“Despriorizando” o que você recebe no Facebook

ABFacebookParece que vai chegar um dia onde uma parcela grande de seres digitais, conectados –assim como você e eu– vai dar um basta a excessos das grandes empresas de tecnologia, que indicam querer dominar o mundo. Na frente de todas, o Facebook, que assumidamente manipulou informações passadas a um “pequeno grupo” de usuários, dividido em dois: um que recebia mais postagens positivas, de alto astral e o outro que recebia mais carga negativa.

Adam Kramer,  é um dos três pesquisadores do Facebook que conduziram esse estudo de A/B Testing no início de 2012, com esses 700.000 usuários, sem o conhecimento deles. Usando filtros para o tipo de postagens nas suas linhas de tempo, para depois medir as reações. E as conclusões são claras: Quem recebe inputs positivos tende a postar e replicar assuntos mais positivos, de alto astral. A recíproca é verdadeira.

Kramer justifica a necessidade de tal avaliação, dado o impacto social da rede com 1,2 bilhões de usuários ativos, com algumas pérolas de linguagem:

Regarding methodology, our research sought to investigate [the above claim] by very minimally deprioritizing a small percentage of content in News Feed (based on whether there was an emotional word in the post) for a group of people (about 0.04% of users, or 1 in 2500) for a short period (one week, in early 2012).

Traduzindo: Quanto à metodologia, nossa pesquisa buscou investigar […]  de forma a minimamente despriorizar uma pequena porcentagem de conteúdo de news feed (baseado na existência de palavras emocionais na postagem) para um pequeno grupo (cerca de 0,04% dos usuários, ou 1 em cada 2.500), por um período curto de tempo (uma semana, no início de 2012).

OK, despriorizar… Esses caras foram pegos por acaso. Nada indica que esse tipo de pesquisa seja único, nem que o Facebook esteja só na lista de vilões.

Já vi que existem os que pregam a correção desse tipo de “pesquisa”, dizendo que se trata de evolução, de melhorar a experiência do usuário.

Dessa vez, as reações dos usuários foram fortes e não param de crescer.

E já tem muita gente tomando atitudes radicais, como sair de todas as redes sociais. Será esse o caminho?

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