Compras Coletivas: Onde andam elas?

Em 2010, o mercado  do e-commerce vivia a febre dos sites de compras coletivas, onde o internauta comprava cupons com descontos de produtos e serviços válidos em milhares de estabelecimentos. Chegamos a ter no Brasil mais de 1.000 empresas concorrendo pela preferência dos consumidores, e logo algumas delas viraram cases de sucesso locais ou vindos de fora. Peixe Urbano e Groupon, para ficar nos dois mais populares.

Em 2013, as compras coletivas seguem existindo e ocupando nichos de mercado, mas o boom previsto no início da década não se materializou. Centenas dessas empresas originais fecharam as portas (ou portais), as remanescentes enxugaram seus quadros de pessoal e algumas passaram a ter presença constante no topo do ranking das mais reclamadas no Procon, no segmento comércio eletrônico.

Mais uma marola, um modismo? Não necessariamente, mas o modelo brasileiro precisa ser aprimorado.

No início, tudo era festa, com o número de conectados via dispositivos móveis crescendo, normalmente com um poder de compra robustecido pela economia bombando.

Aí o encanto inicial deu lugar a decepções por conta de diferenças entre o ofertado e o entregue, ou até pela inexistência da empresa vendedora. Assim como a novidade ferveu positivamente nas redes sociais, as críticas das postagens derrubaram sua credibilidade. O comércio eletrônico, como um todo, seguiu crescendo a taxas de dois dígitos anuais, enquanto que os negócios via sites de compras coletivas passaram a andar de lado.

Fim da linha? Longe disso! O conceito de turbinar as vendas das empresas e ganhar em escala, com margens unitárias menores segue válida. Um restaurante com mesas vazias ou uma loja com produtos na prateleira e duplicatas a pagar podem ganhar dinheiro girando melhor suas ofertas. E essa lógica pode ser muito bem atendida através do modelo renovado de compras coletivas, apoiado pela tecnologia.

Com a breve chegada ao mercado de novas modalidades de pagamento através de dispositivos móveis, as compras coletivas devem ganhar novo impulso, especialmente junto à enorme classe média brasileira.

Existe, porém, uma etapa importante a ser vencida junto a essa sociedade conectada: tirar a desconfiança do cliente, ou melhor, da coletividade de clientes, que sabe usar das referências instantâneas que a tecnologia lhe oferece para fazer os melhores negócios.

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