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Faixa exclusiva para pedestres desconectados… Funciona?

SemCelularPrimeiro, tentaram em Washington, capital americana. Agora, a cidade de Chongqing, no sudoeste da China, tenta melhorar o fluxo de pedestres nas calçadas criando faixas exclusivas para humanos que estejam desconectados de seus celulares, mesmo que temporariamente.

Isso mesmo, e a matéria da Forbes, e a foto acima mostram o inusitado da cena! Funciona? Nem tanto, mas a origem é interessante. Pedestres falando ou trocando mensagens e andando ao mesmo tempo causam congestionamentos em calçadas movimentadas. A idéia era privilegiar os apressados que não queriam ficar pedindo passagem e, ao mesmo tempo, educar os conectados a não atrapalhar.

Mas aconteceu coisa parecida quando ocorre um acidente de trânsito numa pista. Mesmo que pequeno, sem vítimas, as pistas livres passam a ter trânsito lento, todo mundo querendo ver o que houve.

Da mesma forma, quando abre o sinaleiro, muitos motoristas demoram para arrancar seus carros, por estarem ocupados ao celular.

No caso de Chongquing, a iniciativa foi mais para chamar a atenção para o problema da ocupação de espaços para locomoção de pedestres (como o da foto). Mas tem gente que para para olhar a paisagem, como no caso dessa ponte, ou até para bater papo.

Mas, na grande cidade, excesso de gente nas calçadas é um problema. Basta andar na 5ª avenida em Nova York ou na Avenida Paulista em São Paulo, em horários de pico para sentir a dimensão. Quando chove, então, trombada de guarda-chuvas mal seguros, quando o dono fala ao celular mal preso entre o ombro e a orelha já causaram quebras dos aparelhos que caem ao chão. Sem falar nas brigas.

Pensando bem, não seria má idéia, desde que fosse aplicável. Problema para os urbanistas resolverem. Numa dessas, lembrando os antigos fumódromos, poderiam ser criados celularódromos, onde quem quisesse falar ou trocar mensagens pararia numa área específica fora do caminho normal de pedestres e teriam, por exemplo, uma internet mais rápida… Não, não rola!

E você, já sofreu nas calçadas de sua cidade com os pedestres digitais?

Carros conectados: qual o limite?

google-s-driverless-car-is-now-safer-than-the-average-driver-a52115750aO Google desenvolveu um carro que dispensa motorista e que funciona. Em estados americanos onde a legislação permite, lá vai um Google Driverless Car capturando imagens para o Google Maps. E quase sem acidentes. O único amassado que um deles apresentou foi quando o carro estava estacionado e um barbeiro qualquer provocou o acidente.

As montadoras também trabalham nessa linha, como a Audi. Conceitualmente, é parecido com o carro do Google, que, na verdade é a tecnologia driverless que o Google quer patentear para carros de série. O Google é do ramo de tecnologia digital, a Audi, do ramo de veículos.

Convergência à vista? Ou será que a GM acaba virando Google Motors?

A Audi demonstrou no CES 2014, em Las Vegas, o modelo A7 com a tecnologia que torna o motorista um opcional. O modo de condução automática usa radares e lasers para monitorar outros carros ao redor, enquanto a câmera, acoplada ao parabrisa, controla se o carro permanece dentro da faixa de rolamento. Um monitor LCD no painel de instrumentos mostra a representação do tráfego ao redor da veículo.

Do ponto de vista da estética, ganha o Audi.

Mas, se você decidisse comprar um Audi A7 com todo esse equipamento, você deixaria que ele andasse sozinho? Nessa máquina projetada para proporcionar o máximo conforto com emoção para quem dirige, faz sentido você investir e ir de passageiro? OK, não precisa contratar um motorista…

É verdade que esse carro-conceito da Audi serve mais como efeito demonstração, já que muitos componentes são de série em muitos de seus modelos e de outras montadoras, como o controle de velocidade adaptativo, que permite dirigir sem usar o acelerador, a velocidade constante, mas mantendo distância mínima do veículo à frente; os avisos de mudança inesperada da faixa de rolamento, ou de um carro chegando perto, na faixa ao lado; os radares embarcados para alertar o motorista sobre carros que venham em sentido contrário, à noite ou sob neblina, só para citar alguns.

TrabantPara mim, faria sentido, se fosse definir um carro alemão para dispensar o motorista, quem sabe um Trabant auto-conduzido não faria mais sentido?

Ou um taxi?

Um resumo de 2013, na ótica do ‘Conectados’

Vamos relembrar os temas mais recorrentes do ano no blog, seja por iniciativa própria, seja por inputs de leitores e ouvintes.

Como migrar conteúdo do iPhone para o Galaxy S4 foi o que mais interessou… E continua interessando, mesmo com o surgimento do iPhone 5S e do próximo lançamento do Galaxy S5.

Juntando os temas referentes a Android, iOS e Windows Phone, verificamos que o número de acessos ao blog, e-mails e redes sociais é mais do dobro do que no caso de postagens só sobre tablets. Juntando os dois temas, eles definitivamente mostram o interesse dos leitores: são 52% dos page-views, 71% dos comentários, 78% das perguntas e dúvidas.

Mais recentemente, gente desencantada com o mundo Android perguntando se ainda recomendo a mudança, como fiz em maio. Desses, 42% querem se mudar para o mundo Apple, 32% consideram o Windows Phone, 11% esperam a evolução do Android e o resto está simplesmente insatisfeito ou simplesmente curioso.

Os serviços na nuvem, como Google Drive, iCloud, SkyDrive e o Flickr, do Yahoo também geraram comentários e questões. Mostram uma tendência forte de crescimento.

A seguir vem as redes sociais. O fato é que o Facebook segue dominante, o Google tenta buscar espaço com seu Google+, o Twitter foi um fenômeno no IPO e o LinkedIn é o campeão das redes profissionais.

Na sequência surgem os temas relativos à infraestrutura deficiente, os serviços precários das operadoras de celular e TV por assinatura, a distância ainda abissal entre o que é e o que deveria ser.

Os temas sobre futuro de longo prazo, poucas perguntas e comentários, mas ainda assim 7% de todos os pageviews. Por motivos que ainda não captei, uma só postagem, meio que fora do contexto, atraiu sozinha 1,7% dos acessos gerados em 2013.

Talvez por conta de uma experiência inusitada com o excelente atendimento que tive no conserto de uma cafeteira, com um fornecedor pertinho de minha casa, mas achado pela internet.

Essa amostra pode não ser representativa, estatisticamente, de todo o mercado. Mas fica óbvio que os temas ligados à mobilidade digital são e deverão ficar dominantes por um bom tempo.

Sobre as perspectivas, falamos em janeiro.

Um feliz 2014 a todos, e obrigado por tudo!

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