Brasileiro, um Povo Pagão

Descobri que o brasileiro é profundamente pagão.  E muito, muito pagão.  Está na hora de buscar mudar de postura, ou seremos eternamente céticos, ou melhor, crentes que devemos seguir… pagando mais do que devemos!

Explico: não vou entrar em digressões sobre religiosidade do brasileiro, nem sobre as crenças de cada um. Isso é coisa de foro íntimo, e cada um sabe qual sua melhor escolha.

Usei o termo “pagão” para caracterizar que o brasileiro paga, em média, muito mais do que os nossos vizinhos e muito mais que os nossos distantes.  Aqui comento tecnologia, então tratemos de produtos e serviços de tecnologia.

Comecemos pelos computadores: com benefícios fiscais da lei da informática e mais os brindes de ocasião para incentivar sua popularização, a tal da carga tributária não é tão grande assim para justificar que paguemos por produtos equivalentes entre 3 e 5 vezes mais do que nossos irmãos de outros países.  Como promover inclusão digital dessa maneira?  E o estranho é que a Apple vende seus produtos aqui a preços parecidos com os da concorrência, mesmo sem benefícios fiscais e pagando os impostos de importação…

Acesso a internet e ligações de celulares chegam a custar até 20 vezes mais do que em países mais ricos que o nosso, como Coréia do Sul e Estados Unidos. Sem falar que aqui banda larga é coisa que sai de 256kb, enquanto que lá fora um número de partida é 10Mb, ou 40 vezes mais. Ou seja, lá os ricos pagam menos para terem mais.

Televisores, videogames, câmeras fotográficas usam a estrutura de bondades fiscais de Manaus com sua famosa Zona Franca.  Mesmo assim, pagamos 3 a 8 vezes mais por produtos equivalentes.

Pode ser que os defensores do modelo brasileiro respondam com muitas críticas, e até dizendo que “não é bem assim, os números estão errados”. De fato, não fiz pesquisa profunda, peguei valores médios, e, nessa bagunça toda posso ter cometido injustiças com um ou outro fabricante.  Só que, se for medir com precisão, as diferenças no limite superior podem ser até maiores.

Não estou aqui a defender um modelo de abertura total de mercado, para que tenhamos preços parecidos com os do Paraguai, pois aí acabaremos tendo uma economia disfuncional como a dos irmãos vizinhos.  Apenas coloco minha minha ira para reflexão geral.

Algo está errado, e estamos pagando uma conta que não é nossa.  É preciso chegar a um acordo entre os fabricantes e fornecedores para que seja criada uma relação mais justa conosco, consumidores.

Não é chegada a hora de discutir esse modelo?


Para comprovar o que digo, faça a sua pesquisa partcular. Acesse o site de uma das grandes lojas brasileiras que vendem pela internet e a Amazon, por exemplo. Busque produtos equivalentes e compare. Você vai se sentir um otário.

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