Symbian: Condenado ao Ocaso?

Recebo e-mail de uma leitora fã de carteirinha da Nokia -que pede para não ser identificada- mas que segue esperando uma solução decente da empresa finlandesa para smartphone que esteja em linha com os avanços do iOS da Apple e do Android, do Google, enquanto mantém a robustez e a confiabilidade do Symbian.

Lamento informar, cara leitora, que o Symbian vai ser, num futuro próximo, tão relevante quanto uma nota de 500 cruzados, ao menos no universo de smartphones.

Com a recente parceria feita entre a Nokia e a Microsoft, é claro que os filhotes decorrentes dessa união serão smartphones e tablets baseados no Windows Phone 7, que vem se provando um potencial player da primeira divisão.

Lembro que a Microsoft não inventou praticamente nenhum mercado novo, apenas soube tirar proveito de mercados emergentes. Do DOS ao Windows, do Internet Explorer ao Office, do Outlook ao MSN, a Microsoft aprimorou a lei de Lavoisier que diz que na natureza nada se cria, tudo se transforma.

A Nokia, de outro lado, também aprendeu rápido sobre o mercado de celulares e, ainda neste ano de 2011 e pelos próximos dois ou três deve premanecer lider no segmento popular. Lembrando que nos países mais pobres a infraestrutura de telecomunicações e a renda da população raramente combinam para promover um mercado razoável para smartphones e tablets, essa base de alguns bilhões de usuários atuais e em potencial deve seguir robusta por um bom tempo, gerando margens unitárias menores mas, na escala, representando um resultado muito interessante.

Assim, cara leitora, se sua fidelidade à Nokia é canina, fique de olho nos lançamentos futuros dessa parceria com a Microsoft, mas isso implica em sair do Symbian.

Se seu juramento de amor eterno é com o Symbian, esqueça o smartphone.

Existem, claro as opções excelentes no mercado atual, mas isso passa pelo iPhone, Blackberry ou as muitas variedades do Android, da versão 2.2 em diante. Os demais, salvo imprevistos, vão permanecer como atores coadjuvantes.

Ser ou não ser fiel, eis a questão. Mas aí, o parodiado é o imortal bardo de Stratford-on-Avon

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