Autor Arquivo: Guy Manuel

Google: uma história bem escrita e mal traduzida

Há algumas semanas, comprei numa livraria do aeroporto de Brasília um livro tentador: “Google, a história do negócio de mídia e tecnologia de maior sucesso de nossos tempos”, escrito pelos jornalistas americanos David Vise e Mark Malseed, aqui no Brasil publicado pela Editora Rocco, com tradução de Gabriela Fróes.

O enredo é fascinante, pois conta a trajetória de Larry Page, o americano, e Sergey Brin, o russo, que se encontraram no doutorado em Stanford e tiveram a idéia de fazer o Google.

É um importante registro da grande transformação de referências na tecnologia da virada do século, pois o Google acaba de completar 9 anos de vida empresarial e já é uma das empresas com maior valor de mercado em bolsa, maior lucratividade, maior capacidade de inovação e, sem dúvida, a empresa que está transformando a própria internet, como a utilizamos e como a valoramos.

É uma importante lição de empreendedorismo e de visão de oportunidade, contrariando as regras vigentes até então, seja no Vale do Silício, seja em Wall Street.

Um problema com essa edição brasileira é que ela chega com 2 anos de atraso, falando do Google e seus principais atores sem contar a parte pós lançamento em bolsa de valores. Mesmo assim, o conteúdo é interessante.

Já a tradução… é lamentável, parece ter sido feita automaticamente pelo algoritmo de tradução do Google, do Yahoo ou do AltaVista, que produzem apenas pálidas idéias do texto original e às vezes divertidas ou constrangedoras gafes.

Não é fácil traduzir um livro como esse, escrito em inglês bem coloquial, com jargões técnicos e financeiros, e condições culturais tipicamente americanos. Mas já vi muita coisa semelhante ser feita com competência de razoável para ótima.

Essa aqui em pauta, nem merece a qualificação de péssima. Às vezes não dá para entender o que a tradutora enjambrou, outrsa ficam claras as traduções literais, que remetem, a quem conhece inglês, ao texto original, mas que no português fica sem sentido.

Lembra, para efeito de comparação, a série dublada dos tiras americanos no “Casseta & Planeta”, a impagável dupla Fucker & Sucker, com suas trapalhadas e tudo.

Pena que não seja a idéia original dos autores nem a proposta do Google. Seus leitores perdem muito tempo inútil, sem contar com aqueles que gastaram seus 50 reais para comprá-lo.

O melhor que a Rocco faria seria fazer um recall dessa tradução, reembolsar os compradores e pedir desculpas em público. Esse livro, na sua versão em português, tampouco faz juz à tradição da Rocco.

Lamentável.

>Mais um acidente aéreo: Acidente?

>Terça-Feira, 17 de julho de 2007. Um avião da TAM sai da pista de Congonhas e se espatifa contra um prédio da própria TAM e um posto de gasolina, do outro lado da Avenida Washington Luiz. Total de mortos próximo de 200.

Mais uma tragédia, mais um acidente? Tragédia, sim, acidente, pouco provável. A omissão dos teoricamente responsáveis -empresas aéreas, controladores de vôo, Infraero, Anac, Comando da Aeronáutica, Ministério da Defesa- já mostra que, no Brasil, é melhor varrer detritos para baixo do tapete, como aconteceu com a colisão do Boeing da Gol com um Legacy recém comprado por uma empresa americana, em outubro passado.

Duas tragédias, quase 400 vidas ceifadas.

Nesse meio de tempo, queda de braço entre os vários atores, cada um jogando a culpa nos outros, e os passageiros, desorientados, desesparados, começam a achar normal um vôo que atrasa “só” uma hora e, após esse da TAM, vão achar bom simplesmente poder chegar com vida.

A Wikipedia, poderosa enciclopédia virtual e comunitária da internet assim define, nesta data, a palavra “acidente”:

Acidente

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um acidente é um evento indesejável e inesperado que causa danos pessoais, materias (danos ao patrimônio), danos financeiros e que ocorre de modo não intencional. Exemplos físicos incluem colisões e quedas indesejadas, lesões por tocar em algo afiado, quente, elétrico ou ingerir veneno. Exemplos não-físicos são revelar um segredo não intencionalmente, esquecer um compromisso, etc.

====

Por óbvio, o ocorrido com o vôo da TAM (e o da Gol) não foi “inesperado”… Talvez não tenha sido nem “não intencional”.

Dado o desconto que controladores, autoridades, pilotos, diretores de empresas aéreas não têm a intenção de matar ninguém, fica no ar essa interminável discussão sobre de quem é a culpa, e os culpados não aparecem. Mas que o pior poderia ter acontecido -e aconteceu- isso já era sabido.

Pior: Não se tomam providências para termos a quantidade de controladores adequada, os equipamentos que não falhem, os aeroportos devidamente estruturados e com pistas decentes e as aeronaves programadas para poderem voar com tripulações descansadas, que não sejam submetidas a situações permanentes de stress.

Se atualizarmos as estatísticas, o Brasil deve estar lá no “topo inferior” da segurança de vôo, parafaseando o inesquecível Bussunda.

Agora, dentro da linha do nosso blog, de “Pensar Estratégico”: com as ações e inações atuais, o que acontecerá se o tráfego aéreo continuar a crescer às taxas atuais? E se o governo criar um bem-sucedido PAC Aéreo, um plano que acelere ainda mais o crescimento do tráfego de aviões no Brasil? Mais tragédias, mais problemas em aeroportos, mais desculpas.

Quando ouço que oq ue acontece é por causa de nosso crescimento, e que nossas aerovias estão congestionadas, fico pensando: será que as pessoas responsáveis pela aviação civil no Brasil sabem realmente o que se passa? Ou o tráfego aéreo na Amazônia, onde houve a colisão do Boeing da Gol com o Legacy é mais denso do que os corredores Londres-Paris ou Nova Iporque-Chicago? Ou que a quantidade de passageiros no Brasil já teria superado o da franja asiática ou da Comunidade Europeía?

Mais do que tudo, me preocupa, ao ouvir as pessoas que deveriam zelar pela segurança e qualidade do tráfego aéreo, é a sensação que tenho de que as coisas só tendem a piorar.

Tomara que eu esteja errado. Ou que eles acordem de seu berço esplêndido.

>Além do Apagão aéreo, Apagão Tecnológico!

>Ninguém ainda sabe quem é o mordomo do Apagão Aéreo, ou melhor, o culpado. No post de hoje, vou falar de um pequeno deslize no atendimento ao cliente por conta da GOL.

Quem lê meu blog, pode ter visto meus elogios ao browser Mozilla Firefox, que hoje comanda algo como 1/3 de todas as navegações pela internet. Claro que o tradicional Internet Explorer, da Microsoft, ainda é dominante, por uma boa margem, sobrando umas rebarbas para os demais, incluindo o badalado Opera, o preferido pelos nerds, e o Safari, da Apple.

Dito isso, podemos afirmar que, juntos, o IE e o Firefox têm quase que a totalidade das navegações pela internet, logo os principais sites de comércio eletrônico deveriam funcionar com os dois navegadores. Certo? Errado!

Aqui no Brasil, quem viaja (ou tenta viajar) de avião, também tem como opção principal uma das duas maiores empresas aéreas brasileiras, a GOL e a TAM. Se contarmos a VARIG, comprada pela GOL, temos mais de 90% dos vôos domésticos operados por esse quase duopólio.

Então, juntando a maioria dos internautas com a maioria dos voadores de avião, uma afirmação lógica seria que você pode comprar suas passagens e fazer seu check-in pela internet usando ao menos o IE ou o Firefox. Ou, em último caso, o site deveria ter um aviso explícito que ele é “compatível com IE 5.0 ou superior” ou algo assim.

Pois bem, se você comprou uma passagem na GOL pela internet, e tentou mudar o itinerário ou fazer check-in pela mesma via, é bom ter o IE instalado, ou você vai perder um monte de tempo à frente de seu computador. Pior, se você tentar o chat on-line com os atendentes, eles não vão saber te dar a resposta adequada.

Fim da picada? Não necessariamente. Mas é um fio da meada para tentar demonstrar que, nessa confusão toda que vivem os sofridos passageiros brasileiros, algumas pequenas atitudes podem ser tomadas pelas empresas aéreas para minorar seu sofrimento. Facilitar o check-in pela internet é uma delas.

Com a palavra a GOL Transportes Aéreos.

Além do Apagão aéreo, Apagão Tecnológico!

Ninguém ainda sabe quem é o mordomo do Apagão Aéreo, ou melhor, o culpado. No post de hoje, vou falar de um pequeno deslize no atendimento ao cliente por conta da GOL.

Quem lê meu blog, pode ter visto meus elogios ao browser Mozilla Firefox, que hoje comanda algo como 1/3 de todas as navegações pela internet. Claro que o tradicional Internet Explorer, da Microsoft, ainda é dominante, por uma boa margem, sobrando umas rebarbas para os demais, incluindo o badalado Opera, o preferido pelos nerds, e o Safari, da Apple.

Dito isso, podemos afirmar que, juntos, o IE e o Firefox têm quase que a totalidade das navegações pela internet, logo os principais sites de comércio eletrônico deveriam funcionar com os dois navegadores. Certo? Errado!

Aqui no Brasil, quem viaja (ou tenta viajar) de avião, também tem como opção principal uma das duas maiores empresas aéreas brasileiras, a GOL e a TAM. Se contarmos a VARIG, comprada pela GOL, temos mais de 90% dos vôos domésticos operados por esse quase duopólio.

Então, juntando a maioria dos internautas com a maioria dos voadores de avião, uma afirmação lógica seria que você pode comprar suas passagens e fazer seu check-in pela internet usando ao menos o IE ou o Firefox. Ou, em último caso, o site deveria ter um aviso explícito que ele é “compatível com IE 5.0 ou superior” ou algo assim.

Pois bem, se você comprou uma passagem na GOL pela internet, e tentou mudar o itinerário ou fazer check-in pela mesma via, é bom ter o IE instalado, ou você vai perder um monte de tempo à frente de seu computador. Pior, se você tentar o chat on-line com os atendentes, eles não vão saber te dar a resposta adequada.

Fim da picada? Não necessariamente. Mas é um fio da meada para tentar demonstrar que, nessa confusão toda que vivem os sofridos passageiros brasileiros, algumas pequenas atitudes podem ser tomadas pelas empresas aéreas para minorar seu sofrimento. Facilitar o check-in pela internet é uma delas.

Com a palavra a GOL Transportes Aéreos.

>Chegou o iPhone!

>Chegou o iPhone… Lá nos Estados Unidos, hoje. Vendo as imagens da internet e da TV, as filas até pareciam as daqui, quando tem um grande show, ou do pessoal esperando atendimento do INSS na madrugada…

No dia 16 de janeiro, eu falava da magnífica apresentação do Steve Jobs, no Apple World, quando ele anunciou o iPhone e dizia que em junho estaria no mercado.

Pois é, ele está no mercado… americano. Quem quiser ter uma degustação, é só ir no site da Apple, em inglês, e passear pelas funcionalidades dessa nova maravilha da tecnologia.

O iPhone, por enquanto, pode ser comprado nas lojas da Apple, pela internet ou via AT&T Cingular, que tem a exclusividade de venda e habilitação. Um plano é de US$ 400 mais um contrato de 2 anos. Tem outro de US$ 600, mas tudo lá nos States. Há previsão de que o iPhone chegue ao Japão e a países da Europa no início de 2008.

A Apple imagina vender 10 milhões de iPhones em 2008. Pode ser, mas, com a limitação de operadoras e a tecnologia proprietária radicalmente diferente, para chegar a esse número é preciso haver o convencimento de uma substancial parcela de compradores que estejam dispostos a pagar uma quantia razoável de dinheiro para ter seu iPhone.

Possível? Claro! É só repetir o script do iPod. E esperar que a concorrência não reaja com produtos à altura.

Que o iPhone é uma ruptura com relação a tudo que já vimos em termos de telefone celular, não há dúvidas. Que é muito mais do que um telefone, idem. Que o Steve Jobs tem o condão mágico da inovação, as provas abundam. Mas existem fracassos também.

O fato é que a Apple joga todas as suas fichas no tal aparelhinho. Dará certo? Ninguém pode prever com certeza.

Eu, particularmente, daqui do Brasil, sem perspectiva de ter um iPhone num futuro próximo, torço que sim. É um conceito novo na área de comunicação pessoal e entretenimento que deve facilitar a vida de seus usuários. E tomara que chegue nossa vez, o mais rápido possível…

Chegou o iPhone!

Chegou o iPhone… Lá nos Estados Unidos, hoje. Vendo as imagens da internet e da TV, as filas até pareciam as daqui, quando tem um grande show, ou do pessoal esperando atendimento do INSS na madrugada…

No dia 16 de janeiro, eu falava da magnífica apresentação do Steve Jobs, no Apple World, quando ele anunciou o iPhone e dizia que em junho estaria no mercado.

Pois é, ele está no mercado… americano. Quem quiser ter uma degustação, é só ir no site da Apple, em inglês, e passear pelas funcionalidades dessa nova maravilha da tecnologia.

O iPhone, por enquanto, pode ser comprado nas lojas da Apple, pela internet ou via AT&T Cingular, que tem a exclusividade de venda e habilitação. Um plano é de US$ 400 mais um contrato de 2 anos. Tem outro de US$ 600, mas tudo lá nos States. Há previsão de que o iPhone chegue ao Japão e a países da Europa no início de 2008.

A Apple imagina vender 10 milhões de iPhones em 2008. Pode ser, mas, com a limitação de operadoras e a tecnologia proprietária radicalmente diferente, para chegar a esse número é preciso haver o convencimento de uma substancial parcela de compradores que estejam dispostos a pagar uma quantia razoável de dinheiro para ter seu iPhone.

Possível? Claro! É só repetir o script do iPod. E esperar que a concorrência não reaja com produtos à altura.

Que o iPhone é uma ruptura com relação a tudo que já vimos em termos de telefone celular, não há dúvidas. Que é muito mais do que um telefone, idem. Que o Steve Jobs tem o condão mágico da inovação, as provas abundam. Mas existem fracassos também.

O fato é que a Apple joga todas as suas fichas no tal aparelhinho. Dará certo? Ninguém pode prever com certeza.

Eu, particularmente, daqui do Brasil, sem perspectiva de ter um iPhone num futuro próximo, torço que sim. É um conceito novo na área de comunicação pessoal e entretenimento que deve facilitar a vida de seus usuários. E tomara que chegue nossa vez, o mais rápido possível…

>O Risco de Pensar Estratégico

>Pensar em grandes estratégias, especialmente no mundo da tecnologia, tem seus riscos. E tem suas graças, também. Aqui reproduzimos frases famosas de líderes empresariais de peso que se mostraram totalmente furadas. É para ler, refletir, respirar fundo antes de surgir uma nova visão estratégica.

1- “Creio que exista um mercado mundial para algo como cinco computadores” – Thomas J. Watson, Chairman da IBM, 1943

2- “Não consigo pensar em qualquer razão para que um indivíduo possa querer ter um computador em casa” – Ken Olsen, Fundador e Presidente da Digital Equipment, 1971

3- “O Concorde chega para decretar o fim da aviação comercial como a conhecemos” – Marvin McFarlane, analista da indústria da aviação comercial, na Feira de Farnborough, 1976

4- Bill Gates, fundador da Microsoft, em seu livro “The Road Ahead”, de 1995, não antevia a internet como a grande “Estrada à Frente”

5- Em 1999, a Motorola e um consórcio de empresas lançavam ao espaço 66 satélites de órbita baixa para oferecer um serviço de telefonia sem fio com cobertura global, o Iridium, que não chegou a atingir 1% do total de usuários esperados

6- 2007, Millôr Fernandes, em VEJA:

*Olho meu relógio de pulso, última palavra da tecnologia.
Mas é feito com quartzo – um cristal triámico, com 60 milhões de anos.

>A Rede é o Computador.. Finalmente!

>Há mais de uma década, John Gage pronunciou a famosa frase e a SUN vem dizendo que “The Network is the Computer.” Essa talvez tenha sido a frase de maior visão estratégica, mas, ao mesmo tempo, custou à SUN uma posição que poderia hoje representar a liderança de mercado. Mas a SUN queria que a rede e a tecnologia fossem de sua concepção. A internet manteve a visão, mas não a sua materialização, de forma diferente.

Na data de postagem desta matéria (28/06/2007),
FRANCISCO MADUREIRA, Editor do UOL Tecnologia, publica interessante entrevista com Asa Dotzler, fundador da Mozilla, que prevê que a versão 4 do navegador Firefox vai apostar na centralização de recursos de redes sociais e na aproximação de pessoas.

A entrevista vale a pena ser conferida na íntegra. Mas vale a pena reproduzir aqui sua visão do browser, que mostra que, finalmente, a rede é o que conta:

Liana Ha

Asa Dotzler (à dir.), co-fundador da Mozilla
CONFIRA A ENTREVISTA EM VÍDEO
“INTERNET DEVE SER COMO ÁGUA”

O guru da Mozilla faz uma previsão ainda mais drástica: o futuro será a Web, e não o computador. “O navegador será praticamente um sistema operacional em segundo plano, carregado de programas como processador de texto, planilhas, apresentações, e-mails e mensagens instantâneas, todos acessados pela Internet.”

Quem está no ramo de TI já não pode duvidar que a rede é o computador, ou, talvez até o inverso, que o computador é a rede.

Tanto faz… o fato é que, provavelmente, o Windows Vista representa a última geração de um sistema operacional pesado que faz tudo em um computador pessoal, onde a internet é apenas um conduto entre o seu e os demais computadores do mundo.

Chegamos ao futuro.


>Pirataria, Spyware, Hoaxes e Afins

>No último dia 25/06/2007, o site Cocadaboa postou uma notícia que, para os desavisados, soava como uma ameaça real. Segue a matéria:

============
Brasileiro é multado ao entrar nos EUA com MP3 ilegais

A nova resolução de combate à pirataria no departamento alfandegário americano já fez a sua primeira vítima brasileira. O advogado Evandro Correia foi multado em 3 mil dólares por tentar entrar nos Estados Unidos com arquivos de música copiados ilegalmente.

Evandro levava em sua mala 5 CDs com arquivos MP3 baixados em redes de compartilhamento como o Kazaa, Soulseek e Emule. Mesmo tentando alegar que as músicas seriam para uso pessoal, o advogado não conseguiu comprovar que havia pago os direitos autorais para cada faixa gravada em seus CDs. Esta fiscalização alfandegária faz parte do novo esforço da RIAA
(associação das gravadoras americanas) para combater violações de direitos autorais que
estejam ocorrendo fora do território americano. “Nos Estados Unidos, contamos com o Digital Millennium Copyright Act’s (DMCA), que nos possibilita processar qualquer pessoa que tenha feito download ou que possua arquivos de música pirata em seus computadores. Infelizmente os acordos anti-pirataria internacionais não vêm sendo respeitados e ainda não conseguimos processar indivíduos em outros países”, declarou Mitch Bainwol, CEO da RIAA. “Mas ao fiscalizar a entrada de estrangeiros nos EUA impedindo o ingresso de arquivos ilegais, mandamos uma mensagem contundente para a comunidade internacional”, conclui.

A restrição vale para qualquer obra áudio-visual que não tenha sido adquirida por vias legais. Os fiscais alfandegários realizam buscas em CDs, cartões de memória, dispositivos de áudio portáteis (MP3 players) e notebooks que estejam ingressando em território americano. Munidos de um software especial, eles podem realizar uma varredura automática e identificar qualquer arquivo suspeito em poucos minutos sem comprometer a privacidade dos dados do viajante.

A multa padrão estipulada pelo DMCA é de 100 vezes o valor de cada arquivo ilegal identificado, o que em alguns casos pode chegar a centenas de milhares de dólares. Mas para evitar um processo demorado, na maioria dos casos a RIAA oferece um acordo extrajudicial e dá a opção da multa de 3 mil dólares para não prestar a queixa. “Achei melhor optar por esta opção, pois o prejuízo financeiro poderia ser bem maior. E responder a um processo dificultaria minhas futuras requisições de visto para os EUA”, disse Evandro”
========

A nota me foi repassado por uma fonte confiável, séria, sem fazer menção ao Cocadaboa. O nome do CEO da entidade das gravadoras, a RIAA estava correto, assim como alguns detalhes de medidas anti-pirataria que as autoridades alfandegárias americanas estão começando a adotar ou pensando no assunto.

Aí, uma busca pelo Google com o título da matéria remete a 8 citações, todas ligadas ao Cocadaboa que, ao final de sua página principal, dizem “Atenção: Nosso conteúdo é 100% humorístico e/ou mentiroso. Quer nos processar? Boa sorte, estamos hospedados na Eslovênia.”

Isso chama-se no linguajar da rede mundial de “hoax”, que, por sua, vez, tem um verbete na Wikipedia, a grande e útil enciclopédia virtual da internet, definido como ‘“embuste” numa tradução literal) a histórias falsas recebidas por e-mail, cujo conteúdo, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso, supostas campanhas filantrópicas, humanitárias ou de socorro pessoal ou, ainda, falsos virus que ameaçam destruir, contaminar ou formatar o disco rígido do computador‘.

Mas… e se fosse verdade? Ou, colocado em outra forma: Pode ser verdade algum dia? O fato é que a guerra entre as distribuidoras tradicionais de conteúdo protegido por direito autoral, aí incluidos livros, música, vídeos, filmes, e afins e os consumidores, agora poderosamente armados com esse fenômeno chamado internet está esquentando, e bem longe de acabar.

Discutindo o tema com a nossa âncora, Maria Rafart, ela escreveu: “essa questão da pirataria… Hoje (25/07), por exemplo, um artigo da Folha, na 1a. página da Ilustrada, fala sobre o retorno do Police… Voltaram porque não se vendem mais discos, e precisam fazer shows para sobreviver…“.

Um grupo como o Police está catando trocos em shows por não poder viver de direitos autorais, ou a concorrência está grande a ponto de a galera fiel não se lembrar mais deles?

De outro lado, na era da internet, a indústria do entretenimento nunca faturou tanto, e, neste ano da Graça de 2007, pela primeira vez, a venda de músicas pela internet vai gerar mais receita do que pelas mídias convencionais, CD à frente.

Chamam o download via sites como o kazza, e-Mule e similares de pirataria e, em princípio, todos os participantes dessas redes ponto-a-ponto , seja quem disponibiliza conteúdo, seja quem baixa para si ou para terceiros, na maioria dos países -Brasil incluído- está tecnicamente quebrando leis locais e internacionais, logo sujeitos a um dia ter um problema judicial.

Além disso, sabemos de casos complicados de incautos internautas que estão passeando por sites interessantes e que acabam copiando um arquivo que chamaram a atenção ou foram recomendados e… lá vem virus ou spyware ou similares.

Ontem, 26/07, a polícia desbaratou uma quadrilha que capturava senhas e dados pessoais de internautas e fazia saques em contas bancárias, sempre em valores pequenos, para não dar bandeira. Mas num período não muito grande, acumularam cerca de R$ 200 milhões, segundo estimativas iniciais.

E daí?

Isso é um tema para muitas discussões, não só de um post em um despretensioso blog. Mas algumas reflexões podem ficar:

  1. É preciso cuidar dos acessos que fazemos na internet
  2. É fundamental estarmos com os computadores protegidos por anti-virus, anti-spyware, anti-adware (anúncios), enfim, contra tudo que é malware, ou malvadezas da internet
  3. Devemos cuidar em não propagar hoaxes, como fez esse meu amigo, inadvertidamente. Isso é fonte de dor de cabeça e até de problemas mais sérios
  4. As leis vão ter que mudar… Elas estão obsoletas e, além de não protegerem o autor, inibem a disseminação da arte e do conhecimento. Mas esbarram em interesses fortíssimos do establishment e de legisladores que não entendem o fenômeno da internet. Será que mudam a tempo?
  5. A internet elimina muitas camadas de intermediação. As distribuidoras são um desses canais, hoje ainda muito forte, mas que já não têm a mesma importância logística e econômica

Que mais? Vamos pensar, gente, pois aqui está um tema central para as mudanças de paradigmas, de conceitos e de maneiras de se comunicar, de ganhar e de gastar dinheiro.

E se um dia essa notícia do Cocadaboa virar realidade, com algumas variações… Será???

Pirataria, Spyware, Hoaxes e Afins

No último dia 25/06/2007, o site Cocadaboa postou uma notícia que, para os desavisados, soava como uma ameaça real. Segue a matéria:

============
Brasileiro é multado ao entrar nos EUA com MP3 ilegais

A nova resolução de combate à pirataria no departamento alfandegário americano já fez a sua primeira vítima brasileira. O advogado Evandro Correia foi multado em 3 mil dólares por tentar entrar nos Estados Unidos com arquivos de música copiados ilegalmente.

Evandro levava em sua mala 5 CDs com arquivos MP3 baixados em redes de compartilhamento como o Kazaa, Soulseek e Emule. Mesmo tentando alegar que as músicas seriam para uso pessoal, o advogado não conseguiu comprovar que havia pago os direitos autorais para cada faixa gravada em seus CDs. Esta fiscalização alfandegária faz parte do novo esforço da RIAA
(associação das gravadoras americanas) para combater violações de direitos autorais que
estejam ocorrendo fora do território americano. “Nos Estados Unidos, contamos com o Digital Millennium Copyright Act’s (DMCA), que nos possibilita processar qualquer pessoa que tenha feito download ou que possua arquivos de música pirata em seus computadores. Infelizmente os acordos anti-pirataria internacionais não vêm sendo respeitados e ainda não conseguimos processar indivíduos em outros países”, declarou Mitch Bainwol, CEO da RIAA. “Mas ao fiscalizar a entrada de estrangeiros nos EUA impedindo o ingresso de arquivos ilegais, mandamos uma mensagem contundente para a comunidade internacional”, conclui.

A restrição vale para qualquer obra áudio-visual que não tenha sido adquirida por vias legais. Os fiscais alfandegários realizam buscas em CDs, cartões de memória, dispositivos de áudio portáteis (MP3 players) e notebooks que estejam ingressando em território americano. Munidos de um software especial, eles podem realizar uma varredura automática e identificar qualquer arquivo suspeito em poucos minutos sem comprometer a privacidade dos dados do viajante.

A multa padrão estipulada pelo DMCA é de 100 vezes o valor de cada arquivo ilegal identificado, o que em alguns casos pode chegar a centenas de milhares de dólares. Mas para evitar um processo demorado, na maioria dos casos a RIAA oferece um acordo extrajudicial e dá a opção da multa de 3 mil dólares para não prestar a queixa. “Achei melhor optar por esta opção, pois o prejuízo financeiro poderia ser bem maior. E responder a um processo dificultaria minhas futuras requisições de visto para os EUA”, disse Evandro”
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A nota me foi repassado por uma fonte confiável, séria, sem fazer menção ao Cocadaboa. O nome do CEO da entidade das gravadoras, a RIAA estava correto, assim como alguns detalhes de medidas anti-pirataria que as autoridades alfandegárias americanas estão começando a adotar ou pensando no assunto.

Aí, uma busca pelo Google com o título da matéria remete a 8 citações, todas ligadas ao Cocadaboa que, ao final de sua página principal, dizem “Atenção: Nosso conteúdo é 100% humorístico e/ou mentiroso. Quer nos processar? Boa sorte, estamos hospedados na Eslovênia.”

Isso chama-se no linguajar da rede mundial de “hoax”, que, por sua, vez, tem um verbete na Wikipedia, a grande e útil enciclopédia virtual da internet, definido como ‘“embuste” numa tradução literal) a histórias falsas recebidas por e-mail, cujo conteúdo, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso, supostas campanhas filantrópicas, humanitárias ou de socorro pessoal ou, ainda, falsos virus que ameaçam destruir, contaminar ou formatar o disco rígido do computador‘.

Mas… e se fosse verdade? Ou, colocado em outra forma: Pode ser verdade algum dia? O fato é que a guerra entre as distribuidoras tradicionais de conteúdo protegido por direito autoral, aí incluidos livros, música, vídeos, filmes, e afins e os consumidores, agora poderosamente armados com esse fenômeno chamado internet está esquentando, e bem longe de acabar.

Discutindo o tema com a nossa âncora, Maria Rafart, ela escreveu: “essa questão da pirataria… Hoje (25/07), por exemplo, um artigo da Folha, na 1a. página da Ilustrada, fala sobre o retorno do Police… Voltaram porque não se vendem mais discos, e precisam fazer shows para sobreviver…“.

Um grupo como o Police está catando trocos em shows por não poder viver de direitos autorais, ou a concorrência está grande a ponto de a galera fiel não se lembrar mais deles?

De outro lado, na era da internet, a indústria do entretenimento nunca faturou tanto, e, neste ano da Graça de 2007, pela primeira vez, a venda de músicas pela internet vai gerar mais receita do que pelas mídias convencionais, CD à frente.

Chamam o download via sites como o kazza, e-Mule e similares de pirataria e, em princípio, todos os participantes dessas redes ponto-a-ponto , seja quem disponibiliza conteúdo, seja quem baixa para si ou para terceiros, na maioria dos países -Brasil incluído- está tecnicamente quebrando leis locais e internacionais, logo sujeitos a um dia ter um problema judicial.

Além disso, sabemos de casos complicados de incautos internautas que estão passeando por sites interessantes e que acabam copiando um arquivo que chamaram a atenção ou foram recomendados e… lá vem virus ou spyware ou similares.

Ontem, 26/07, a polícia desbaratou uma quadrilha que capturava senhas e dados pessoais de internautas e fazia saques em contas bancárias, sempre em valores pequenos, para não dar bandeira. Mas num período não muito grande, acumularam cerca de R$ 200 milhões, segundo estimativas iniciais.

E daí?

Isso é um tema para muitas discussões, não só de um post em um despretensioso blog. Mas algumas reflexões podem ficar:

  1. É preciso cuidar dos acessos que fazemos na internet
  2. É fundamental estarmos com os computadores protegidos por anti-virus, anti-spyware, anti-adware (anúncios), enfim, contra tudo que é malware, ou malvadezas da internet
  3. Devemos cuidar em não propagar hoaxes, como fez esse meu amigo, inadvertidamente. Isso é fonte de dor de cabeça e até de problemas mais sérios
  4. As leis vão ter que mudar… Elas estão obsoletas e, além de não protegerem o autor, inibem a disseminação da arte e do conhecimento. Mas esbarram em interesses fortíssimos do establishment e de legisladores que não entendem o fenômeno da internet. Será que mudam a tempo?
  5. A internet elimina muitas camadas de intermediação. As distribuidoras são um desses canais, hoje ainda muito forte, mas que já não têm a mesma importância logística e econômica

Que mais? Vamos pensar, gente, pois aqui está um tema central para as mudanças de paradigmas, de conceitos e de maneiras de se comunicar, de ganhar e de gastar dinheiro.

E se um dia essa notícia do Cocadaboa virar realidade, com algumas variações… Será???