AppleCop em NY; Em Breve, Nos Melhores Pontos do Planeta!

A perspectiva de sermos todos explicitamente monitorados por conta dos recursos da tecnologia digital me desperta desde sempre visões conflitantes entre a privacidade e a segurança.

Para quem leu o 1984, de George Orwell (ou viu o filme, tanto faz), parecia que nada daquilo iria ocorrer e, ao contrário, a liberdade apresentada pela internet impediria para sempre a existência de um estado policialesco.

Pode ser, mas a notícia da colaboração da Apple com a Polícia de New York (NYPD) para ajudar na recuperação de iGadgets roubados é, no mínimo, instigante, quem sabe, preocupante!

Eu já usei o recurso Find My iPhone para encontrar meus iGadgets ou mesmo para bloquear um iPad que eu possa ter deixado aberto em algum lugar, mesmo que seguro.

Lendo a matéria do Mashable com atenção, consigo entender algumas coisas boas:

  • A Apple procura valorizar seis produtos à medida em que aumenta a taxa de recuperação dos iGadgets roubados;
  • A NYPD tem seu trabalho facilitado e tornado mais eficaz, e os primeiros resultados mostram isso;
  • A vida dos ladrões fica mais complicada;
  • O problema de furtos e roubos de aparelhos de valor com conteúdo de maior valor ainda passa a ser tratado pela comunidade, como uma PPP (Parceria Público-Privada);
  • A experiência de New York pode ser replicada para outros lugares, aumentando a segurança dos usuários que, normalmente, zanzam mundo afora.

Mas existe o outro lado dessa história:

  • A Apple talvez saiba mais sobre nossa vida digital do que gostaríamos de admitir;
  • Essas informações podem ser usadas de muitas maneiras que sequer imaginamos;
  • O que vale para a Apple também se aplica aos Google, Facebook, Twitter e outros menos visíveis;
  • O arcabouço legal hoje disponível está a milhares de anos-luz atrás do desenvolvimento dos produtos e serviços digitais, e essa distância vai aumentar ainda mais, num futuro previsível;
  • Supondo que tanto a Apple quanto a NYPD façam parte dos mocinhos dessa trama, nada impede que os bandidos digitais possam fazer a mesma coisa com nossos iGadgets e seu conteúdo;
  • A experiência de New York pode ser replicada para outros lugares, aumentando a exposição dos usuários que, normalmente, zanzam mundo afora.

Será que ainda há tempo hábil para estabelecer um modelo onde segurança e privacidade estejam jogando no mesmo time?

 

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