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Quero Votar Pelo Celular!

Urna Celular

Tecnologia boa é aquela que nem nos lembramos que ela existe, que usamos de forma natural quando queremos ou precisamos e a incorporamos no nosso dia-a-dia. Ela só fica evidente quando deixa de funcionar ou funciona mal, mesmo que por um tempo reduzido, como, por exemplo, quando um aplicativo fica indisponível ou instável, por excesso de demanda ou, simplesmante, quando saimos de casa e esquecemos o celular.

Imposto de Renda, Carteira de Identidade, Carteira de Motorista, Título de Eleitor, Transações Bancárias, Pagamentos por catões de crédito ou débito, compras online, Uber, Delivery, Takeout, Zoom, Netflix, Receitas e Consultas Médicas, INSS, Plano de Saúde, aulas em todos os níveis e tipos de ensino, visitas virtuais, academia virtual, tudo isso podemos ter na palma de nossas mãos, ou, no máximo, para maior conforto, num notebook, num tablet ou numa SmartTV.

Parte disso vem por conta da evolução tecnológica e da novíssima geração que já nasceu sabendo que a tela sensível ao toque é parte dos seus acessórios indispensáveis. E, ainda por cima, surgiu um acelerador da mudança de hábitos que chegou a nós sem avisar: o coronavirus.

Aí vem a pergunta óbvia: Por quê não podemos votar pelo celular, direto para  a Justiça Eleitoral?

Do ponto de vista tecnológico, são poucas as etapas a ultrapassar. Uma questão fundamental é a garantia do sigilo do voto via aplicativo.

Mais sobre Voto Digital? Aguardem, vem novidade por aí.

 

 

TSE autoriza acesso a dados de eleições ao PSDB. Auditoria?

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral – TSE, liberou acesso aos dados das eleições de 2014 e aos programas da totalização dos votos, atendendo a pedido do PSDB.

É uma auditoria? É possível identificar se houve fraudes?

GuyVEJANesta terça, antes da decisão do TSE, dei uma entrevista a Joice Hasselmann, âncora da TVEJA, sobre a possibilidade de fraudes

Vale ressaltar: contrariando a maioria dos analistas políticos, que achavam que o TSE negaria o pedido, baseado no parecer de Rodrigo Janot, Procurador Geral da República.

Mas é, de fato, abertura para uma auditoria? O TSE diz que sim. Mas, na prática, fica impossível replicar todo o processo, inclusive sobre os protocolos de segurança adotados.

É uma evolução, sem dúvida! Porém, é bom resgatar um trecho da nota do TSE, que diz “a legislação eleitoral e as resoluções do TSE 23.397 e 23.399, ambas de 2013, que tratam, respectivamente, da cerimônia de assinatura digital e dos atos preparatórios das eleições, entre outras questões, já davam total acesso aos partidos políticos, coligações, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aos dados requisitados“.

Aí está a raiz do problema: A Justiça Eleitoral sempre procurou aprimorar o processo de votação, e, ao disponibilizar esses dados antes das eleições, aparentemente não desperta nem atenção nem prioridade dos partidos políticos, da entidades de classe e do eleitor em geral, com raras e pouco conhecidas exceções.

Ou seja, a decisão da Corte foi importantíssima para a democracia. Tomara que o PSDB indique um time de primeira para verificar o processo, e tomara que possíveis dúvidas possam ser esclarecidas para as devidas providências.

Sem ver esses resultados, a pergunta é: Existem brechas no sistema que possam permitir fraudes ou que levem a falhas? A resposta é afirmativa.

Assim como o sistema financeiro é vulnerável e pode atacar nossos bolsos, a super secreta agência de arapongagem NSA teve seus dados vulnerados. Não exsite sistema infalível, digital, analógico ou misto. A saída é buscar aprimorar o sistema de votação. Sempre.

E a democracia brasileira, ainda jovem, já pode dar um passo adiante para amadurecer. É preciso dirimir as dúvidas do pleito de 2014, mas é fundamental que a sociedade organizada e os partidos políticos comecem a trabalhar para aprimorar o sistema eleitoral para as eleições de 2016, 2018, 2020, 2022…

Para isso, basta pegar embalo no resultado das eleições recém terminadas. Afinal, metade dos eleitores votou de um jeito, metade, do outro. A diferença foi relativamente pequena, de 3,5 milhões de votos. Já pensou se fosse de meros 1.000 votos, como aconteceu nas eleições norte-americanas de 2000, quando George W. Bush acabou ganhando de Al Gore por essa diferença, justamente na Florida, por coincidência, governado por seu irmão, Jeb Bush?

E lá, o sistema de votação não era por urna eletrônica…

>Urnas Eletrônicas e Fraudes

>Sou um ardoroso defensor do modelo brasileiro de urnas eletrônicas e, por vezes, tenho o blog atacado por cassandras do caos que buscam chifres em cabeças nunca dantes corneadas.

Mas o tema de fraudes em urnas eletrônicas ressurge que nem surto de gripe e dengue, e, sintomaticamente isso ocorre após a apuração dos votos e sempre pela boca de candidatos derrotados ou de suas marionetes.

Pois bem, apenas para registro: hoje, 2/10/2010, essas vozes estão caladas, embora todo o processo de preparação das urnas tenha podido ser auditado por todos os partidos. Ou seja, usando o velho ditado do “quem cala consente”, tudo de estar OK.

Será que a partir de amanhã alguns dos que não conseguirem emplacar um mandato vão voltar com a velha e surrada cantilena?

A conferir…

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