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LinkedIn proibe divulgação de prostituição e serviços de acompanhantes

A popular e poderosa rede social de contatos profissionais LinkedIn proibiu seus usuários  de divulgar perfis e serviços de prostituição e acompanhantes. Através de uma pequena alteração unilateral em seu contrato com os titulares de suas contas, adicionaram o item B.8.i,  que informa ser proibido, mesmo que seja legal onde você está, criar perfis ou fornecer conteúdos que promovam serviços de acompanhantes ou prostituição.

Não vou defender nem atacar as regras do jogo do LinkedIn, até porque posso simplesmente abandoná-lo, se não concordar com elas ou elas me incomodarem.

Vou tentar apenas fazer releituras livres desse item dos termos de uso:  “OK, pode ser que no país onde você vive seja permitido, legal e regular a prostituição, mas na minha rede não tem disso não e eu proíbo, independente do que digam as suas leis“, ou ainda “meu contrato com você é superior às leis de seu país“.

O mundo digital é cheio desses tipos de conflitos, e você está no meio de muitos deles e talvez nem saiba. Quer saber? Então leia os “Termos de Uso” e as “Políticas de Privacidade” dos serviços que você usa na internet. Qualquer um.

Não é tarefa agradável ler esses longos conteúdos, mas costumo lembrar que eles são, no frigir dos ovos, contratos que você tem com esses provedores de serviço. E, mesmo que esses ramos proibidos não estejam no foco de suas prioridades, as regras estabelecidas pelos LinkedIn, Google, Twitter, Facebook da vida interferem diretamente na forma como seus dados pessoais são divulgados pela rede de forma viral, ou mesmo explorados com objetivos comerciais, sem que você tenha conscientemente autorizado.

Voltando à restrição específica do LinkedIn: quem garante que outras profissões, até menos polêmicas,  não serão banidas da rede na sequência? Houve alguma influência de grupos de interesse, de estratégia de marketing ou simplesmente de valores considerados essenciais pelos que decidem os rumos dessa rede social?

Pense nisso!

Cúmulo da Ironia: Entidade de Defesa do Consumidor "Ataca" o Consumidor

Recebi uma chamada do call center da Proteste, que se diz entidade de defesa do consumidor. Eles usaram meus dados obtidos em algum lugar para tentar me vender seu peixe. Como uma entidade que prega a defesa do consumidor pode comprar listas de nomes para vender seu peixe?

Já não bastasse a quantidade de chamadas que recebemos a partir de scripts que surgem nas telas dos(as) sofridos profissionais, que trabalham muito e ganham miséria, agora essa entidade de defesa resolve jogar no ataque.

Esses aspectos de proteção dos dados pessoais sempre estão no topo das prioridades quando se discutem, por exemplo, os Termos de Uso e Políticas de Privacidade de redes sociais ou portais de compras. Normalmente aceitamos esses termos sem lê-los, e é possível que essa entidade tenha agido dentro da lei, por ter obtido meus dados em um cadastro de alguma empresa onde eu “concordei”, sem ler, com a cessão dos mesmos a terceiros.


Como fazer para evitar aborrecimentos como esse, não só da Proteste e não só para mim?

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