Novo tablet no mercado: o Surface da Microsoft; Julian Assange pede asilo no Equador
Ouça a entrevista deste blogueiro na CBN sobre o lançamento do Surface, o novo tablet da Microsoft, que pretende bater de frente com o iPad da Apple e o pedido de asilo do Julian Assange, do Wikileaks, ao Equador:
http://cbncuritiba.com.br/site/texto/noticia/Entrevista/7032
Hardware X Hardware X Hardware X Hardware
Enquanto escrevo este post, o Google revela na California seu novo tablet, o Nexus 7. Com o novo sistema operacional Android 4.1 Jelly Bean, promete criar forte concorrência tanto ao iPad quanto ao Kindle, da Amazon.
Com tela de 7″ de alta definição, vem com 8GB ($199) e 16GB ($249), e é muito bem projetado, vem com conexão HDMI, permite a expansão da capacidade de arquivamento através de um opcional e intercambiável cartão SD.
Semana passada, a Microsoft lançou o Surface, com tela um pouco maior que a do iPad, mas rodando o Office pleno e com um engenhoso teclado embutido na capa.
Tudo muito bom se a Apple não tivesse uma generosa dianteira em relação a todos os demais, e se tanto o Google quanto a Microsoft não tivessem embasado suas estartégias iniciais em parcerias com fabricantes de hardware. Agora, quem comprou algum tablet com Android ou Windows Phone vai se sentir micado, e com razão.
Os bastidores do Silicon Valley aventam, também, a hipótese do lançamento de um smartphone do Facebook, o que leva fatalmente ao passo seguinte: por quê não um Facebook Tablet?
E esses são os quatro gigantes do mundo digital desta segunda década do século 21: Apple, Facebook, Google e Microsoft. Não por acaso, a única que aposta forte em uma arquitetura quase que totalmente fechada é a Apple.
Configurado esse cenário, a batalha que definirá o fina da guerra pelo predomínio no mundo digital será travado no campo do hardware.
E aí, será que esses movimentos tectônicos são bons para nós?
Microsoft Surface: Afinal, acabou a era do Teclado e do Mouse?
Há alguns meses a Microsoft vem anunciando o lançamento da plataforma Microsoft Surface, que é uma mesa onde você interage com ela com seus dedos, com pincéis de verdade, com cartões de crédito, enfim, com dispositivos do mundo real que estamos acostumados. Uma tecnologia disruptiva, como pretende ser a do iPhone, da Apple. Em comum, ambos têm telas sensíveis ao toque e que são muito fáceis de operar.
Meu amigo e colega de ITA, Valéro Weber, me mandou um e-mail hoje sobre o tema. Eu já estava com ele engatilhado (o tema, não o Valério…), porque a maioria das matérias disponíveis (vídeos inclusive) estão em inglês. Mas mesmo quem não é fluente vai entender a idéia e vai achar muito boa.
É um dispositivo de mesa, com uma tela grande, sensível ao toque do de do e de outros dispositivos comuns, como um pincel ou outro que não seja de ponta aguda. Lá, além de edsenhar, escrever, você pode transferir arquivos de música da internet para seu iPod, por exemplo, simplesmente colocando o aparelho em cima da mesa e arrastando as músicas, com os dedos, de uma pasta local ou remota para o player. Você pode jogar xadrez em tabuleiros reais, com um jogador do outro lado do planeta, desde que el etenha o Microsoft Surface. Você pode pagar contas com cartões de crédito simplesmente colocando o cartão em cima da mesa e da conta eletrõnica, o valor vai debitado, com gorjeta e tudo. Claro que, antes disso, você terá feito o pedido de seus pratos, dos vinhos e dos acompanhamentos, tudo no cardápio que está sob a película transparente da mesa. Enfim, o leque de aplicativos é enorme, e vale a pena dar uma olhadinha, para quem ainda não conhece.
Isso aí é algo realmente muito novo e promissor, especialmente considerando que a Microsoft não fazia nada de substancialmente revolucionário desde o lançamento do Windows…
Se você for ao onipresente YouTube ou clicar direto aqui Tabletop Microsoft vão aparecer um monte de vídeos sobre essa tecnologia, batizada de Microsoft Surface. É realmente algo promissor, e algo parecido com certeza vai pegar. De um lado, maior poder de processamento, maior banda, a tecnologia touchscreen (que está popularizada no iPhone); de outro, a mesma resistência que há com os produtos da Apple: tecnologias fechadas, proprietárias.
Mas o caminho é esse, eliminar o mouse, o teclado e outras interfaces não naturais. Como disse o Steve Jobs no keynote de lançamento do iPhone que “let’s use the best pointing device ever… the human finger“, e, enquanto ele passeava na tela do iPhone, aparecia no telão aquela famosa imagem de Michelangelo de Deus e o homem… de arrepiar, e, para mim, o melhor show de marketing que jamais vi. Se você não viu, clique aí e veja…
Se tivermos sorte, vamos ter essas coisas por aqui em 2 ou 3 anos, seja como produtos Apple, Microsoft ou de tereceiros… Esse século 21 está prometendo! Ao mesmo tempo em que o Steve Jobs garante a maravilha do iPhone (que já tem bugs e furos para hackers, mas é um fenômeno), e que está totalmente protegido por 200 patentes, alguém já lançou essa funcionalidade, conforme reporta o Tom Keating. Ou seja, já é possível usar o iPhone para fazer chamadas no Skype, sem pagar nada ou pagando tarifas camaradas, e nem a Apple nem a AT&T podem fazer nada.
Voltando ao Microsoft Surface: é a ficção científica invadindo a realidade ou vice-versa? Eu não tenho a resposta…