O dolar barato e as compras tecnológicas do Natal
Em abril deste ano, publiquei no meu antigo blog uma nota que comemorava a possibilidade de o dólar poder ser comprado -simbolicamente- em uma loja de R$ 1,99. Àquela época, o mercado testava o patamar de R$ 2,00 (que foi rompido logo depois), dando boas oportunidades de compras de produtos de tecnologia. Estávamos próximos do Dia das Mães, e ali eu mostrava as pechinchas que viriam.
Pois é, ao chegarmos ao mês de novembro, com coceira nos bolsos e testando a velocidade do gatilho de nossos cartões de crédito, e o dólar chega a R$ 1,75, com tendência a queda.
Claro está que teremos algumas boas oportunidades de fazer uma listinha caprichada para Papai Noel, e engenhos tecnológicos para todos os gostos e orçamentos estarão nas prateleiras. E isso vai ser comentado em sucessivas postagens, à medida em que o Natal se aproxima, com grupos de sugestões agregadas por faixa de valor e utilidade, os mais caros vindo primeiro, por requererem um planejamento orçamentário mais cuidadoso.
Mas, como reflexão do dólar a R$ 1,75, quero enfatizar dois pontos importantes:
- Passada a barreira psicológica de R$ 2,00, e depois as de R$ 1,90 e R$ 1,80, a previsão é que a moeda americana possa chegar a R$ 1,70 no final do ano. Mas os preços relativos não estão acompanhando a queda relativa da outrora famosa moeda de referência mundial. E por dois motivos: existe uma parte dos custos que não desvaloriza, por serem marcados em real, e porque a demanda está forte, provocada por uma série de fatores conjunturais e estruturais, que os economistas já analisaram à exaustão.
- A meu ver, a cotação do dólar não é tanto pelo real forte e sim pela fraqueza da moeda do Tio Sam. A revista Business Week com capa de 15/10/2007 publica uma comparação interessante entre moedas “emergentes” e outras nem tanto em relação ao dólar. Vamos lá à tabelinha:
|
Moeda |
País |
Variação % |
|
Franco |
Guiné |
33,79 |
|
Dalasi |
Gâmbia |
29,00 |
|
Nova lira |
Turquia |
24,34 |
|
Koruna |
Eslováquia |
22,08 |
|
Forint |
Hungria |
21,70 |
|
Real |
Brasil |
19,64 |
|
Dinar |
Iraque |
19,60 |
|
Peso |
Colômbia |
19,13 |
|
Krone |
Noruega |
18,48 |
|
Baht |
Tailândia |
17,31 |
*em relação ao dólar americano. Base setembro 2007/setembro 2006
Notem que, desse rol de países, apenas a Noruega apresenta as condições daquilo que chamamos de “primeiro mundo”. Nossa moeda valorizou-se em taxas bem parecidas com as do Iraque e da Colômbia, dois países que, num primeiro momento, são associados a guerra e violência.
Minha preocupação é que, enquanto as moedas acima relacionadas têm câmbio flutuante, a China mantém o seu yuan amarrado por volta de 8:1 em relação ao dólar. Não por acaso, a China chegou ao topo do ranking de países exportadores, suplantando em poucos meses os Estados Unidos e a Alemanha, com estonteantes US$ 111 bilhões de exportações no mês de agosto. É isso mesmo! A China exporta em um mês o que nós exportamos em um ano…
Mas o que isso tudo tem a ver com as compras tecnológicas do Natal? Em tese, nada, pois Papai Noel já mandou revisar seu trenó para a grande viagem e as renas estão em processo acelerado de condicionamento físico, lá no spa da Lapônia.
Na prática, no entanto, esse quadro pode explicar alguns dos motivos pelos quais os preços não estão como gostaríamos -embora bem melhores do que em 2006- e também indicar que poderemos ter aumentos de preços em Real, em 2008, mesmo com o dólar no patamar de R$ 1,75.
Isso pode dar bons motivos -ou boas desculpas- para que a lista de Papai Noel este ano seja feita com bastante carinho e entusiasmo!
Aguardem as listas.
As TVs Abertas Norte-Americanas Abrem Conteúdo para Download na Internet
Finalmente as empresas americanas de TV aberta concluiram que não adianta, em tempos de internet e YouTube, querer manter o conteúdo ptotegido por leis de direito autoral que não têm aplicabilidade prática.
Já há alguna anos, o TiVo e similares -os chamados Personal Video Recorders- já gravam o conteúdo selecionado, com a função específica de pular comerciais, para desespero dos anunciantes, que buscam entender o fenômeno e adotar um posicionamento diferente de marketing.
Agora, elas colocam em seus sites o conteúdo para download. Sábia mas tardia decisão. Agora é corre atrás do prejuizo.
Com a grande maioria das conexões em banda larga -superior a 1Mb/s-o tráfego de vídeo explodiu e hoje já representa a maioria do tráfego da internet naquele país. Aliás, os 6 maiores sites de vídeo nos Estados Unidos, capitaneados pelo onipresente YouTube, já geraram, em 2006, um tráfego 40% maior do que a totalidade dos bits que passaram pela internet no ano 2000. Esse ano a coisa aumenta bastante!
Parece que disponibilizar conteúdo na internet gera mais valor do que a tentativa de tapar o sol com peneira.
Mas e no Brasil? Aqui, além de haver pouco conteúdo local disponível, a capacidade das conexões de internet, na média, ainda é insuficiente para que o tráfego de vídeo seja majoritário. Um dia chegamos lá…
E o vídeo de alta definição? Esse ainda é bem limitado, tanto pela disponibilidade quanto pela velocidade dos links. A coisa vai se popularizar quando chegarmos à velocidades acima de 50Mb/s a preços populares, aqui a uns bons 4 anos dedistância, e, se tudo correr bem, com a ajuda das operadoras de celular e da Anatel, aprovando logo as redes 3G, que podem permitir altas taxas de velocidade e compressão.
Aliás, compressão é uma das palavras-chave que mudam referências. Os modernos algoritmos e padrões de compressão vão permitir um aumento significativo do tráfego de vídeo pela internet e pelas redes de celular. Em países como Coréia e Japão, as redes de celular já são majoritariamente ocupadas por vídeos e por games. Ou seja, lá, os celulares até servem ocasionalmente para falar…
Voltando às vetustas redes de TV abertas americanas, resta saber se a decisão foi sábia, ou se elas ficaram zen e seguiram, à sua moda, ao famoso conselho de nossa ministra Marta Suplicy.
>As TVs Abertas Norte-Americanas Abrem Conteúdo para Download na Internet
>Finalmente as empresas americanas de TV aberta concluiram que não adianta, em tempos de internet e YouTube, querer manter o conteúdo ptotegido por leis de direito autoral que não têm aplicabilidade prática.
Já há alguna anos, o TiVo e similares -os chamados Personal Video Recorders- já gravam o conteúdo selecionado, com a função específica de pular comerciais, para desespero dos anunciantes, que buscam entender o fenômeno e adotar um posicionamento diferente de marketing.
Agora, elas colocam em seus sites o conteúdo para download. Sábia mas tardia decisão. Agora é corre atrás do prejuizo.
Com a grande maioria das conexões em banda larga -superior a 1Mb/s-o tráfego de vídeo explodiu e hoje já representa a maioria do tráfego da internet naquele país. Aliás, os 6 maiores sites de vídeo nos Estados Unidos, capitaneados pelo onipresente YouTube, já geraram, em 2006, um tráfego 40% maior do que a totalidade dos bits que passaram pela internet no ano 2000. Esse ano a coisa aumenta bastante!
Parece que disponibilizar conteúdo na internet gera mais valor do que a tentativa de tapar o sol com peneira.
Mas e no Brasil? Aqui, além de haver pouco conteúdo local disponível, a capacidade das conexões de internet, na média, ainda é insuficiente para que o tráfego de vídeo seja majoritário. Um dia chegamos lá…
E o vídeo de alta definição? Esse ainda é bem limitado, tanto pela disponibilidade quanto pela velocidade dos links. A coisa vai se popularizar quando chegarmos à velocidades acima de 50Mb/s a preços populares, aqui a uns bons 4 anos dedistância, e, se tudo correr bem, com a ajuda das operadoras de celular e da Anatel, aprovando logo as redes 3G, que podem permitir altas taxas de velocidade e compressão.
Aliás, compressão é uma das palavras-chave que mudam referências. Os modernos algoritmos e padrões de compressão vão permitir um aumento significativo do tráfego de vídeo pela internet e pelas redes de celular. Em países como Coréia e Japão, as redes de celular já são majoritariamente ocupadas por vídeos e por games. Ou seja, lá, os celulares até servem ocasionalmente para falar…
Voltando às vetustas redes de TV abertas americanas, resta saber se a decisão foi sábia, ou se elas ficaram zen e seguiram, à sua moda, ao famoso conselho de nossa ministra Marta Suplicy.
>Os blogs e a campanha eleitoral
>
A CBN Curitiba faz reportagem sobre o possível impacto dos blogs na campanha eleitoral de 2008 e as infrações que podem ser cometidas por candidatos, na visão do TRE (leia a íntegra aqui).
De fato, a proliferação de blogs, de comunidades de relacionamento e a própria arquitetura da internet, como uma rede aberta, poderiam, em tese, favorecer a prática de ilicitudes, difíceis de controlar.
Mas não é tão simples assim… É importante enfatizar que hoje em dia, ninguém mais é anônimo na internet. É possível rastrear o site que está hospedando o blog, ou qual computador postou um comentário nesse mesmo blog, na comunidade virtual, ou mesmo em um site específico. Identificar o autor é coisa relativamente trivial. Já sua punição, se estiver fora da lei, é outro departamento.
Na hipótese de tanto o autor da matéria irregular quando seu hospedeiro estarem no Brasil ou em país com quem o Brasil tem algum tratado de reciprocidade, é possível, sim, rastreá-los e, se for o caso, puni-los. É possível, também, mesmo que o conteúdo esteja em local “inóspito”, mas o autor estiver por aqui, usar as técnicas de rastreamento para fazer valer a lei. É bom lembrar que, em qualquer caso, uma propaganda mal feita, seja contra ou a favor, pode fazer o feitiço virar contra o feiticeiro, em termos de marketing eleitoral
Nem mesmo a principal dificuldade de fiscalização, a característica passageira dos conteúdos de internet é mais fator de inibição do rastreamento. Ferramentas como o Google registram em seus computadores (memória cache) quase todo o conteúdo da internet. Assim, mesmo que a matéria seja veiculada por pouco tempo, as chances de que ela seja capturada pelos vários mecanismos de busca é enorme, embora haja dúvidas se uma evidência dessa natureza tenha validade legal.
Dada a baixa credibilidade dos políticos em geral, é importante avaliar se uma propaganda veiculada na internet e fora dos parâmetros legais ajuda ou atrapalha… Eu acho que mais atrapalha do que ajuda, mas sempre vão existir os fanáticos por uma luz ao sol ou os desesperados que vão para o “tudo ou nada” que estão dispostos a correr riscos. Eu não recomendaria, mas, como conselho se valesse alguma coisa seria cobrado, e não dado, fica apenas o registro.
Na prática, o que provavelmente veremos -até bem antes do período permitido, 6 de julho de 2008- será uma enxurrada de blogs, comunidades e sites falando bem e mal de muitos candidatos, especialmente os mais cotados para a vitória. As denúncias, de fato, já começaram, e tanto o Ministério Público como a Justiça Eleitoral podem ter muito trabalho.
São as dores da democracia, agora com o fator tecnologia fazendo parte indissociável do processo. Como tudo que é novo, precisaremos aprender a conviver, aproveitar as vantagens e eliminar as desvantagens.
Na minha opinião, a incorporação definitiva da internet no processo da discussão de propostas leva ao aprimoramento da verdadeira e talvez não tão utópica democracia. A conferir…
Os blogs e a campanha eleitoral
A CBN Curitiba faz reportagem sobre o possível impacto dos blogs na campanha eleitoral de 2008 e as infrações que podem ser cometidas por candidatos, na visão do TRE (leia a íntegra aqui).
De fato, a proliferação de blogs, de comunidades de relacionamento e a própria arquitetura da internet, como uma rede aberta, poderiam, em tese, favorecer a prática de ilicitudes, difíceis de controlar.
Mas não é tão simples assim… É importante enfatizar que hoje em dia, ninguém mais é anônimo na internet. É possível rastrear o site que está hospedando o blog, ou qual computador postou um comentário nesse mesmo blog, na comunidade virtual, ou mesmo em um site específico. Identificar o autor é coisa relativamente trivial. Já sua punição, se estiver fora da lei, é outro departamento.
Na hipótese de tanto o autor da matéria irregular quando seu hospedeiro estarem no Brasil ou em país com quem o Brasil tem algum tratado de reciprocidade, é possível, sim, rastreá-los e, se for o caso, puni-los. É possível, também, mesmo que o conteúdo esteja em local “inóspito”, mas o autor estiver por aqui, usar as técnicas de rastreamento para fazer valer a lei. É bom lembrar que, em qualquer caso, uma propaganda mal feita, seja contra ou a favor, pode fazer o feitiço virar contra o feiticeiro, em termos de marketing eleitoral
Nem mesmo a principal dificuldade de fiscalização, a característica passageira dos conteúdos de internet é mais fator de inibição do rastreamento. Ferramentas como o Google registram em seus computadores (memória cache) quase todo o conteúdo da internet. Assim, mesmo que a matéria seja veiculada por pouco tempo, as chances de que ela seja capturada pelos vários mecanismos de busca é enorme, embora haja dúvidas se uma evidência dessa natureza tenha validade legal.
Dada a baixa credibilidade dos políticos em geral, é importante avaliar se uma propaganda veiculada na internet e fora dos parâmetros legais ajuda ou atrapalha… Eu acho que mais atrapalha do que ajuda, mas sempre vão existir os fanáticos por uma luz ao sol ou os desesperados que vão para o “tudo ou nada” que estão dispostos a correr riscos. Eu não recomendaria, mas, como conselho se valesse alguma coisa seria cobrado, e não dado, fica apenas o registro.
Na prática, o que provavelmente veremos -até bem antes do período permitido, 6 de julho de 2008- será uma enxurrada de blogs, comunidades e sites falando bem e mal de muitos candidatos, especialmente os mais cotados para a vitória. As denúncias, de fato, já começaram, e tanto o Ministério Público como a Justiça Eleitoral podem ter muito trabalho.
São as dores da democracia, agora com o fator tecnologia fazendo parte indissociável do processo. Como tudo que é novo, precisaremos aprender a conviver, aproveitar as vantagens e eliminar as desvantagens.
Na minha opinião, a incorporação definitiva da internet no processo da discussão de propostas leva ao aprimoramento da verdadeira e talvez não tão utópica democracia. A conferir…
>Windows Vista: Chegou a hora de ter um?
>Se você é um usuário pessoa física, e está em dúvidas sobre o momento correto de trocar seu computador de mesa ou portátil, que vem sendo tentado por ofertas irresistíveis de máquinas novas, mais poderosas, com novas funcionalidades, é para você que vai essa postagem.
Depois de uma razoável experiência pessoal com o Windows Vista, dá para afirmar que o dito ainda não está totalmente pronto para o usuário doméstico comum. Ele é surpreendentemente instável, muitos programas e acessórios de hardware não funcionam, e requer uma configuração parruda para funcionar.
As versões de entrada Home Basic e Stater Edition são limitadas e não trazem as principais funcionalidades que o Vista se espera de um sistema operacional que pretende atender a um mercado cada vez mais exigente e sofisticado. O Home Basic é um Xp Home Edition com roupa nova, pouco mais do que isso. E o Vista Starter Edition tem limitações sérias de número de sessões que podem ser abertas simultaneamente, é como se você comprasse o ingresso para ver umfilme e só te passassem o trailer.
A Microsoft recém lançou uma atualização de porte para o Xp, o Service Pack 3 (SP-3) que corrige uma série de vulnerabilidades antigas e dá mais robustez e estabilidade a um produto já consagrado. E tudo que você tem instalado em sua máquina vai continuar funcionando.
O estranho é que muitos periféricos de lançamento recente, inclusive webcams, não funcionam com o Windows Vista, seja porque os fabricantes ainda não atualizaram os ‘drivers’, aqueles programinhas necessários para que o equipamento funcione. Pode até ser que esses ‘drivers’ nem venham a ser atualizados e aí sua impressora, seu scanner, sua webcam vão ficar mudos para sempre.
De outro lado, veremos cada vez mais fabricantes de computador forçados ou motivados a oferecer o Vista, pois o Xp estará em fase de congelamento de novas versões.
O quê fazer, se o leitor e ouvinte é um usuário sem grandes conhecimentos técnicos – especialmente de ‘macetes’ do Windows – ou não tem tempo para perder?
Algumas dicas:
– Se puder adiar sua compra, faça-o. Dentro de 3 a 6 meses, esses problemas deverão estar na maioria solucionados, embora novos devam aparecer
– Dependendo de seu uso, considere um computador com Linux, mais leve e mais barato
– Evite a compra de máquinas com Vista Home Basic e Starter Edition
– Informe-se se seus programas de uso cotidiano, que são importantes para você, vão funcionar no novo sistema operacional
– Verifique se hardwares que você pretende preservar, como impressoras, webcams, câmeras digitais, scanners e outros têm suporte para sua nova máquina, e vão funcionar adequadamente.
– Jamais faça o ‘upgrade’ do Xp para o Vista em seu computador atual, qualquer que seja a marca, modelo e configuração
– Considere no seu plano de investimento no novo computador o custo total, que pode implicar na troca de uma boa parte dos programas e periféricos de hardware, além de um eventual treinamento em sala de aula ou por um “personal computer trainer”
Mas, se você precisa trocar, ou comprar mais um computador, e o Windows é sua decisão, então vá de Vista, mas nas versões mais avançadas, o Home Premium, o Professional ou o Ultimate. E ponha um bom processador, um mínimo de 2Gb de memória, bastante capacidade de disco e aproveite a nova interface da Microsoft, que é realmente muito interessante.
O Vista, como qualquer outro sistema operacional, nasce com muitos bugs e muitas incompatibilidades. Mas, dado o porte da Microsoft, a rápida adoção do Vista, e a própria dinâmica de mercado, que faz com que a maioria das máquinas com plataforma Microsoft já rodem Vista, provavelmente em 2008, é uma aposta segura que ele estará tão ou mais estável do que o Xp é hoje.
Mas, já que é para mudar, porque não considerar também um Mac? Pode ser que seja a hora de uma mudança radical… As máquinas da Apple continuam caras, mas a diferença já é bem menor em relação às máquinas com Windows, o sistema operacional OSX é muito bom, o processador agora é Intel, e, em muitos modelos, você pode também ter o Vista instalado, e rodar em dois ambientes distintos. E tem aquele design imbatível, cada um mais lindo do que o outro.
Eu não mudei, quando da minha recente aquisição de um desktop. Mas confesso que essa minha decisão não me deixou totalmente realizado… O lado bom é que estamos em uma era onde as opções são muitas.
Finalmente, mais um ingrediente para aumentar a confusão: salvo algum cataclisma na economia, os preços de computadores devem cair ainda mais, e não só por causa do dolar razoavelmente sob controle. É que os preços de monitores de cristal líquido (LCD) e memórias flash deram mais uma despencada no exterior, e os efeitos logo serão sentidos por aqui.
Boa escolha!
Windows Vista: Chegou a hora de ter um?
Se você é um usuário pessoa física, e está em dúvidas sobre o momento correto de trocar seu computador de mesa ou portátil, que vem sendo tentado por ofertas irresistíveis de máquinas novas, mais poderosas, com novas funcionalidades, é para você que vai essa postagem.
Depois de uma razoável experiência pessoal com o Windows Vista, dá para afirmar que o dito ainda não está totalmente pronto para o usuário doméstico comum. Ele é surpreendentemente instável, muitos programas e acessórios de hardware não funcionam, e requer uma configuração parruda para funcionar.
As versões de entrada Home Basic e Stater Edition são limitadas e não trazem as principais funcionalidades que o Vista se espera de um sistema operacional que pretende atender a um mercado cada vez mais exigente e sofisticado. O Home Basic é um Xp Home Edition com roupa nova, pouco mais do que isso. E o Vista Starter Edition tem limitações sérias de número de sessões que podem ser abertas simultaneamente, é como se você comprasse o ingresso para ver umfilme e só te passassem o trailer.
A Microsoft recém lançou uma atualização de porte para o Xp, o Service Pack 3 (SP-3) que corrige uma série de vulnerabilidades antigas e dá mais robustez e estabilidade a um produto já consagrado. E tudo que você tem instalado em sua máquina vai continuar funcionando.
O estranho é que muitos periféricos de lançamento recente, inclusive webcams, não funcionam com o Windows Vista, seja porque os fabricantes ainda não atualizaram os ‘drivers’, aqueles programinhas necessários para que o equipamento funcione. Pode até ser que esses ‘drivers’ nem venham a ser atualizados e aí sua impressora, seu scanner, sua webcam vão ficar mudos para sempre.
De outro lado, veremos cada vez mais fabricantes de computador forçados ou motivados a oferecer o Vista, pois o Xp estará em fase de congelamento de novas versões.
O quê fazer, se o leitor e ouvinte é um usuário sem grandes conhecimentos técnicos – especialmente de ‘macetes’ do Windows – ou não tem tempo para perder?
Algumas dicas:
– Se puder adiar sua compra, faça-o. Dentro de 3 a 6 meses, esses problemas deverão estar na maioria solucionados, embora novos devam aparecer
– Dependendo de seu uso, considere um computador com Linux, mais leve e mais barato
– Evite a compra de máquinas com Vista Home Basic e Starter Edition
– Informe-se se seus programas de uso cotidiano, que são importantes para você, vão funcionar no novo sistema operacional
– Verifique se hardwares que você pretende preservar, como impressoras, webcams, câmeras digitais, scanners e outros têm suporte para sua nova máquina, e vão funcionar adequadamente.
– Jamais faça o ‘upgrade’ do Xp para o Vista em seu computador atual, qualquer que seja a marca, modelo e configuração
– Considere no seu plano de investimento no novo computador o custo total, que pode implicar na troca de uma boa parte dos programas e periféricos de hardware, além de um eventual treinamento em sala de aula ou por um “personal computer trainer”
Mas, se você precisa trocar, ou comprar mais um computador, e o Windows é sua decisão, então vá de Vista, mas nas versões mais avançadas, o Home Premium, o Professional ou o Ultimate. E ponha um bom processador, um mínimo de 2Gb de memória, bastante capacidade de disco e aproveite a nova interface da Microsoft, que é realmente muito interessante.
O Vista, como qualquer outro sistema operacional, nasce com muitos bugs e muitas incompatibilidades. Mas, dado o porte da Microsoft, a rápida adoção do Vista, e a própria dinâmica de mercado, que faz com que a maioria das máquinas com plataforma Microsoft já rodem Vista, provavelmente em 2008, é uma aposta segura que ele estará tão ou mais estável do que o Xp é hoje.
Mas, já que é para mudar, porque não considerar também um Mac? Pode ser que seja a hora de uma mudança radical… As máquinas da Apple continuam caras, mas a diferença já é bem menor em relação às máquinas com Windows, o sistema operacional OSX é muito bom, o processador agora é Intel, e, em muitos modelos, você pode também ter o Vista instalado, e rodar em dois ambientes distintos. E tem aquele design imbatível, cada um mais lindo do que o outro.
Eu não mudei, quando da minha recente aquisição de um desktop. Mas confesso que essa minha decisão não me deixou totalmente realizado… O lado bom é que estamos em uma era onde as opções são muitas.
Finalmente, mais um ingrediente para aumentar a confusão: salvo algum cataclisma na economia, os preços de computadores devem cair ainda mais, e não só por causa do dolar razoavelmente sob controle. É que os preços de monitores de cristal líquido (LCD) e memórias flash deram mais uma despencada no exterior, e os efeitos logo serão sentidos por aqui.
Boa escolha!
>Transparência Tecnológica
>No dia 12 de setembro de 2007, o Senado Federal, com 100% de presença -e em seção secreta- resolveu absolver o presidente da casa, Renan Calheiros, das acusações do primeiro processo em que o Conselho de Ética, por ampla maioria (11×4) havia recomendado sua cassação. As visões políticas, estratégicas, morais e éticas são muitas. Aqui vou falar da tecnologia, e como as coisas podem – e devem- melhorar.
A sessão do Senado foi fechada, secreta, sem som, sem gravadores, sem laptops e durou 5 horas e pico. Era para só saber quantos votaram a favor, quantos contra e quantos se abstiveram. Só.
Mas, graças à telefonia digital, a mídia e muita gente mais acompanhou a sessão, os discursos e até atitudes de alguns parlamentares. Não foram poucos os celulares de senadores e deputados -esses meros espectadores- que ficaram abertos para que o mundo exterior pudesse sentir o que ocorria naquela sessão.
O fato é que -por mais que se queira- não é possível mais ter sigilo total. Os celulares, as minicâmeras, as ligações wi-fi, tudo isso permite que o mais comum dos cidadãos possa romper barreiras impostas por regras que só valem no papel.
Ou seja, sessões secretas no Congresso já eram, de fato. Porque os senadores não admitem isso e limpam essa regra ultrapassada e inaplicável?
No outro lado do espectro -mas igualmente aterrorizante- vemos os chefes do crime organizado e do tráfico de drogas comandando impunemente suas atividades de dentro de presídios, que teoricamente deveriam ser blindados ao uso de celulares.
Como nunca é tarde para reforçar um argumento básico, lá vai de novo: a tecnologia é neutra, seu uso é que determina se ela é bem ou mal usada.
No caso dos presídios, o uso é condenável, a proibição deveria ser para valer, mas…
No caso do Senado e sua sessão secreta, quem abriu seu celular para vazar informações estava protegido pela imunidade parlamentar, e, de outro lado, a imprensa munida de seu dever de informar. Mas o regimento do Senado determina que as sessões que votam cassações de mandato sejam secretas.
A pergunta que fica: adianta ser secreta?
Transparência Tecnológica
No dia 12 de setembro de 2007, o Senado Federal, com 100% de presença -e em seção secreta- resolveu absolver o presidente da casa, Renan Calheiros, das acusações do primeiro processo em que o Conselho de Ética, por ampla maioria (11×4) havia recomendado sua cassação. As visões políticas, estratégicas, morais e éticas são muitas. Aqui vou falar da tecnologia, e como as coisas podem – e devem- melhorar.
A sessão do Senado foi fechada, secreta, sem som, sem gravadores, sem laptops e durou 5 horas e pico. Era para só saber quantos votaram a favor, quantos contra e quantos se abstiveram. Só.
Mas, graças à telefonia digital, a mídia e muita gente mais acompanhou a sessão, os discursos e até atitudes de alguns parlamentares. Não foram poucos os celulares de senadores e deputados -esses meros espectadores- que ficaram abertos para que o mundo exterior pudesse sentir o que ocorria naquela sessão.
O fato é que -por mais que se queira- não é possível mais ter sigilo total. Os celulares, as minicâmeras, as ligações wi-fi, tudo isso permite que o mais comum dos cidadãos possa romper barreiras impostas por regras que só valem no papel.
Ou seja, sessões secretas no Congresso já eram, de fato. Porque os senadores não admitem isso e limpam essa regra ultrapassada e inaplicável?
No outro lado do espectro -mas igualmente aterrorizante- vemos os chefes do crime organizado e do tráfico de drogas comandando impunemente suas atividades de dentro de presídios, que teoricamente deveriam ser blindados ao uso de celulares.
Como nunca é tarde para reforçar um argumento básico, lá vai de novo: a tecnologia é neutra, seu uso é que determina se ela é bem ou mal usada.
No caso dos presídios, o uso é condenável, a proibição deveria ser para valer, mas…
No caso do Senado e sua sessão secreta, quem abriu seu celular para vazar informações estava protegido pela imunidade parlamentar, e, de outro lado, a imprensa munida de seu dever de informar. Mas o regimento do Senado determina que as sessões que votam cassações de mandato sejam secretas.
A pergunta que fica: adianta ser secreta?
>Bloqueio de Gravação na TV Digital: Esqueceram de Combinar com o Adversário…
>No último dia 27, a FolhaOnline publica matéria da jornalista Lorenna Rodrigues, que mostra a polêmica aberta no Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, sobre um potencial bloqueio a gravações de conteúdo de programas veiculados no novo formato.
De um lado, a ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, aliás brilhantemente presidida pelo jovem empresário paranaense Daniel Slaviero, argumenta que se não houver restrição a gravações, eventos mundiais, como a Copa do Mundo e Olimpíadas, e os filmes de grandes estúdios não seriam comercializados no Brasil.
De outro lado, entidades como o IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor alegam que a lei permite a gravação para uso privado.
O Comitê governamental que decide os rumos da TV Digital tem carater deliberativo e é formado por 11 ministros do governo Lula, nem todos especialistas no assunto, por qualquer ângulo que se avalie o tema, mas, de qualquer modo, é de lá que as regras serão definidas. Assim, é natural que haja um jogo forte de pressões entre todos os interessados.
Avaliando o que existe em outros países, onde a TV Digital já é uma realidade, notamos que um componente muito popular é exatamente o gravador digital de conteúdo, muitas vezes parte até do decodificador de TV por assinatura, ou então uma caixinha separada, como o badalado TiVo, que não só grava o que interessa ao usuário, como também pula automaticamente os comerciais.
Em alguns países mais dirigistas, onde o governo tem poderes de ditar quase todas as normas de conduta ao cidadão, agumas restrições efetivamente existem, só para popularizar ainda mais serviços alternativos na internet, como o YouTube e o Joost.
É claro que não estou advogando a perda de renda dos autores, produtores e geradores de conteúdo, que, em essência, é o centro da grande polêmica. Não podemos desestimular a disseminação de arte, cultura e ciência pelo simples fato de que a tecnologia digital e a internet abrem novas e imensas possibilidades de acesso a esse mesmo conteúdo, por parte de consumidores. Os consumidores, claro, preferem nada pagar, se isso for possível.
A história recente da tecnologia dos bits mostra que a lei sempre está atrasada em relação à tecnologia. Nem mesmo o badalado iPhone, da Apple, saudado como a nova revolução na comunicação pessoal e louvado por Steve Jobs como protegido por mais de 200 patentes, escapou de hackers, crackers e afins. Hoje, programas que desbloqueiam o iPhone já estão disponíveis para download na internet, para qualquer mortal minimamente acostumado com a internet, poder liberar o iPhone das amarras contartuais.
Se voltarmos a um passado mais remoto, mas ainda recente, lembramos que o Brasil tentou proteger sua indústria de televisores criando um padrão único de emissão de sinais em cores, com o -ainda vigente- PAL-M, que para efeitos práticos, de nada serve, pois todos os DVDs vendidos ou pirateados no país usam o padrão NTSC americano, e os televisores já são multi-formato.
Igualmente no caso dos DVDs, a indústria de filmes, puxada por Hollywood, resolveu dividir o planeta em 4 setores, e os produtores de aparelhos de DVD só deveriam produzir e vender equipamentos aptos a tocar apenas DVDs específicos para os países de sua região (o Brasil ainda está na Região 4). Não demorou muito que os DVD players vendidos nas lojas brasileiras saiam já com uma gambiarra que permitia aceitar no mínimo a Região 4 e a Região 1 (Estads Unidos), e, logo em seguida, muitos estúdios “criaram” a “Região 0”, que estava fora do tratado original e simplesmente era composta de todos os países do planeta, ou uma soma das regiões 1, 2, 3 e 4.
No caso da TV Digital brasileira, qualquer decisão tomada vai provocar polêmicas. Conhecida a nossa tradição dirigista, é razoável supor que algum tipo de restrição a gravações vá ser criada. Uma boa diversão seria criar um “bolão” -que poderia até mesmo ser uma loteria oficial- que daria o prêmio principal a quem acertasse o prazo em que esses limites seriam válidos, pois alguém vai quebrá-los, num primeiro momento vão acontecer prisões ou multas, mas, no final das contas, todos vão ter que se adaptar ao Admirável Novo Mundo Digital, onde quem manda são os consumidores.
E aí, como quem cria, produz e distribui conteúdo vai ganhar dinheiro? A resposta está aparecendo nas novas formas de comercialização de conteúdo. Perguntem, por exemplo, à Sony, que decidiu abandonar sua marca tradicional de gravadora para embarcar num novo modelo já com cara de internet.
Reza a história que Mané Garrincha, sábio das chuteiras, mas pouco letrado, ouvia a preleção do gordo Vicente Feola, técnico da seleção campeã do mundo em 1958, sobre a tática do time brasileiro em uma importante partida, onde os papéis de cada jogador eram definidos. Um dado momento, ele levantou o dedo e perguntou: “Mas isso já foi combinado com o adversário?”
Talvez o que falte, nesse encaminhamento da discussão ao Comitê de Desenvolvimento da TV Digital seja praticar a linha de raciocínio do Mané Garrincha: sentar todos os envolvidos e combinar o resultado. Sabendo, de antemão, que nessa guerra, a vitória já é dos consumidores.