A Mega Sena das Buscas Digitais. Só que ao contrário…

ImagemVocê faz buscas na internet, usando seu smartphone ou tablet, via Google, Bing, Yahoo ou outros mecanismos menos cotados? Então prepare-se: se você confia nos resultados e acha que pode esquecer dos vírus  dos trojans, enfim dos malwares que infestam computadores pessoais, pode começar a se preocupar.

A empresa alemã AV-TEST divulgou um estudo onde mostra o ranking desses mecanismos mais populares no quesito entrega de malware nas buscas nossas de cada dia. Esse estudo levou 18 meses para ser concluído e é bem completo e isento.

Felizmente, o motor de buscas mais popular de todos, o Google, foi considerado cinco vezes mais seguro do que o segundo, o Bing, da Microsoft. E os demais são bem piores, ou seja, apresentam muito mais risco de infectar seus dispositivos ou, pior ainda, abrir seus dados pessoais que lá estão armazenados para uso indevido por criminosos.

Ao analisarmos os números absolutos, pode não parecer nada assustador, visto que o Google e o Bing, combinados, não mostram mais do que 0,001% de links infectados, logo uma sensação de “isso não vai me atingir” pode induzir a uma sensação de falsa segurança.

A leitura adequada do relatório mostra que o Google entrega quase 70.000 links infectados a cada dia, um quase nada comparado às 3 bilhões de buscas no mesmo período. Mas são muitas chances diárias de você se dar mal…

No caso do Bing, o número absoluto é cinco vezes maior para um número menor de buscas solicitadas.

Os demais mecanismos são simplesmente catastróficos, embora pouco ou nunca usados por nós, brasileiros.

E quem são esses incautos mais passíveis de serem atacados? Justamente aqueles internautas que vão atrás dos Trending Topics do Twitter ou dos temas mais populares do Google. Aí entram preferencialmente os bandidos com endereços falsos que se parecem com os verdadeiros, ou até usam indevidamente seus nomes.

Muitos Apps dispõem de mecanismos básicos de proteção, enquanto que os browsers mais populares em uso nos dispositivos móveis também são capazes de alertar os usuários para links suspeitos.

Mas nada substitui a cautela, seja no uso de programas anti-vírus atualizados no dispositivo ou nos serviços disponíveis na nuvem, mais a verificação do endereço digital antes de clicar -ou tocar na tela- sobre o link sugerido.

Afinal de contas, se até há pouco tempo atrás os alvos prediletos para ataque eram os computadores rodando Windows, hoje em dia esse leque está muito mais ampliado com os tablets e smartphones, onde predominam os sistemas operacionais Android e iOS.

Ou seja, a recomendação da prática da navegação segura nunca foi tão atual. Esse estudo da AV-TEST é amostral, de “apenas” 40.000.000 de endereços eletrônicos, uma gota d’água nos trilhões de páginas disponíveis na web, mas que representam a quase totalidade dos acessos.

Ainda não se impressionou ou não sacou a necessidade de cautela e proteção? Então você deve seguir acreditando que algum dia você com certeza vai levar sozinho a Mega-Sena acumulada, onde a probabilidade de acertar as  seis dezenas sem ninguém por perto é muitas vezes menor do que os 0,001% desse estudo. Boa sorte!

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