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Urna Eletrônica 2010: a prova de fraudes?

Outro dia me lembrei da polêmica causada aqui neste blog por conta de postagens onde eu falava na volta ao passado, por conta dos lobbies de interesse na impressão do voto. Admito haver subestimado o poder de pressão que, ao cabo do processo, acabou enfiando goela abaixo as urnas com mecanismo de impressão.

Não vou requentar o debate em cima de um fato consumado, mas quero estranhar o silêncio dos candidatos contumazes que levantam lebres de conspiração contra eles (são sempre candidatos derrotados).

Agora, em plena campanha eleitoral, ninguém reclama. Só depois de as urnas estarem fechadas em 3 de outubro é que a turma da ZR (Zona do Rebaixamento) vai chiar que houve fraude.

O processo de votação eletrônica no Brasil segue sendo o mais seguro do mundo. Agora, com a impressão do voto, ficará também mais caro.

Eu só queria ver algum candidato eleito reclamar de fraude nas urnas… É que nem dirigente ou técnico de time de futebol reclamando do árbitro depois de uma derrota.

Voto Impresso: Volta ao Século XX

Está nas mãos do presidente Lula a versão final da chamada “mini-reforma eleitoral”, que de “reforma” não tem nada e só é “mini” porque não aborda os temas principais e, no que muda, na essência, remete ao passado e à falta de transparência.

Desabafo feito, vou comentar as duas vertentes, digamos assim, “tecnológicas” dessa mudança: as regras para a internet e o voto impresso.

As regras para o uso da internet, não terão eficácia e só gerarão polêmicas e demandas judiciais. Poucos candidatos se darão conta do potencial democrático da rede e das vantagens de bem utilizá-la para sensibilizar os eleitores, que depois poderão cobrar dos eleitos.

Mas o que passa desapercebido é a enésima tentativa de criar a impressão do voto confirmado na urna por amostragem de 2%, a parir de 2014, um verdadeiro absurdo.
Essa discussão só interessa a três tipos de pessoas: aos desinformados que fazem alarido por qualquer motivo, aos vendedores de impressoras, tinta e papel e aos derrotados, que, por não terem o voto impresso, podem achar desculpa, ou melhor, culpar a urna eletrônica e questionar a própria democracia.

Os programas das urnas são extremamente seguros. E eles são disponibilizados aos partidos políticos que podem auditá-los antes, para ver da possibilidade de furos ou fraudes. Essa versão debulhada a muitas mãos é então carregada nas 400 e tantas mil urnas que vão a todos os recantos do Brasil e lá se vota.

Fechada a eleição, qualquer dúvida pode ser dirimida simplesmente cotejando o programa da urna com o programa original, auditado e aprovado por todos os interessados.

Se não houve divergência, é claro que não houve erro.

E o voto impresso tem três defeitos insanáveis: (a) o custo é muito maior, (b) a possibilidade de quebra de um dispositivo eletromecânico é enorme e (c) escancara as portas para o voto de cabresto, uma vez que o eleitor pouco instruído pode ser induzido a fotografar seu finalizado e confirmado voto com o celular para comprovar um compromisso com cabos eleitorais a serviço de candidaturas espúrias.

Assim, espero que presidente Lula, que tem até o início do mês para sancionarr a tal lei, vete, no mínimo, essa parte da exigência do voto impresso, pois é um desserviço à democracia e ao bolso de nós, contribuintes.

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