Segurança na Comunicação Via Internet e Telefone

É recorrente a dúvida entre usuários em geral e entre os ouvintes da Comunidade 91 Minutos: Quão segura é a comunicação via internet ou via telefone?

Vamos começar pelo fim: não existe comunicação 100% segura. Os hackers estão sempre um passo à frente, os procedimentos de segurança das operadoras contêm vulnerabilidades, os pontos de acesso são muitos, seja na internet ou em uma rede de telefonia celular ou fixa.

Soltam “pum” inconseqüente os que dizem que “a tecnologia GSM é invulnerável” ou “o Linux é muito mais seguro que o Windows“.

Aqui nem entro no mérito das “inseguranças” vividas por alguns personagens que, por ordem judicial, têm suas comunicações interceptadas por modernos equipamentos das Polícias Federal ou Estaduais. Isso ocorre de forma estrita dentro da lei, e não tem a ver com vulnerabilidade de redes.

O que vale destacar é que existem muitos processos de interceptação clandestina, seja feita por agentes internos ou externos ao seu círculo de conhecimento.

Aliás, se o ponto é ficar preocupado, é bom saber que a grande maioria das quebras de segurança de comunicação telefônica ou pela internet acontecem dentro das empresas, e, na maioria dos casos, feita por colegas de trabalho. Você já pensou que seu “inimigo” pode estar na mesa ao lado? Calma, sem neura… A coisa pode não ser tão séria, nem se aplicar a você ou a sua empresa. Mas, os melhores e mais confiáveis dados estatísticos sempre cravam cerca de 1/3 das violações ilegais ou fora de regras socialmente aceitas ocorrem no ambiente de trbalho. Os outros motivos -que são dezenas- ficam por conta dos demais dois terços.

Pois é, então, vamos tomar mais cuidado? Dedilhar senhas com gente olhando, criar um arquivo eletrônico ou de papel com a lista de senhas, deixar o celular desbloqueado ou emprestado a terceiros são as maiores brechas na sua segurança individual. Alguém vestiu a carapuça?

Outra porta de vulnerabilidade: os computadores públicos, especialmente os de lan-houses, sem contar os de hotéis, salas de espera de aeroportos, os da faculdade… Programs espiões estão lá mesmo para capturar seus segredinhos…

E o telefone: o GSM é mesmo mais seguro que o CDMA? Balela! Ambos são igualmente seguros ou vulneráveis. As barreiras tecnológicas são boas, em ambos os casos, o que os torna suscetíveis a grampos, ou a vazamento de informações, é a forma de uso e o cuidado com o aparelho quando não em uso. Mandar torpedos aos milhares implica em fazer um número muito grande de pessoas saber seu número e seus hábitos.

Não custa lembrar que, ao nos dispormos a estar conectados, por telefone ou pela internet, estamos abrindo portas de duas vias. Mas são milhões de portas, a cada conexão que fazemos. Daí os procedimentos de segurança que são necessários, especialmente no uso de dispositivos de acesso à internet.

Se existisse um modo totalmente seguro de conexão, ele valeria bilhões, e, no dia seguinte, já existiriam modos de burlá-lo. Essa é a regra. Para sempre, ou ao menos dentro de um prazo razoavelmente largo, de tal modo a justificar pequenas mudanças de hábito.

Aqui no blog e no 91 Minutos já comentamos várias vezes -e com mudanças de tecnologia- sobre formas de minimizarmos riscos. Esse não é o propósito do post de hoje. O que precisa ser claro é que, de fato, não existe modo 100% seguro de nos comunicarmos por telefone ou pela internet. Existem modos mais seguros e modos menos seguros. Adotar os modos mais seguros é mais uma questão de hábitos e atitudes do que de dispositivos tecnológicos.

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