Informe Publicitário para ser lido

Enfim, um aviso padrão Big Brother, o do George Orwell: As principais revistas e jornais do mundo publicam um Informe Publicitário (daqueles mal diagramados, que ninguém lê) alertando aos cidadãos do mundo que tenham publicado um livro, um encarte e outros assemelhados, até 5 de janeiro de 2009, ou mesmo depois, que o Google -esse mesmo- se reserva o direito de digitalizar tudo que foi escrito no mundo. Se esse é seu caso, como autor ou como editor, eis aqui suas opções:

1- Você adere pela internet a um documento global, chamado Acordo de direitos autorais da Pesquisa de Livros do Google, renunciando a qualquer litígio com o Google. Em contrapartida, ele paga a você 63% das rendas advindas da cobrança através do Google, de direitos autorais;
2- Você pode contestar ou comentar o acordo até 5 de maio próximo;
3- Você pode não assinar o acordo e reservar-se o direito de processar o Google individualmente;
4- Você pode apresentar uma ação judicial individual para indenização em dinheiro, se achar que tem esse direito.

Não, caro leitor do blog, você não está lendo uma peça de ficção. Esse é um quadro real! O Google definiu a estratégia de colocar na internet praticamente todo o conteúdo escrito pelo homem, naturalmente aquele que seu time selecionar. Uma parte considerável desse acervo já está disponível ou será disponibilizado em breve.

Das múltiplas brigas judiciais nos Estados Unidos e em outros países resultou um acordo guarda-chuva (esse do ítem 1), para o qual o Google destinou módicos US$ 34,5 milhões para pagar demandantes que já aderiram ao acordo e mais pelo menos US$ 45 milhões para futuras demandas até o final do prazo de subscrição do acordo, 5 de maio de 2009.

Eu não me lembro de ter visto um Informe Publictário de uma empresa destinado a todos os habitantes da Terra, mas sempre há a primeira vez…

Se você duvida, acesse http://www.googlebooksettlement.com/ ou ligue grátis para 0800-891-7626.

Mas o resumo da ópera é que o jogo aparentmente mudou, com esse anúncio do Google. Depois de algumas brigas, ele passou à ofensiva, embora reconhecendo que deve pagar alguma coisa.

É impossível, na presente data, prever o que pode acontecer, até porque esse acordo ainda está pendente de aprovação nas cortes americanas.

Para mim, fica um recado muito claro: de um jeito ou de outro, uma parte mais do que majoritária do conhecimento humano já publicado será disponibilizado pela internet, quase sempre pago pelos links patrocinados do Google, e em alguns casos por assinaturas bancadas por leitores interessados, através de assinaturas.

Alguém disposto a encarar?

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6 Respostas

  1. Será que nossas autoridades e a OAB não podem fazer algo? Isso mata a iniciativa individual dos autores e zera a posição dos editores.

  2. Será que nossas autoridades e a OAB não podem fazer algo? Isso mata a iniciativa individual dos autores e zera a posição dos editores.

  3. Estou escrevendo um livro, mas não vou entrar nessa do google não.

  4. Estou escrevendo um livro, mas não vou entrar nessa do google não.

  5. Eu aderi. Não custa nada, e sempre pinga um troquinho.

  6. Eu aderi. Não custa nada, e sempre pinga um troquinho.

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