na Comunicação Via Internet e Telefone

É recorrente a dúvida entre usuários em geral e entre os ouvintes da Comunidade 91 Minutos: Quão segura é a comunicação via internet ou via telefone?

Vamos começar pelo fim: não existe comunicação 100% segura. Os hackers estão sempre um passo à frente, os procedimentos de segurança das operadoras contêm vulnerabilidades, os pontos de acesso são muitos, seja na internet ou em uma rede de telefonia celular ou fixa.

Soltam “pum” inconseqüente os que dizem que “a tecnologia GSM é invulnerável” ou “o Linux é muito mais seguro que o Windows“.

Aqui nem entro no mérito das “inseguranças” vividas por alguns personagens que, por ordem judicial, têm suas comunicações interceptadas por modernos equipamentos das Polícias Federal ou Estaduais. Isso ocorre de forma estrita dentro da lei, e não tem a ver com vulnerabilidade de redes.

O que vale destacar é que existem muitos processos de interceptação clandestina, seja feita por agentes internos ou externos ao seu círculo de conhecimento.

Aliás, se o ponto é ficar preocupado, é bom saber que a grande maioria das quebras de segurança de comunicação telefônica ou pela internet acontecem dentro das empresas, e, na maioria dos casos, feita por colegas de trabalho. Você já pensou que seu “inimigo” pode estar na mesa ao lado? Calma, sem neura… A coisa pode não ser tão séria, nem se aplicar a você ou a sua empresa. Mas, os melhores e mais confiáveis dados estatísticos sempre cravam cerca de 1/3 das violações ilegais ou fora de regras socialmente aceitas ocorrem no ambiente de trbalho. Os outros motivos -que são dezenas- ficam por conta dos demais dois terços.

Pois é, então, vamos tomar mais cuidado? Dedilhar senhas com gente olhando, criar um arquivo eletrônico ou de papel com a lista de senhas, deixar o celular desbloqueado ou emprestado a terceiros são as maiores brechas na sua segurança individual. Alguém vestiu a carapuça?

Outra porta de vulnerabilidade: os computadores públicos, especialmente os de lan-houses, sem contar os de hotéis, salas de espera de aeroportos, os da faculdade… Programs espiões estão lá mesmo para capturar seus segredinhos…

E o telefone: o GSM é mesmo mais seguro que o CDMA? Balela! Ambos são igualmente seguros ou vulneráveis. As barreiras tecnológicas são boas, em ambos os casos, o que os torna suscetíveis a grampos, ou a vazamento de informações, é a forma de uso e o cuidado com o aparelho quando não em uso. Mandar torpedos aos milhares implica em fazer um número muito grande de pessoas saber seu número e seus hábitos.

Não custa lembrar que, ao nos dispormos a estar conectados, por telefone ou pela internet, estamos abrindo portas de duas vias. Mas são milhões de portas, a cada conexão que fazemos. Daí os procedimentos de segurança que são necessários, especialmente no uso de dispositivos de acesso à internet.

Se existisse um modo totalmente seguro de conexão, ele valeria bilhões, e, no dia seguinte, já existiriam modos de burlá-lo. Essa é a regra. Para sempre, ou ao menos dentro de um prazo razoavelmente largo, de tal modo a justificar pequenas mudanças de hábito.

Aqui no blog e no 91 Minutos já comentamos várias vezes -e com mudanças de tecnologia- sobre formas de minimizarmos riscos. Esse não é o propósito do post de hoje. O que precisa ser claro é que, de fato, não existe modo 100% seguro de nos comunicarmos por telefone ou pela internet. Existem modos mais seguros e modos menos seguros. Adotar os modos mais seguros é mais uma questão de hábitos e atitudes do que de dispositivos tecnológicos.

Troca de Arquivos na Internet: É Legal, É Ético, É Século 21?

Seguindo a rota da semana passada, quando comentamos bastante os trocadores de arquivo, recebi muitos comentários com prós e contras sobre essa prática disseminada mundo afora.

Afinal: É legal usar um programa da internet para ficar trocando músicas com amigos e desconhecidos?

A resposta, como sempre, não é única. Do ponto de vista do arcabouço legal vigente, na maioria dos países -Brasil inclusive- quase sempre é ilegal. Em muitos países, a prática não só é consentida, como às vezes até é estimulada.

Não é ilegal comprar um CD na loja e emprestar a amigos, ou tocá-la em casa ou nas festas, desde que sem fins comerciais. Não é ilegal, também, pegar as músicas desse CD e copiá-la, para uso próprio, em seu iPod ou equivalente mp3 Player.

Da mesma forma, não era ilegal comprar uma fita cassete com músicas gravadas e tocá-las em seu WalkMan, ou nos carros que antigamente tinham toca-fitas.

Misturando cenários, também não podia ser considerado ilegal gravar, a partir de um CD ou outra mídia, uma seleção de músicas -que você já tivesse adquirido- em uma fita ou um CD para ouvir no carro.

Ora, se tudo isso está sob a lei dos direitos autorais, qual o motivo que impede a troca de arquivos pela internet. Qual a lei que vale, a do país de quem abre seus arquivos, as do país de quem copia ou de onde está sediado o provedor do programa de troca?

De outro lado, é preciso assegurar minimamente os direitos do autor, que ele ganhe pelo produto de seu trabalho intelectual. Perfeito! Mas, sem querer dar desculpas a quem pega e não paga, será que os valores arrecadados pela venda de mídia gravada chegam aos autores, de forma justa e sem excessões? Claro que não… Essa é uma briga que dura décadas e, quem conhece, sabe bem que a máquina de arrecadação de direitos autorais é, em todo o mundo, centrada na auto-alimentação e no pagamento a alguns privilegiados.

Então, em função disso, vamos ignorar as leis? Não creio que seja o caso, mas dá para prever uma nova ordem no mundo dos direitos do autor, exatamente por causa da internet.

É possível antever um dia em que a compra de uma faixa musical seja feita diretamente com o autor, sem intermediários, possibilitando que o caminho entre a garagem e o megaevento seja bem mais curto para uma boa banda de rock.

Da mesma forma, é razoável supor que muito mais gente estando habilitada ao sucesso, o valor médio da retribuição seja menor, e, portanto, acessível a uma quantidade muito maior de consumidores.

Claro que esse raciocínio vale também para vídeos e para livros. É a possibilidade da democratização do acesso que a internet proporciona.

Mas as leis… as leis foram feitas antes da internet, em um modelo consolidado que prevê tutores -as distribuidoras- tomando conta dos autores e dizendo o quê, quando, aonde e de que forma a arte é comercializada.

Quando essas leis começarem a ser modificadas para atender à realidade da internet, muitas das práticas hoje consideradas piratas poderão até ser louvadas como inovadoras, como forma de sisseminação de cultura.

Aliás, muitos talentos já abriram suas obras na internet antes mesmo de gravarem um CD, um DVD ou de publicarem um livro, como forma de disseminar e ganhar adeptos. Esse é, não por acaso, o princípio da Web 2.0, onde portais como o YouTube ganham valor da noite para o dia exatamente por propor o novo, o aberto, o democrático.

Enquanto as leis não se modificam, no entanto, devemos cuidar para não sermos flagrados burlando as regras atuais, que, embora sejam injustas e obsoletas, são as regras do jogo.

O melhor modo é, ao entrar nesses sites que permitem a troca de arquivos, assegurar-se da sua idoneidade, entender bem o “Termo de Adesão” e jogar de acordo com as regras. De outro lado, usar a internet para pressionar os legisladores a rapidamente adaptar as regras do direito autoral à realidade da internet, e usar todo seu potencial para criar vastos e novos mercados a tantos talentos que hoje ficam no limbo, ao mesmo tempo assegurando a todos os conumidores o direito da escolha, com produtos de qualidade, a preços justos.

Todos ganham, ou alguém duvida?

Bons Programas Grátis IV – Compartilhamento de Arquivos

Tudo começou ainda na década de 90, com o conceito lançado pelo Napster, que disseminou o conceito de “Peer-to-Peer” (P2P) e rapidamente angariou milhões de usuários que disponibilizavam suas músicas em mp3 ou wma e, ao mesmo tempo, podiam acessar as bibliotecas de músicas de todos os assinantes do serviço.

Na esteira do Napster, surgiram muitos outros serviços. Seu sucessor legítimo de 2a geração foi o Kazaa, criado por 2 jovens escandinavos, Janus Friis e Niklas Zennstrom, os fundadores do Skype, que permitiu uma revolução na telefonia, ao popularizar o protocolo internet (IP) para a telefonia e colaboração gratuitas ou a preços irrisórios. Agora, essa dupla avança para o compartilhamento de vídeos, com o Joost, que deve ser lançado no mercado, para o público em geral, neste mês de junho.

Tudo isso está na esteira do que se convencionou chamar de Web 2.0, ou a internet da banda larga, que permite o compartilhamento e a colaboração entre internautas.

Hoje em dia, temos milhares de portais e programas que facilitam a troca de arquivos de dados, de imagens (vídeos e fotos) e sons, estes últimos os mais disseminados. Claro que a briga original das distribuidoras em favor da preservação de direitos autorais obrigou a esses serviços a colocarem restrições para a troca de arquivos, ou de deixar abertos os registros de quem faz essa troca, para que, no futuro, esses direitos possam ser cobrados tanto de quem abriu seus arquivos, como de quem copiou.

Assim, antes de comentarmos sobre alguns programas que estão na moda hoje em dia, recomendo que você leia os termos e condições de uso, antes de aceitar e fazer qualquer registro nos sites ou começar a compartilhar arquivos.

Outra dica importante: não entrem em sites obscuros, que não tenham fortes referências! Você pode estar sendo ‘hackeado’ sem saber! E, claro, mantenha seus programas anti virus, spy, spam, ad, e outros sempre atualizados, na versão mais recente e todos eles ativos.

Vamos a eles… Os originais Napster e Kazaa continuam vivos, mas o primeiro impõe fortes restrições a quem não seja cidadão norte-americano e o segundo está bem limitado em suas funcionalidades, e tem alguns spywares inconvenientes.

Hoje em dia, talvez o mais popular protocolo para troca de arquivos seja o BitTorrent. Quase 200 milhões de downloads e a sua robustez e confiabilidade asseguram ser uma boa pedida. Na sua esteira, surgem alguns compartilhadores como o BitComet ou o livre Azureus, ambos no topo da lista.

Outro famoso foi o eDonkey, retirado da internet por força de ações legais, mas criou alguns filhotes populares, o eMule, disparado, o mais conhecido. Se você entrar hoje no eDonkey, vai ver o seguinte aviso:

The eDonkey2000 Network is no longer available.

If you steal music or movies, you are breaking the law.

Courts around the world — including the United States Supreme Court — have ruled that businesses and individuals can be prosecuted for illegal downloading.

You are not anonymous when you illegally download copyrighted material.

Your IP address is (seu endereço IP no momento) and has been logged.

Respect the music, download legally.

Isso, traduzido, significa quase nada, salvo que seu endereço IP foi catalogado para uma eventual futura ação contra você, mas indica que há um esforço organizado de combate à pirataria, o que não quer dizer que todas as trocas de arquivo na internet sejam ilegais.

Mas, voltando aos programas de troca de arquivos, o Shareaza é versátil, por suportar as redes mais populares, o eDonkey2000, BitTorrent e Gnutella e seus descendentes.

Ainda na linha do Gnutella, o LimeWire é talvez o mais veloz de todos, e tem, de forma clara, as regras do que é legal, o que é claramente ilegal e o que pode ser uma furada. A dica do LimeWire veio ao 91 Minutos através de nossa internauta-ouvinte Allexandra, de Belo Horizonte. A ela, nossos agradecimentos…

Mas pode ser que você queira montar uma rede P2P particular com seus amigos. Aí, talvez a melhor opção gratuita na web seja o Grouper, ainda em fase Beta. Essa rede que você cria vai ser acessível somente a pessoas autorizadas, embora não deva ser imune a hackers. Mas é uma boa ferramenta!

Numa dessas, seu problema de compartilhamento de arquivos resume-se, por exemplo, a contatos de sua lista de endereços, ou sua agenda de compromissos, seja entre colegas de trabalho ou a turma da balada. Aí, um campeão é o AirSet, que é bem simples de usar e faz com que seu grupo tenha sempre as mesmas informações comuns. Isso, em tempos de mudanças freqüentes de endereços de e-mail, de número de celular e outros tantos, pode fazer a diferença entre achar ou não aquela pessoa especial.

Vamos fechar o post de hoje com um pouco de filosofia sobre o tema “pirataria”, já que não vamos conseguir esgotar o tema dos programas de compartilhamento de arquivos. Talvez a maioria de nossa audiência seja capaz de elaborar uma lista melhor ou mais completa, ou, no mínimo, mais simpática. Nada a opor, isso é a democracia da internet, que respeitamos e achamos que é um divisor de águas no mundo do conhecimento.

O que está mudando, na verdade, é o processo de disseminação de músicas, de vídeos, de fotos, antes centralizados em ordens, sociedades e organizações, muitas delas extremamente válidas na era pré-internet. As leis e regulamentos foram feitas também sem ter a internet como um veículo insubstituível.

De outro lado, essa estrutura do século passado também foi -e é- elitista, na medida em que privilegia quem controla, raramente quem produz. Creio firmemente que essa força da internet vai encontrar um meio termo ideal para todos, ou quase todos. Devem perder, na nova ordem, os intermediários que pouco agregavam valor ao processo. Ganham os que tinham dificuldade de ingressar no clubinho fechado e, sobretudo, ganham os que podem ter acesso a essa quantidade imensa de conteúdo digital. Arriscaria dizer que não há como voltar atrás. Recentemente, os grandes da música vendida pela internet -a Apple e a Microsoft- imprimiram o conceito do DRM “Digital Rights Management”, que, em tese, impede de você copiar um arquivo protegido por direito autoral de um dispositivo para outro. Mas hoje, como muitos de nós temos mais de um dispoositivo para registrar e ouvir música ou ver imagens de foto ou de vídeo, não é viável economicamente impor essas restrições. Parece que já há uma tendência em eliminar esse famigerado DRM e tentar ganhar no volume, na qualidade, na rede viral que é a internet, que permite disseminar conteúdo em uma escala nunca antes imaginada, a custos irrisórios.

No conceito da Web 2.0, o importante é ter escala de um determinado conteúdo, a custo zero. Se a coisa vira sucesso, é possível então cobrar por uma disseminação mais completa, de maior qualidade. Ou seja, o universo potencial de novas obras de arte passa a ser o universo de internautas, hoje beirando 1/3 de toda a população humana.

As leis de copyright, as restrições impostas, sobretudo de países desenvolvidos, não estão em sintonia com essa realidade.

Os Beatles, o grande fenômenos de comunicação de massa da segunda metade do século 20, seriam diferentes em sua abordagem, se tivessem a internet. Embora com um esquema monumentalmente poderoso de divulgação e distribuição, eles jamais chegaram nem perto de 2 bilhões de pessoas em um só lançamento, em um só dia.

Essa briga toda ainda vai ser resolvida pela midança das leis. Que tornem mais fácil a disseminação de cultura e mais sinples o processo, que permita que os verdadeiros autores sejam beneficiados, e o grande público consumidor, idem.


P.S.: O tema é inesgotável! Ainda não abordamos os programs de comunicação entre pessoas, as redes colaborativas virtuais de trabalho, as redes de educação à distância e muitas outras. No ramos de troca de músicas, existem milhares de programas e sites que estão disponíveis a nós, internautas. Vamos procurar dissecá-los, ao longo do tempo. E também coletar impressões dos nossos ouvintes, sejam eles diretos no rádio de casa ou do carro, sejam os que, em todas as partes do mundo, nos ouvem e colaboram conosco via internet.