Video On Demand: Uma Realidade?

O Jony Marcon, ouvinte do 91 Minutos pergunta por e-mail se o Video On Demand (VOD) não seria uma alternativa para distribuição de vídeos ao mercado. Como conceito, ele é muito bom, pois permite que você compre uma ou várias exibições de um vídeo em sua casa (ou onde você tiver um ponto de acesso autorizado), à hora que você quiser, no dispositivo que você achar conveniente.

O Video On Demand é uma grande promessa à cata de um mercado. As tentativas feitas esbarram na tecnologia existente na recepção, que torna difícil o não-armazenamento. E também na legislação vigente na mioria dos países, Brasil inclusive.

Dispositivos como o TiVo e similares conseguem passar por cima da maioria das plataformas VOD e registram cópias não autorizadas e/ou eliminam comerciais que, em tese, poderiam ajudar a custear a distribuição.

Outro problema está nos canais de distribuição. Uma coisa similar -mais antiquada, mas similar- existente hoje é a estrutura de TV por assinatura, que oferece alternativas já incluidas no preço mensais e os pay-per-view. Fica difícil você selecionar um distribuidor por assinatura que tenha ofertas minimamente equivalentes a um Blockbuster, por exemplo.

O fato é que o VOD não “pegou” ainda no principal mercado mundial, os Estados Unidos. E ele foi concebido dentro dos princípios libertários e democráticos da distribuição universal, e isso não se materializou. Ainda.

O que muitos analistas -inclusive este que vos escreve- acreditam é que quando a banda da internet permitir a distribuição de vídeos de alta definição, como ocorre na Coréia e no Japão, por exemplo, essa forma será bem mais viável. Existem pequenas empresas que já vendem vídeos por demanda nesses países, mas, por enquanto, majoritariamente de distribuidoras independentes e de origens não muito conhecidas de nós, como os próprios Japão e Coréia, mais Malásia, Cingapura, Índia e Vietnam. Mas é um mercado enorme, se você considerar as populações e o acesso à Internet.

A TV via internet vai demorar mais uns anos, e hoje só depende de órgãos reguladores para ser viável. Mas, a julgar pela pauleira do leilão do WiMax, suspenso ontem pela justiça por pressão de grupos interessados em manter cartéis, a coisa vai longe. Nesse caso, um palpite meu, não uma predição: a coisa rola na justiça, as operadoras de telefonia, excluidas desse baile ingressam contra e a coisa acaba liberada para elas, barradas que foram do mercado de TV Digital, em outra decisão errada dos reguladores.

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