>Bons Programas Grátis IV – Compartilhamento de Arquivos

>Tudo começou ainda na década de 90, com o conceito lançado pelo Napster, que disseminou o conceito de “Peer-to-Peer” (P2P) e rapidamente angariou milhões de usuários que disponibilizavam suas músicas em mp3 ou wma e, ao mesmo tempo, podiam acessar as bibliotecas de músicas de todos os assinantes do serviço.

Na esteira do Napster, surgiram muitos outros serviços. Seu sucessor legítimo de 2a geração foi o Kazaa, criado por 2 jovens escandinavos, Janus Friis e Niklas Zennstrom, os fundadores do Skype, que permitiu uma revolução na telefonia, ao popularizar o protocolo internet (IP) para a telefonia e colaboração gratuitas ou a preços irrisórios. Agora, essa dupla avança para o compartilhamento de vídeos, com o Joost, que deve ser lançado no mercado, para o público em geral, neste mês de junho.

Tudo isso está na esteira do que se convencionou chamar de Web 2.0, ou a internet da banda larga, que permite o compartilhamento e a colaboração entre internautas.

Hoje em dia, temos milhares de portais e programas que facilitam a troca de arquivos de dados, de imagens (vídeos e fotos) e sons, estes últimos os mais disseminados. Claro que a briga original das distribuidoras em favor da preservação de direitos autorais obrigou a esses serviços a colocarem restrições para a troca de arquivos, ou de deixar abertos os registros de quem faz essa troca, para que, no futuro, esses direitos possam ser cobrados tanto de quem abriu seus arquivos, como de quem copiou.

Assim, antes de comentarmos sobre alguns programas que estão na moda hoje em dia, recomendo que você leia os termos e condições de uso, antes de aceitar e fazer qualquer registro nos sites ou começar a compartilhar arquivos.

Outra dica importante: não entrem em sites obscuros, que não tenham fortes referências! Você pode estar sendo ‘hackeado’ sem saber! E, claro, mantenha seus programas anti virus, spy, spam, ad, e outros sempre atualizados, na versão mais recente e todos eles ativos.

Vamos a eles… Os originais Napster e Kazaa continuam vivos, mas o primeiro impõe fortes restrições a quem não seja cidadão norte-americano e o segundo está bem limitado em suas funcionalidades, e tem alguns spywares inconvenientes.

Hoje em dia, talvez o mais popular protocolo para troca de arquivos seja o BitTorrent. Quase 200 milhões de downloads e a sua robustez e confiabilidade asseguram ser uma boa pedida. Na sua esteira, surgem alguns compartilhadores como o BitComet ou o livre Azureus, ambos no topo da lista.

Outro famoso foi o eDonkey, retirado da internet por força de ações legais, mas criou alguns filhotes populares, o eMule, disparado, o mais conhecido. Se você entrar hoje no eDonkey, vai ver o seguinte aviso:

The eDonkey2000 Network is no longer available.

If you steal music or movies, you are breaking the law.

Courts around the world — including the United States Supreme Court — have ruled that businesses and individuals can be prosecuted for illegal downloading.

You are not anonymous when you illegally download copyrighted material.

Your IP address is (seu endereço IP no momento) and has been logged.

Respect the music, download legally.

Isso, traduzido, significa quase nada, salvo que seu endereço IP foi catalogado para uma eventual futura ação contra você, mas indica que há um esforço organizado de combate à pirataria, o que não quer dizer que todas as trocas de arquivo na internet sejam ilegais.

Mas, voltando aos programas de troca de arquivos, o Shareaza é versátil, por suportar as redes mais populares, o eDonkey2000, BitTorrent e Gnutella e seus descendentes.

Ainda na linha do Gnutella, o LimeWire é talvez o mais veloz de todos, e tem, de forma clara, as regras do que é legal, o que é claramente ilegal e o que pode ser uma furada. A dica do LimeWire veio ao 91 Minutos através de nossa internauta-ouvinte Allexandra, de Belo Horizonte. A ela, nossos agradecimentos…

Mas pode ser que você queira montar uma rede P2P particular com seus amigos. Aí, talvez a melhor opção gratuita na web seja o Grouper, ainda em fase Beta. Essa rede que você cria vai ser acessível somente a pessoas autorizadas, embora não deva ser imune a hackers. Mas é uma boa ferramenta!

Numa dessas, seu problema de compartilhamento de arquivos resume-se, por exemplo, a contatos de sua lista de endereços, ou sua agenda de compromissos, seja entre colegas de trabalho ou a turma da balada. Aí, um campeão é o AirSet, que é bem simples de usar e faz com que seu grupo tenha sempre as mesmas informações comuns. Isso, em tempos de mudanças freqüentes de endereços de e-mail, de número de celular e outros tantos, pode fazer a diferença entre achar ou não aquela pessoa especial.

Vamos fechar o post de hoje com um pouco de filosofia sobre o tema “pirataria”, já que não vamos conseguir esgotar o tema dos programas de compartilhamento de arquivos. Talvez a maioria de nossa audiência seja capaz de elaborar uma lista melhor ou mais completa, ou, no mínimo, mais simpática. Nada a opor, isso é a democracia da internet, que respeitamos e achamos que é um divisor de águas no mundo do conhecimento.

O que está mudando, na verdade, é o processo de disseminação de músicas, de vídeos, de fotos, antes centralizados em ordens, sociedades e organizações, muitas delas extremamente válidas na era pré-internet. As leis e regulamentos foram feitas também sem ter a internet como um veículo insubstituível.

De outro lado, essa estrutura do século passado também foi -e é- elitista, na medida em que privilegia quem controla, raramente quem produz. Creio firmemente que essa força da internet vai encontrar um meio termo ideal para todos, ou quase todos. Devem perder, na nova ordem, os intermediários que pouco agregavam valor ao processo. Ganham os que tinham dificuldade de ingressar no clubinho fechado e, sobretudo, ganham os que podem ter acesso a essa quantidade imensa de conteúdo digital. Arriscaria dizer que não há como voltar atrás. Recentemente, os grandes da música vendida pela internet -a Apple e a Microsoft- imprimiram o conceito do DRM “Digital Rights Management”, que, em tese, impede de você copiar um arquivo protegido por direito autoral de um dispositivo para outro. Mas hoje, como muitos de nós temos mais de um dispoositivo para registrar e ouvir música ou ver imagens de foto ou de vídeo, não é viável economicamente impor essas restrições. Parece que já há uma tendência em eliminar esse famigerado DRM e tentar ganhar no volume, na qualidade, na rede viral que é a internet, que permite disseminar conteúdo em uma escala nunca antes imaginada, a custos irrisórios.

No conceito da Web 2.0, o importante é ter escala de um determinado conteúdo, a custo zero. Se a coisa vira sucesso, é possível então cobrar por uma disseminação mais completa, de maior qualidade. Ou seja, o universo potencial de novas obras de arte passa a ser o universo de internautas, hoje beirando 1/3 de toda a população humana.

As leis de copyright, as restrições impostas, sobretudo de países desenvolvidos, não estão em sintonia com essa realidade.

Os Beatles, o grande fenômenos de comunicação de massa da segunda metade do século 20, seriam diferentes em sua abordagem, se tivessem a internet. Embora com um esquema monumentalmente poderoso de divulgação e distribuição, eles jamais chegaram nem perto de 2 bilhões de pessoas em um só lançamento, em um só dia.

Essa briga toda ainda vai ser resolvida pela midança das leis. Que tornem mais fácil a disseminação de cultura e mais sinples o processo, que permita que os verdadeiros autores sejam beneficiados, e o grande público consumidor, idem.


P.S.: O tema é inesgotável! Ainda não abordamos os programs de comunicação entre pessoas, as redes colaborativas virtuais de trabalho, as redes de educação à distância e muitas outras. No ramos de troca de músicas, existem milhares de programas e sites que estão disponíveis a nós, internautas. Vamos procurar dissecá-los, ao longo do tempo. E também coletar impressões dos nossos ouvintes, sejam eles diretos no rádio de casa ou do carro, sejam os que, em todas as partes do mundo, nos ouvem e colaboram conosco via internet.

2 Respostas

  1. >Olá Guy! Tudo bom?Meu nome é Fabíula, em primeiro lugar sou fã do programa e sua tbm. Eu e meu namorado trabalhamos com informática e queremos expandir nosso negócio com uma idéia de serviço nova no mercado. Estamos participando de programas do Sebrae, mas ainda estamos ”crus”, precisamos de muitas informações, e vc foi a primeira pessoa que me veio a cabeça! depois que fui ver o seu ”curriculo” me surpreendi ainda mais. Vc pode nos ajudar? Como fica melhor pra vc? Fico no aguardo, e desde já, obrigada!Sds, Fabiula.e-mail: fabiula@gatesolution.info41 3024 2172 / 8855 0470.

  2. >Olá,Foi lançado recentemente um PABX capaz de integrar-se ao SKYPE, permitindo que telefones comuns possam fazer chamadas para contatos SKYPE ou para outros telefones através da rede SKYPE. As chamadas podem ser realizadas, atendidas, colocadas em espera, transferidas de forma extamente igual as da rede de telefonia convencional. O custo é muito baixo e se paga rápido, rápido. Veja: http://www.safesoft.com.br/pabx/

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