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>A História se repete. Repete?

>Estou no ramo de TI há bastante tempo. Por vezes, acho que estou há mais tempo que o juizo recomenda. Mas insisto. Sou persistente. Sou entusiasta, como diz meu perfil @guymanuel no Twitter.

Também já vi muita coisa nessas 5 décadas que mexo com computadores. Algumas que mostam o que pode acontecer e muitas vezes seria bom que não acontecesse.

Já vivi as eras do virtuais monopólios da IBM e da Microsoft, só para ficar em dois. Esse último derivado do primeiro, pelo imenso sucesso do MS-DOS e depois do Windows, plataformas não criadas pela Microsoft, que soube torná-las usáveis em bilhões de dispositivos.

Quando chegou a tal do Vista, eu quase desisti, não só porque era um saco, mas pelo surgimento dos Mac com processadores Intel e sistemas operacionais com nomes de felinos, que tornou indesculpável não usar esses ícones de design e usabilidade, ainda mais que eles passaram a “falar” com todo mundo e ainda vieram quase juntos com os fenômenos iPod, iPhone e iPad. Imbatíveis, pensava eu, esquecendo ou querendo esquecer o passado.

Que passado?

Ah! Quando a IBM dominou os mainframes e buscou manter compatibilidade com as diversas gerações de hardware e as diversos sabores de sistemas operacionais, a vida dos profissionais que faziam as coisas funcionar virou um inferno.

Sem contar que havia -e há- a necessidade de fazê-los falar com os mais diversos tipos de periféricos e intergá-los aos mais inusitados dispositivos na rede. Quem trabalha com o SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – sabe o que estou falando.

E a Microsoft? Antes do Vista e do Xp, que remediou os anteriores Windows 2000 e Windows Me, as coisas eram mais simples, embora o ecossistema ficasse cada vez mais complicado. Mas a decisão -inevitável- da Microsoft de se livrar da antiga arquitetura de 8 bits do MS/DOS, até um certo tempo a base do Windows, criou o primeiro cisma da microinformática: de repente, os dispositivos conectados não mais funcionavam, a compatibilidade de arquivos em versões diferentes do Word, por exemplo, ficaram prejudicadas. Muita chiadeira, muitas críticas, mas… faltava alternativa.

Aí veio a Apple com o ressurgimento do Steve Jobs e eu, maravilhado com esse mundo novo, achei que meus problemas tinham se acabado. Tudo fácil, bonito, seguro, charmoso… até que cheguei aos dias de hoje, com o OSX 10.6.7 no Mac, o iOS 4.2 no iPhone e o iOS 4.3.1 no iPad. Aí eu pude sentir o peso do sucesso da Apple, que em nada difere do que aconteceu antes com a IBM e a Microsoft.

De vez em quando o Mac fica lento, o iPhone trava e o iPad cancela programas que saem do ar como se fossem bolhas de sabão estourando…

Aí eu fui fuçar um pouco as especificações dos sistemas operacionais e dos hardwares associados e vi o tamanho da encrenca da compatibilidade reversa e com o resto do mundo, ou seja, com versões anteriores e com outros dispositivos do mundo conectado. E caí na real: a Apple, como a IBM e a Microsoft, passa a pagar a conta de seu sucesso, transferindo, claro, a fatura para nosostros usuários.

Nada que seja fatal, apenas a triste constatação que o encantamento com a marca e seus belos produtos pode estar chegando ao limite.

Ainda bem que eu não descartei um PC que veio com Windows Vista e que eu decidi fazer um upgrade para o Windows 7…

Numa dessas…

>Smartphones: a Hora e a Vez do Android

>Ano passado, a essa época, a maioria dos que buscavam um smartphone tinha um desejo explícito ou oculto: ter um iPhone 3G. As principais operadoras ofereciam planos interessantes e o 3G era a primeira oferta oficial de celulares com a marca Apple. Sucesso total de vendas.

Já se falava muito do Android, o sistema operacional do Google para celulares que, segundo a empresa e a maioria dos analistas, poderia fazer a Apple, a Nokia e a RIM (Blackberry) tomarem verdadeiros suadouros, tantas inovações traria.

Isso de fato começa a ocorrer agora, no final de 2009, com a disponibilização da versão 2.0 do Android (nunca confie em um software versão 1.0, diziam antigamente) e o lançamento do badalado Motorola Droid, disponível apenas nas prateleiras norteamericanas, e assim msmo daqui a umas 2 semanas.

Mas o produto vem recebendo avaliações ultra favoráveis, especialmente pela integração perfeita com os serviços do Google, como os mapas e os serviços de localização GPS.

O tecladinho QWERTY físico é bem prático, mas requer olho de lince para enxergar e dedos finos ou apontados para não teclar errado.

A HTC, que se firma como uma importante player do mercado de telefonia móvel e vai de Android em vários produtos, e tem a versão 2.0 no forno.

Parece que a tendência do Android é pegar mesmo, até por conta do envolvimento de uma imensa comunidade de desenvolvedores parceiros do Google, o que assegura um leque enorme de aplicativos. Alguns deles -incusive do próprio Google- podem estar disponíveis em outras plataformas, incluindo aí as da Apple, da RIM, e, por que não, da Nokia e Microsoft.

Mas dá para dizer que os atores do ambiente de smartphones vai estar no mundo do software. Dificilmente haverá espaço, nos próximos anos, para algo diferente do Symbian, do OSX, do Android, do Linux e do RIM. E eu acho que a batalha final pode ficar entre o OSX e o Android, por conta dos aplicativos disponíveis.

Ano passado, fui de iPhone. Este ano, se fosse trocar, provavelmente esperaria as ofertas baseadas no Android.

O Droid, da Motorola, e seu sucedâneo GSM podem até ter o condão de ressucitar a divisão de celulares da empresa, que já foi lider de mercado com seus produtos inovadores e hoje amarga um ostracismo que pode estar com os dias contados.

Enfim, no mundo cada vez mais conectado e com toda a mobilidade, os smartphones ganham importância e sua opção deve estar focada, neste Natal, nos aplicativos disponíveis das diversas ofertas do mercado, ou seja, no software. E fique Vivo, Claro! Antes de fazer Tim Tim, dê um “Oi” para o vendedor, leia bastante, converse com os amigos, pois essa sua decisão de comprar um novo smartphone provavelmente vai ser mais do que uma mudança de telefone ou de operadora. Vai ser a mudança de plataforma de conectividade e mobilidade na internet. Isso requer um planejamento para o longo prazo.

Pense nisso!

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