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Copa das Copas: sem Taça, sem Raça

E meu comentário ao vivo nesta quarta, 9/7 na CBN Curitiba, com Gabriela Brandalise.

Conectados

14-50Sou veterano o suficiente para me lembrar de 17 Copas do Mundo. E, à falta de bons motivos para tirar a má impressão que tive na outra Copa aqui no Brasil, a de 1950, vou contar aqui minhas impressões da evolução da tecnologia nesse período de 64 anos, e da participação da massa de cidadãos e torcedores.

1950: No Rio, com 9 anos, morava em Ipanema, a exatos 13,4 km do Maracanã (hoje), ou 21 km, pelo caminho então disponível. Para wuem não tinha entrada para a final, o jeito era ouvir pelo rádio. Eu ouvia a rádio Continental em AM, e o locutor era Oduvado Cozzi, comentários de Ary Barrozo. Uruguai 2×1: Pude sentir o silêncio ensurdecedor na cidade.

1954: Na Suiça, outro mico, dessa vez ouvido em ondas curtas, sinal ruim, mas, mesmo assim, dava para entender que não era a hora do Brasil. As poucas imagens que…

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Torpedos SMS e MMS em declínio, mas nem tanto!

O Telelime News resume um estudo feito pela americana Strategy Analytics, sobre o declínio dos torpedos no mundo. Diz a nota:

Os gastos globais com serviços de mensagens SMS e MMS em operadoras declinaram pela primeira vez em 2013, de acordo com estudo da Strategy Analytics divulgado na segunda-feira 13. Essas receitas chegaram a US$ 104 bilhões, mas caíram quase 4% em relação a 2012, quando foram registrados os maiores gastos.

Para 2017, a previsão é ainda mais negra para o SMS: as receitas cairão 20%, enquanto o volume de mensagens enviadas cairá 3%. Os motivos seriam a competição entre operadoras e o crescimento de serviços de mensagens over-the-top (OTT) como WhatsApp, Line e WeChat. Esse declínio seria sentido mais em lugares com maior penetração de smartphones, como América do Norte e Europa Ocidental. Nesses lugares, os gastos com SMS e MMS cairão 38% e 28% respectivamente.

A saída para as operadoras, segundo a Strategy Analytics, seria integrar o serviço de SMS em planos, investir em marketing móvel e aumentar a inovação ao abrir as plataformas para negócios e para comunidade de desenvolvedores.

Para você, caro leitor do blog, que já tem um smartphone conectado à internet, isso pode parecer o óbvio, ainda mais depois do sucesso do WhatsApp, sem falar do Viber, do Skype e dos serviços de mensagens instantâneas e chats do Google, do Facebook.

Que a queda maior ocorra nos mercados mais desenvolvidos, tudo muito natural. Significa, também, a maturação de um mercado que vai ter dificuldades em expandir a base de usuários.

MPesaMas é bom lembrar que nos mercados menos desenvolvidos, o torpedo ainda dura muito tempo! Neles, o celular serve como carteira de dinheiro digital, e os torpedos valem para fazer pagamentos. E pelo simples motivo que seus sistemas financeiros são frágeis e não chegam à maioria da população. Uma operadora, por lá, faz o papel do banco!

Donos de celulares básicos no Quênia, Costa do Marfim, Senegal e Mali usam serviços das empresas M-Pesa e Orange, depositando dinheiro vivo nas mãos de um agente que carrega o celular com os créditos correspondentes que têm ampla aceitação no mercado.

Simples, não?

Voltei!

Já estou de volta, ainda hoje, 27, novas postagens no blog.

Abraços do Guy

 

Volto logo

Estarei fora pelas próximas duas semanas. Descansar um pouco e buscar novidades. Eventualmente, uma ou outra postagem no período.

Espero voltar com a corda toda!

Abraços!

Guy Manuel

 

4G Chega a Curitiba. Vamos nessa?

Nós que estamos acostumados a atrasos em quase tudo que é obra de infraestrutura, tivemos a grata surpresa com o anúncio da Claro da disponibilização da tecnologia 4G em Curitiba, bem antes do prazo estipulado, no final de 2013.

Significa que podemos ter na ponta dos dedos aparelhos que vão fazer conexões à internet com velocidades muito maiores daquelas que estamos acostumados na velha, lenta e ranzinza rede 3G, ou até mesmo quando comparadas com a da maioria das conexões fixas de banda larga.

Quem precisa de velocidade e mobilidade, então a opção 4G é inadiável, certo?

Vejamos:

SIM é sua opção se você realmente precisa de banda larga rápida e móvel de imediato, e está em Curitiba, Recife, Campos do Jordão, Paraty ou Búzios. De cara, dá para dizer quer Curitiba está, nesse início da rede 4G, em excelente companhia.

SIM também se você não se importa com a limitada oferta inicial de aparelhos, hoje limitada aos bons Motorola RAZR HD ou o SAMSUNG GALAXY S III 4G. E os melhores planos estão destinados a quem se dispõe a migrar para a Claro, numa jogada de marketing ousada da operadora para aumentar sua base de clientes.

SIM se você quer um modem para conectar seu laptop ou mesmo ter o 4G em sua casa ou escritório.

SIM se seu bolso estiver forrado. Os planos iniciais são bem caros, aproveitando a dianteira que a Claro obteve e dirigida aos early adopters, que sempre buscam as novidades.

NÃO se você quer 4G em seus smartphones ou tablets da Apple. Eles vão funcionar, mas no modo 3G ou então no WiFi.

NÃO se você viaja muito para fora dessas cidades que já possuem 4G. Até o final do ano, outros aparelhos, outras regiões e outras operadoras estarão disponíveis, e as opções de comparacão, maiores.

NÃO se você espera velocidades altíssimas, padrão coreano do sul. De início, a disponibilização de banda pela Claro não permitirá velocidades maiores que 5Mb. Mas essa é uma limitação temporária.

NÃO se você ler as letras miudas das ofertas. Excedida a franquia (um plano padrão oferece 5GB de dados/mês), a velocidade cai a míseros 128KB, digna da rede 2G, de trsite memória. E para quem vai desfrutar dos recursos da rede 4G, com muito vídeo e teleconferência em alta definição, esse limite chega rapidinho. Como parâmetro, 5GB equivale ao conteúdo de um DVD (480p) e um filme em HD  consome quase toda essa banda. Você pode ficar com a sensação de ter uma Ferrari no meio de um congestionamento da cidade grande…

OU SEJA: na maioria dos casos, vai valer a pena esperar um pouco. A tecnologia 4G veio para ficar, vai modificar -e muito- os hábitos de consumo de tráfego digital e vai fazer com que esqueçamos as redes 3G, salvo para piadas ou papos nostálgicos do tipo “naquele tempo…

Vale também registrar a rapidez da Claro em conseguir uma boa cobertura em Curitiba bem antes do prazo proposto. Isso nos surpreende positivamente, embora devesse ser a regra no Brasil.

A TV da vovó não decolou… Ainda!

Em maio de 2012, publiquei uma postagem sobre uma compra que presenciei em um shopping. O produto, um Smart TV com sensor de movimento, que entusiasmou a vovó que o testava. A tecnologia era promissora, mas o fim da tendinite parece que foi adiado…

Assim como os televisores 3D, que não tiveram a decolagem esperada, seja pela falta de conteúdo, seja pela inconveniência e incompatibilidade tecnológica dos óculos especiais entre aparelhos de marcas diferentes, a TV como um hub doméstico e de fácil uso ainda parece uma realidade distante, salvo para alguns iniciados ou early adopters, que compram a novidade pela novidade.

Fim da inovação? Essas tecnologias não são adequadas?

Longe disso. O que falta é a indústria sentar e definir um padrão. Assim como aconteceu com a porta USB para dispositivos digitais, que aposentou uma miríade de formatos diferentes de conectores entre dispositivos. Ou os padrões Bluetooth e WiFi para comunicação sem fio.

De nada adianta termos avanços tecnológicos incríveis se eles não são disponíveis em diversos dispositivos de diversas marcas. A coisa simplesmente não pega!

A tecnologia de tela sensível ao toque existia há anos, até que em 2007 a Apple lançou o primeiro iPhone, com um monte de aplicativos e funcionalidades. O mercado adotou o novo padrão com entusiasmo, e os concorrentes correram para copiar. É um caso raro de uma empresa puxar a tendência, coisa que a Apple fez com maestria até 2010, com o lançamento do iPad.

O sensor de movimento é algo mais antigo ainda, e já foi, de certa maneira, popularizado pela Microsoft com o Kinect, mas não virou um padrão de mercado. Tanto que os dispositivos de empresasa concorrentes, como os fabricantes coreanos de TV possuem sensores de movimento, mas são incompatíveis com o Kinect. O jeitão, ou ergonomia das coisas, é diferente para cada marca, para cada produto.

O outro facilitador da vida de nós, cidadãos digitais, seria o reconhecimento de voz, que teve no Siri, da Apple, sua versão mais badalada, e já existe há quase 2 anos! Mas ainda tem versões para poucas linguagens, e o português ainda não está na lista, e as novas versões também são de difícil uso.

Os concorrentes que tentaram o reconhecimento de voz também não foram longe.

Estaria na hora de uma nova convergência, desde que a indústria digital tivesse vontade de criar padrões para o reconhecimento de voz e de movimentos. Aí sim, o sonho da vovó que esperava ter um televisor fácil de usar e que ouvisse e entendesse suas ordens sem o complicado controle remoto, poderia se materializar. Para ela e para bilhões de outros consumidores.

O bom é que a tendência à universalização via criação de padrões é algo inevitável. Basta haver mais alguns trimestres de vendas abaixo do previsto que a turma vai sentar e conversar…

2013, o ano do saci na tecnologia

ImagemFacebook lança mecanismo de buscas, Apple não vende tantos iPhone 5 como imaginava. O ano de 2013 realmente começa com o pé do saci.

Ouça minha coluna desta quarta na CBN Curitiba e veja se você concorda ou acha que estou completamente fora da realidade.

Nunca vi nenhum saci, mas sei que ele tem um pé apenas. Então 2013 deve deixar pegadas do lado da busca da consolidação, em detrimento da inovação.

Na linha das dúvidas, e falando de saci, em 2012 o Atlético Paranaense teve um jogador de nome Wellington Saci, e não deu muito certo. Não sei se por conta das sucessivas quedas do jogador cada vez que ele chutava a bola ou porque, como sabemos, sacis fumam cachimbo e não dá certo jogar bola e fumar.

Algo parecido com o que acontece no mundo da tecnologia. A perna faltante em 2013 parece ser a da inovação.

TI 2013 – Um Ano Insosso

O Gartner, prestigiosa instituição de acompanhamento do mercado de TI prevê um 2013 até que razoável, em termos de economia global, com um crescimento de 4,2% para gastos totais estimados de US$ 3,7 trilhões.

Analisando os detalhes dos números, porém, vemos que o crescimento se dará de modo razoavelmente uniforme por segmento analisado, com foco em mercados que apresentam algum potencial ainda inexplorado, caso do Brasil.

Vedetes dos últimos anos, os tablets, smartphones e serviços na nuvem seguem em expansão forte nos volumes, mas com os valores unitários em forte queda, por conta da entrada no mercado de produtos e serviços mais baratos, sinal claro de maturação.

Softwares e serviços para corporações apresentam algum destaque, indicando que as empresas e instituições precisam investir para manter -e se possível melhorar- a competitividade e a qualidade de suas ofertas.

Mas a queda geral dos preços unitários significa a ausência de novidades que encantam o mercado, talvez um pouco carente desde 2010, com o lançamento do primeiro iPad.

O segmento de desktop e laptops –agora meio turbinado pelos ultrabooks– segue, na melhor das hipóteses, andando de lado, qual caranguejo, que, aliás, estão em fase de colheita para quem curte esses bichinhos do mangue.

Nos dispositivos móveis, a ação fica por conta da rápida substituição dos celulares comuns por smartphones, estes já mais vendidos em quantidade do que aqueles antiquados vovozinhos.

Na seara dos tablets, uma invasão de produtos genéricos a preços baixos, usando não só a popularidade e a abertura do código do Android mas também por produtos com exóticos sistemas operacionais próprios e com funcionalidades limitadas.

A tão esperada explosão de vendas dos e-Readers -já comentada em posts anteriores- será frustrada no chabú da inesperada queda ocorrida em 2012, aparentemente porque esses dispositivos estão à espera de algum fabricante ou distribuidor de conteúdo que os ofereça a preços de banana ou até mesmo de graça.

Há também um descasamento de ofertas: smartphones cada vez mais charmosos, velozes e com mais funcionalidades que travam na ausência, incompatibilidade ou preços abusivos dos serviços das redes 4G, dos serviços de mapas que não funcionam e das interfaces de comunicação por voz que ignoram linguas e situações típicas de mercados importantes. Esse é o caso do iPhone 5 e do iOS6 da Apple, já sob rumores de uma antecipação do iPhone 6 e do iOS7 para mitigar algumas dessas falhas.

Ou seja, 2013 deverá ver um mercado de TI robusto e crescendo mais do que a média da economia mundial, mas a sensação, ao final do ano, deve ser de fastio dos clientes, que gostariam de ver um pouco mais de encantamento e boas surpresas.

Tomara que eu esteja errado!

e-Reader ou Tablet?

Passado o Natal e você ainda está na dúvida: compro um tablet ou um eReader para ler meus livros digitais?
 
A decisão não é simples, mas aqui vão pros e contras, nesta data:
 
As opções que podem ser consideradas, levando em conta que o mais relevante é a disponibilidade de títulos, ficam por conta do Kindle e do Kobo (Leitores Digitais) e do iPad ou os diversos tablets com sistema operacional Android.
 
O Kindle é o que oferece a melhor experiência de leitura, por conta da tecnologia eInk, mas ele é essencialmente um e-Reader do conteúdo vendido através da Amazon, que vai atender a quase toda a sua demanda, exceto aquelas que só Murphy explica, ou seja, um título que você quer mas não está disponível para venda.
 
O Kobo é bem mais versátil, é agradável ao uso e tem alguns Apps interessantes, tela sensível ao toque e acessa várias livrarias digitais. Há duvidas sobre seu suporte e evolução, uma vez que entra no Brasil via uma livraria de alcance local e seu fabricante é uma empresa relativamente pequena do Canadá. Ou seja, pode ter mais funcionalidades hoje mas não há muita garantia de sua permanência no mercado a longo prazo.
 
Finalmente, existem os tablets, sejam os Androids, seja o iPad, que, hoje em dia, possuem uma grande versatilidade e acessam varias das principais livrarias digitais do mundo, mas não oferecem -ainda- o conforto de um Kindle. E são mais caros…
 
Lá por abril/maio devem ocorrer importantes lançamentos de tablets da Samsung e da Apple, supostamente mais leves, finos, com melhor resolução de tela e mais próximos do Kindle para leitura. Mas esses fabricantes estão fazendo, em média, dois a três lançamentos importantes por ano, assim, há a possibilidade de você se sentir frustrado com um produto novinho nas mãos e já com algo mais novo nas prateleiras.
 
Os melhores estudos de mercado apontam para uma tendência de queda de venda dos e-Readers  no mundo (-19% em um ano), indicando que eles devem permanecer com um nicho pequeno dos dispositivos digitais pessoais. De outro lado, a venda de tablets não para de crescer.
 
Finalmente, o que eu fiz e vou fazer: por enquanto, fico com o tablet, já li mais de 50 livros em iPad, de várias editoras e livrarias virtuais e gostei. Eu só pensaria num e-Reader se ele viesse de graça, ou muito barato (o hardware) junto com uma assinatura para compra de livros.

 

O iPhone 5 chegou! O iPhone 5 chegou…

Imagem Então, a ansiedade dos que buscam a última palavra de produtos e serviços da Apple está prestes a acabar aqui no Brasil. Daqui a menos de três horas desta postagem, o iPhone 5 estará disponível aos consumidores brasileiros, dispostos a pagar pela novidade e pelo status que a marca da maçã confere.

Mais comprido, com tela de 4″, mais fino, processador mais rápido, novo sistema operacional, capacidade de tirar fotos panorâmicas… um charme!

Comparando com a concorrência, a Apple consegue chegar perto. É evolução, não revolução.

No dia que o Brasil estréia oficialmente a rede 4G de celulares, com acesso à internet em altíssima velocidade, parece fazer sentido ter um smartphone que possa operar com essa tecnologia. O iPhone 5 tem o 4G como um diferencial em relação ao modelo anterior. Casamento à vista?

Não, ao contrário! A frequência de operação do iPhone 5 no modo 4G não é compatível com o padrão brasileiro. Ou seja, vai ter de acessar a internet ou via WiFi ou seguir com nossa lentíssima rede 3G.

Então, na minha opinião, ainda não vale a pena!

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